Eficiência alemã – ANÁLISE TÁTICA DE ALEMANHA 1 x 0 ESPANHA

Por Henrique Mathias

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No StadeduHainaut em Valenciennes, Alemanha e Espanha duelaram em uma partida que colocou frente a frente duas das melhores equipes da europa.

A Alemanha entrou em campo no 4-3-3, realizando uma mudança no desenho da primeira partida e deixando Dzsenifer Marozsán no banco, buscando uma maior efetividade em seu momento defensivo.

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A Espanha também mudou o seu desenho, saindo do habitual 4-3-3 para jogar 4-4-1-1 com Hermoso deixando de ser a centroavante para jogar como segundo atacante.

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O jogo começou com a Espanha controlando as ações, monopolizando a posse de bola e trabalhando muito bem a movimentação de Mariona e Putellas da ponta para o centro do campo, criando espaço para as progressões de Marta e Corredera e criando um volume ofensivo. Num primeiro momento a Espanha não trabalhou a saída de bola em 3, como faz normalmente, buscando uma saída sustentada com as laterais e conseguir trabalhar na entre linha rival.

As alemãs defendiam com vitalidade e agressividade, mas acabaram cometendo alguns erros em termos de coordenação dos movimentos e permitindo que a equipe rival saísse com facilidade de sua pressão alta.

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Organização defensiva da Alemanha em 4-4-2 e a Espanha buscando trabalhar com muitas peças em campo ofensivo, com Hermoso-Garcia por dentro.

WhatsApp Image 2019-06-14 at 17.15.51 (2)Momento defensivo da Espanha.

Depois dos 25 minutos iniciais onde a Espanha dominou o jogo, mas acabou desperdiçando as oportunidades, a Alemanha cresceu no jogo, melhorando sua pressão alta e conseguindo incomodar muito pelo lado direito com a parceria entre Huth e Gwinn. Gwinn foi destaque na estreia e voltou a ter uma atuação muito sólida, trabalhando as ultrapassagens muito bem. Aos 42 minutos Sara Däbritz marcou para a Alemanha, após cruzamento pela direita.

No segundo tempo o panorama do jogo retornou a ser de uma Espanha que buscava sempre o controle da posse de bola e trabalhar a ideia de um jogo associativo, com as pontas trabalhando por dentro. Hermoso trabalhou verdadeiramente como uma meio-campista na segunda etapa, não mais como uma segunda atacante, retornando muito até a zona central para articular o jogo espanhol.

Mesmo com o controle da posse de bola e muita troca de passe no campo ofensivo, novamente faltou penetração a equipe treinada por Jorge Vilda, facilitando a vida das defensoras alemãs. Doorsoun e Hegering tiveram, somadas, 19 cortes na partida.

Depois de duas rodadas completadas, a Espanha demonstrou maior repertório ofensivo do que a Alemanha, trabalhando muito bem o controle da posse de bola, mas precisa somar em termos de tomada de decisão em ações no terço final do campo. Já a Alemanha, mesmo voltando a demonstrar falhas em recomposição defensiva e um repertório ofensivo muito dependente do jogo exterior pela direita, mostra que suas peças individuais podem fazer a diferença.

@riquemathias

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