Linha de cinco e posse de bola – ANÁLISE TÁTICA CANADÁ 1 x 0 CAMARÕES

Por Henrique Mathias e Pedro Galante

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No Stade de laMosson em Montpellier no jogo abriu o Grupo E, num jogo que prometia colocar frente a frente diferentes propostas de jogo.

O treinador Kenneth Heiner-Moller escalou o Canadá no 4-4-2, buscando sempre uma construção sustentada e uma boa troca de posições de sua equipe.

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O treinador Alain Djeumfa escalou Camarões no 5-3-2/3-5-2, buscando jogar com linhas próximas, deixar a partida num ritmo lento e ocupar muito bem os espaços.

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O jogo começou com o Canadá controlando as ações da partida, trabalhando com a posse de bola e buscando trabalhar mecanismos que funcionaram durante todo o ciclo pré-Copa.

A saída de bola do Canadáfuncionou com Lawrence espetada pelo lado direito, Chapman como sustentação defensiva no lado esquerdo, Schmidt buscando a bola com as zagueiras e Scott sempre à disposição como opção para avançar em condução.

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Contudo, apesar de ter boas ideias, faltou ao Canadá infiltração, trabalho na entre linha e desta maneira, ainda que tenha controlado a posse de bola, foi Camarões que controlou o jogo no primeiro tempo, partindo de sua ideia defensiva, a boa coordenação entre suas peças e o bloqueio dos espaços.

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Ofensivamente Camarões, somou poucas saídas, com Gabrielle Onguene, mas não era mesmo a busca naquele momento. Resistir ao trabalho ofensivo do Canadá era o plano principal. Contudo aos 44 minutos do primeiro tempo, apareceu a bola parada e um erro coletivo foi crucial para Kadeisha Buchanan subir livre e testar para o fundo da rede.

As equipes voltaram do intervalo sem alterações, mas a dinâmica se alterou em função do gol nos acréscimos da primeira etapa. O Canadá continuou com mais posse, mas as equipes tinham objetivos diferentes.

Se na primeira etapa, Camarões defendia de forma muito compacta, o que dificultava na hora de tentar puxar contra-ataques, já que suas jogadoras estavam muito recuadas; agora a defesa era um pouco mais espaçada e agressiva, buscando roubar a bola e acelerar o jogo.

O Canadá usava a posse da bola para controlar o ritmo do jogo e impedir que as adversárias acelerassem a partida. As laterais bem menos avançadas, participavam mais da saída de bola e a construção como um todo era muito mais lenta, sem pressa em avançar.

Camarões se viu obrigado a subir seu bloco e pressionar a saída se quisesse ter a bola. No entanto, a pressão camaronesa era mal ajustada e facilmente vencida pelas canadenses, muito em função dos movimentos de Schmidt pelo centro.

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O treinador AlaimDjeunfa, fez duas trocas a fim de colocar sua equipe para cima, mas não obteve grande resultado. As ações da seleção africana dependiam muito do talento de Gabrielle Onguene, que era bem marcada por Buchanan, autora do gol.

O Canadá não chegou a construir mais chances para aumentar o placar, de qualquer forma administrou bem sua vantagem. Camarões consegui criar apenas quatro chances, sendo que só uma foi no alvo.

O Canadá, uma das seleções favoritas, conquista sua primeira vitória, mas precisa entregar mais com a bola, ainda mais contra defesas tão fechadas, se quiser vencer a competição. Já Camarões deve melhorar ofensivamente e buscar uma companheira para Onguene se quiser beliscar uma vaga no grupo.

@riquemathias e @Pedro17Galante

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