Rei da Europa – ANÁLISE TÁTICA DE PORTUGAL 1 x 0 HOLANDA

Por Daniel Klabunde

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Mais uma final, mais um título. Tudo normal na vida de Cristiano Ronaldo, após um hat-trick na semifinal contra a Suiça, o português chega mais uma vez ao topo da Europa vencendo a partida contra a Holanda e se consagrando o primeiro campeão da NationsLeague. Do outro lado uma Holanda que também vinha de uma boa vitória contra a Inglaterra pelo resultado de 3×1 e que se esperava mais nesta final, muito pelos bons jogadores que havia a sua disposição.

Um primeiro tempo com domínio dos holandeses na posse de bola (58% a 42% para a Holanda), mas somente na posse de bola, pois o time de Ronald Koeman não proporcionava nenhum tipo de perigo ao goleiro Rui Patrício, passando o primeiro tempo inteiro sem nenhuma finalização.

Os holandeses executavam uma marcação no 4-2-3-1 em bloco médio tentando bloquear as saídas dos portugueses com Danilo Pereira, o homem base do time, forçando assim os recuos de Gonçalo Guedes ou Bernardo Silva pelos lados para dar opção de passe, sem sucesso, e então eram forçados a sair na bola longa, o que facilitava a recuperação de bola da Holanda.

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A saída de bola holandesa era executada no 3-2 utilizando a “saída de 3”, ou saída Lavolpiana, onde um dos volantes se junta aos zagueiros para iniciar a transição ofensiva, que também era muito bem marcada sob pressão por 6 homens de Portugal no campo de defesa da Holanda. Em alguns momentos pudemos ver uma variação para a saída em 2-3 da Holanda, tentando inserir um maior número de jogadores no maio para terem mais opção na saída de bola.

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A maioria das jogadas se desenvolviam pelo lado direito de ataque da Holanda, onde Dumfries era muito acionado para buscar triangulações com Memphis Depay, ou abrir espaços para os avanços de DeRoom.

Pelo lado português, a marcação em bloco alto tirava da partida jogadores importantes da Holanda, como Wijnaldum, Depay e De Jong. Apesar da incessante movimentação para encontrar caminhos até o campo adversário, em alguns momentos foi possível ver uma barreira em sair jogando pelo chão, e assim forçando o jogo direto holandês.

Já em bloco baixo, mais próximo da sua área, os portugueses efetuavam a marcação no 5-4-1, deixando Cristiano Ronaldo mais a frente para iniciar o contra-ataque, caso surgisse. A primeira linha de 5 era utilizada para impedir os avanços dos laterais holandeses que se projetavam nas costas da linha de 4, a qual precisava se preocupar com as movimentações dos extremas da Holanda.

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A saída de bola portuguesa era realizada em 2-3, obtendo superioridade numérica no meio, e com um dos meias atuando entrelinhas nas costas da primeira linha de marcação a ser superada.

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Assim a forte marcação dos portugueses conseguiu superar a posse e toque de bola da Holanda, e mais uma vez mostrando que posse de bola não significa nada se você não tiver objetividade, tanto que os holandeses passaram todo o primeiro tempo sem dar um chute se quer ao gol de Rui Patrício, enquanto os portugueses tiveram 12 finalizações, e poderiam certamente abrir o placar ainda no primeiro tempo, algo que aconteceu aos 15 minutos da etapa final, em bela jogada de Gonçalo Guedes que deu um passe entre as pernas do jogador holandês para Bernardo Silva, que tocou de volta para o camisa 17 abrir o placar e decretar a vitória para os Lusos.

Mais um título para Portugal, e mais um título para Cristiano Ronaldo, o qual já foi campeão, na Inglaterra, Espanha, Itália e Champions, agora tem uma Eurocopa e uma NationsLeague no seu currículo pela seleção.

Só falta uma Copa do Mundo para o português…

@dktricolor

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