O pombo voou – ANÁLISE TÁTICA BRASIL 2 x 0 CATAR

Por Ícaro Caldas Leite

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A seleção brasileira voltou a jogar em solo brasileiro depois de um ano e nove meses. A última exibição aqui tinha sido na vitória de 3×0 diante do Chile, na despedida das eliminatórias em outubro de 2017.

Em ritmo de preparação para a Copa América, fazendo alguns testes e consolidando alguns conceitos, a seleção mostrou um bom desempenho diante do Catar, visto que, em todos os amistosos pós-copa, o Brasil não conseguiu ter o mesmo desempenho das eliminatórias e da copa do mundo.

A comissão técnica brasileira já demonstrou em algumas coletivas o desejo entre desempenho-resultado/jogar bonito e vencer. Algo que na teoria parece ser interessante, mas na prática ainda não conseguiu chegar ao ponto de mudança.

No jogo, os comandados de Tite mostraram uma postura diferente dos outros jogos. Um time mais livre, leve e solto para jogar e criar, mas com total responsabilidade defensiva e ofensiva.

O Brasil abandonou um pouco o jogo de posição ortodoxo com os pontas presos e abertos nas laterais do campo (dando amplitude), os meias avançados entre as linhas, fixos, e limitados de jogarem o seu melhor futebol. Diante do Catar, os pontas abriam o campo, mas tinham liberdade para saírem das suas posições, criarem o jogo por dentro, e os meias com liberdade em todos os setores do campo, tabelando com movimentação e criatividade.

No momento defensivo (sem a bola): o Brasil fez duas linhas de 4 e uma linha com 2 jogadores à frente, mas também variando para o 4-2-3-1, com os volantes entre a linha de defesa e a linha de meio campo.

442 BR4-23-1 sem bola br

No momento ofensivo (com a bola): o Brasil em algumas circunstâncias utilizou o sistema 4-2-3-1.

4-2-3-1 BR

Definitivamente o Brasil não só jogará assim, mas como também mostrará outras maneiras de atacar quando estiver com a bola e uma delas será com os laterais jogando por dentro e construindo e com os pontas abertos (dando amplitude) e com liberdade para atacar a linha de fundo (o corredor) seja driblando para tabelar ou para cruzar. Obs: Jesus que é centroavante em alguns momentos jogou aberto e Richarlison passou a ser o centroavante, uma troca de posição, mas que os dois jogadores sabem fazer as funções.

daniel e filipe por dentro

Um dos conceitos que o Brasil com certeza usará é a marcação-pressão no campo de ataque. 6 jogadores sobem para apertar na saída do adversário e 4 ficam com a linha sustentada em caso do adversário sair da pressão.

brasil pressao

Infelizmente Neymar vai estar de fora, mas ainda assim a seleção continua como a favorita ao título da Copa América. Sem ele, as chances de acontecer uma variedade para o protagonismo fica dividido, o coletivo pode vir a ser mais forte.

@caldasicaro

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