Empate razoável – ANÁLISE TÁTICA ATLÉTICO-MG 1 x 1 SÃO PAULO

Por Pedro Galante

Pela última rodada do Campeonato Brasileiro antes da parada da Copa América, Atlético Mineiro e São Paulo se enfrentaram no Independência.

Cuca armou sua equipe em um 4-2-3-1, com Hernanes atuando atrás de Pato e Toró e Marquinhos Calazans pelas beiradas.

O tricolor paulista fez uma primeira etapa bem razoável. Se defendia quase que inteiramente no seu campo e protegia bem o espaço, apesar de toda mobilidade de Chará e Cazares.

WhatsApp Image 2019-06-14 at 10.28.40São Paulo defendendo com seus encaixes. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Quando tinha a bola buscava acelerar em direção ao gol e aproximar seus jogadores para tabelas. Apesar de apenas uma finalização no gol, o São Paulo teve boas sequencias ofensivas, principalmente quando a bola passava por Pato e Hernanes. Faltou qualidade no último passe para colocar alguém em posição de chute.

No entanto, o time foi punido no final do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio a bola sobrou na área e Alerrandro marcou para o Atlético.

A equipe voltou do intervalo com duas alterações: Igor Gomes e Everton Felipe nos lugares de Igor Vinicius e Toró. Hudson foi deslocado para a lateral direita e Igor Gomes fez a dupla de volante ao lado de Luan, possibilitando mais chegada ao ataque.

WhatsApp Image 2019-06-14 at 10.28.53Meio campo do São Paulo pós-alterações. Destaque para a chegada de Igor Gomes ao ataque. 

O Atlético manteve sua superioridade, controlando a posse de bola e o ritmo da partida. Aos 20 minutos, Nenê entrou e Marquinhos Calazans saiu. Hernanes foi deslocado para a posição de volante, Igor virou ponta pela direita e Nenê atuava atrás de Pato.

WhatsApp Image 2019-06-14 at 10.29.02Hernanes construindo na base e Nenê atuando mais à frente. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

A entrada de Nenê melhorou a dinâmica do time. O camisa 10 não chegava a criar grandes jogadas, mas ao menos dava continuidade a elas, coisa que Calazans não fazia.

Aos 33, Nenê achou Pato entrando na área em diagonal, o camisa sete passo pelo zagueiro adversário e conclui no canto do goleiro. Um gol que mostra a melhor qualidade de Alexandre Pato: o movimento em diagonal. O camisa sete é referência técnica do time e qualquer tipo de melhora no rendimento do time deve passar por uma melhora no seu rendimento individual.

O São Paulo chega à parada da Copa América em uma fase e uma colocação na tabela que não são boas e poderiam ser muito melhores pelo elenco que tem. Há muito trabalho a ser feito, muita coisa para melhorar.

Nas próximas semanas discutiremos algumas possibilidades para essa equipe.

@pedro17galante

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