Mesmo com Empate, um jogo estratégico: ANÁLISE TÁTICA – URUGUAI 2×2 JAPÃO

Por Luiz Martins e Rafael Maciel

Em um jogo bastante movimentado, Urugaui e Japão proporcionaram uma apresentação altamente estratégica, configurando um dos melhores jogos da Copa América, até o momento, em um empate em 2×2, na Arena do Grêmio, na cidade de Porto Alegre.

Mas como foi a partida?

Japão

Moriyasu modificou a escalação inicial do Japão, acrescentando jogadores de maior experiência, porém manteve a plataforma padrão no 4-4-2. Foram realizadas seis trocas entre os titulares:

Defesa: o goleiro Osako deu lugar ao experiente Kawashima, e na lateral direita saiu Teruki Hara para a entrada de Iwata.

Meio Campo: Nakayama deu lugar para Ko Itakura, na primeira função do meio campo. Na extrema-direita, o velocista Maeda deu lugar à Koji Miyoshi, que ali velocidade com capacidade de criação;

Ataque: a dupla de atacantes foi modificada, saindo Ueda e Kubo, para a entrada de Okazaki e Hiroki Abe.

Assim como no primeiro jogo, Japão inicia sufocando a saída de bola adversária, porém sem muita efetividade em converter essa pressão em recuperações de posse (apenas 2 nos primeiros 15 minutos).

Apesar de não ter o domínio da posse na maior parte do jogo, o Japão manteve sua circulação de bola com qualidade e velocidade, porém forçando passes mais diretos. Em um destes lançamentos, Shibasaki deixa Miyoshi em situação de 1×1 contra Laxalt, mas o jovem camisa 11 ignora a marcação e abre o placar em um belíssimo chute.

Logo em seguida houve o empate uruguaio em pênalti polêmico assinalado pelo VAR e o Uruguai aumentou significativamente sem volume ofensivo.

O início do segundo tempo manteve este ritmo, com o Uruguaio levando muito perigo principalmente em jogadas de bola parada e o Japão aguardando o momento para reagir.
Antes dos 15 minutos da segunda etapa, após boa jogada na esquerda, Muslera acaba rebatendo mau um cruzamento e Miyoshi novamente coloca o Japão na frente do placar. Minutos antes, Nakajima havia sido derrubado na área e o VAR sequer chamou o árbitro para a revisão.

Apesar do volume uruguaio, o placar momentâneo de 2×1 refletia a justiça até aquele momento. Porém o Japão não conseguiu segura o placar por muito tempo e 7 minutos depois de marcar, o Uruguai empata com Gimenez em jogada de escanteio.

Nos 30 minutos finais, o Japão abdicou completamente das ações ofensivas para priorizar sua organização defensiva e buscar manter o placar. Uruguai aproveitou as linhas baixas japonesas para povoar o ataque e empilhar chances de gol. Mas o empate se manteve para a alegria desta jovem e competitiva equipe japonesa.

Destaques Individuais: Miyoshi, Shibasaki e Kawashima.

Uruguai
Já pelo lado uruguaio Tabarez manteve a formatação tática utilizada no primeiro jogo contra o Equador, mas alterando apenas Lucas Torreira, no Lugar de Vecino, apostando em jogar da maneira que a celeste se sente mais confortável: fechando espaços e partindo com velocidades de contra-ataque.

Claramente essa não foi a estratégia que norteou a partida, em função dos japoneses entregarem mais a bola ao Uruguai, tentando deixa-lo desconfortável em utilizar a posse para atacar. A seleção charrua sentia dificuldades em propor a partida com maior qualidade, mas apostava em toques rápidos, chegando à frente com qualidade razoável, tendo sempre como alvos, Cavani e Suaréz, que quando recebiam esta bola, causavam muito perigo ao adversário.

Já quando precisava se defender, realizava pouca pressão ao homem com a bola, cedendo campo, para que jogadores que possuem bom 1×1, como Mioshi e Nakajima, conseguissem conduzir a bola com agressividade, contando com uma ótima partida de Shibasaki.

Fora assim que o Uruguai sofreu o primeiro gol em belo contra-ataque japonês, contando com a lesão de Laxalt, que fora substituído por Giovanni Gonzalez, passando Cáceres para a esquerda.

Mesmo com o placar adverso o Uruguai buscava ser agressivo e apostava em rodar a bola buscando espaços na forte defesa japonesa, mas quando estes espaços não apareciam, buscou bolas longas aos seus atacantes. Assim conseguiu empatar a partida 2 vezes.

Arrascaeta em campo, buscando um posicionamento mais centralizado, partindo do lado (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

No segundo gol dos uruguaios, em bela cabeçada de Gimenez, o time charrua já demonstrava melhor qualidade para controlar a bola no meio-campo, por já contar com Arrascaeta em campo. O jogador do Flamengo, buscava investidas partindo do lado direito para o meio, se juntando a Bentancur e os atacantes, melhorando consideravelmente a circulação de bola da equipe e nitidamente o volume ofensivo da celeste aumentou, mas mesmo com esta melhora, o placar se manteve inalterado, decretando o empate.

@ojunomartins
@rafaellomaciel

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