Análise do Corinthians no primeiro semestre: momento ofensivo

Por Iúri Medeiros e Jhonata Souza

Em sua segunda passagem pelo Corinthians, Fábio Carille, conhcecido por montar bons sistemas defensivos, chega da Arábia Saudita com a missão de “dar um passo a mais” e fazer com que o time tenha um jogo ofensivo mais elaborado e efetivo, tendo em vista que houve uma melhora no material humano de 2018 para 2019.

A prova de que um dos objetivos do treinador era cuidar melhor da bola e planejar melhor seus ataques foi a montagem do time logo nos primeiros jogos da temporada ao utilizar Jadson e Sornoza juntos, com o equatoriano fazendo o lado do campo. Porém, o grande mecanismo ofensivo do time nesses primeiros jogos foram os constantes apoios de Gustavo, que ofereceu pivôs e atraiu defensores ao sair da área.

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A ideia desde o início era monopolizar a posse e iniciar as jogadas a partir de passes curtos, mas o que se viu na prática foi uma equipe lenta e com dificuldades para progredir em campo rival. Isso valeu até o jogo contra o São Paulo na fase de grupos do Campeonato Paulista, quando Carille passou a escalar o Timão com dois pontas mais agudos (Clayson e Pedrinho) e um meia centralizado (Sornoza). A partir desse momento, o conjunto alvinegro ganhou em verticalidade e uma dinamização da posse de bola, com Sornoza ditando o ritmo desde trás.

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Além dessa maior verticalidade, se viu uma velha receita alvinegra dando certo: lado direito sendo a válvula para o ataque. O Fagner desde os tempos de Tite é o jogador mais acionado para fazer essa saída de bola e progredir com ela e esse ano não vem sendo diferente. Em especial, seu grande parceiro tem sido o Pedrinho, que abre corredor para ele. Além da dupla, o volante Junior Urso também cai pelo setor, formando muitas vezes um triângulo fundamental para que a equipe chegue ao ataque.

WhatsApp Image 2019-07-10 at 13.13.16WhatsApp Image 2019-07-10 at 13.13.23Fonte: instat/PedroGalante.

Esse Corinthians, com dois pontas mais incisivos e um lado direito potencializado foi o melhor Corinthians em termos ofensivos que se viu em 2019 até aqui. Porém, com o início do Brasileiro houve uma queda de rendimento considerável nesse setor. A indefinição do posicionamento de Vagner Love (ponta ou atacante), as tentativas frustradas de encaixar Jadson e Sornoza juntos e desfalques como o de Fagner e Urso fizeram com que aquele time lento e previsível voltasse a aparecer.

O grande ponto crítico do Timão no momento é a sua saída de bola. Com a ausência do Fagner, ficou escancarado a dificuldade que o time tem em manter a bola no campo de ataque (32,2% de sua posse de bola se concentra no primeiro terço do campo, sendo a terceira maior média do campeonato, segundo o Footstats).

Com essa parada devido a Copa América a expectativa é que o time apresente uma evolução em sua proposta de ter a posse e furar defesas fechadas. Carille vem testando alternativas em amistosos (Pedrinho e Clayson centralizados, por exemplo) e o retorno de Fagner pode ser chave para que bons ventos voltem a soprar no Parque São Jorge.

@iurimedeiros13 e @Jhonny14Souza

 

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