Valeu pelos 3 pontos – ANÁLISE TÁTICA DE ALEMANHA 1X0 CHINA

Por Henrique Mathias

Alemanha e China se enfrentaram em Rennes, no Roazhon Park, para abrir o grupo B da Copa do Mundo. Uma das favoritas ao título, a Alemanha chegou a partida com uma enorme expectativa, uma boa vitória sobre a China seria um bom recado inicial para suas rivais. Contudo, o que tivemos foi uma partida muito dura para atuais campeões olímpicas e alguns dos motivos, veremos abaixo.

Martina Voss-Tecklenburg escalou a Alemanha no 4-5-1.

Jia XiuQuan escalou a China no 4-4-2

Desde os primeiros minutos de jogo, a seleção alemã assumiu o controle das ações, buscando trabalhar com a posse de bola e usando variações para ter uma saída de bola limpa. A equipe buscou sempre trabalhar a saída de bola com 3 atletas, alternando em sair em 3-2 com Marozsán e Leupolz como articuladoras ou contar com Leupolz entre as zagueiras e Marozsán flutuando. O funcionamento das laterais, Hendrich e Simon, variou muito.

Quando a linha de era formada com Leupolz entre as zagueiras, Hendrich e Simon, avançavam ao mesmo tempo, buscando dar amplitude ao time e criar espaço para um trabalho interior das pontas. Já quando a saída era em 3-2, Hendrich e Simon revezaram de acordo com o lado da jogada, sempre com uma sendo recuada para ajudar na saída em 3 e com a outra trabalhando por dentro para ajudar a criação.

Saída em 3 alemã, contando com a lateral esquerda Simon como terceira defensora.

Apesar de assumir o controle da partida, a seleção alemã não conseguiu progredir em campo com facilidade. Atuando no tradicional 4-4-2, a seleção chinesa demonstrou muita dedicação tática e muita concentração. As duas meias que atuam abertas buscaram a todo momento evitar o ataque diagonal das pontas alemãs e todo a equipe foi bem agressiva no 1×1. Desta maneira conseguiram limitar a produtividade alemã as jogadas individuais de Svenja Huth ou cruzamentos laterais buscando Popp. Ofensivamente a partida da China se baseou em roubar bola em campo ofensivo e acelerar com Shanshan Wang e Yang Li, o que acabou funcionando muito bem. As duas conseguiram superioridade contra as defensoras alemãs a cada vez que pegaram a jogada de frente e por outro lado as alemãs precisavam correr para trás. Faltou capricho com as tomadas de decisão no momento final e desta maneira perderam a chance de ir para o intervalo vencendo a partida.

No segundo tempo o panorama continuou o mesmo até os 15 minutos, ainda que a Alemanha estivesse tentando novas dinâmicas, como inverter Huth e Marozsán de lado, buscando atacar mais a linha de fundo e buscar menos a construção por dentro, mas nada foi muito efetivo até que Lina Magull veio a campo. Magull tem uma capacidade associativa muito grande e conseguiu conectar melhor os setores, buscando a bola com as zagueiras e circulando por todo o campo ofensivo. Somado a isso o cansaço evidente que as jogadoras da China estavam sentindo devido à forte marcação durante toda a partida, permitiu a Alemanha a situação do gol. A jovem Giulia Gwinn, de apenas 19 anos de idade, conseguiu receber na entrada na área e sem combate efetivo da defesa rival, finalizou sem chances para Shimeng Peng, fazendo Alemanha 1×0.
Vitória importante da Alemanha, que consegue largar bem na competição em termos de resultados, mas é preciso estar atento aos erros cometidos nesta partida e trabalhar melhor a posse de bola. Para a China fica a mensagem que se quiser avançar na competição, não basta fazer um bom jogo em termos de dedicação e aplicação, precisa aproveitar as chances criadas.

@riquemathias

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