Tiago Nunes 1×0 Marcelo Gallardo – ANÁLISE TATICA ATHLETICO 1 x 0 RIVER PLATE

Por Henrique Mathias

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Marcelo Muñeco Gallardo é um treinador conhecido por sua capacidade de planejar os grandes jogos e as duas conquistas de Libertadores que possui como comandante do River Plate, ajudam a reforçar está ideia. Contudo na noite de ontem em Curitiba, o argentino acabou sendo superado por Tiago Nunes e seus atletas.

Tiago Nunes escalou o Furacão no seu habitual 4-1-4-1, com Wellington e Paulo André titulares com as ausências de Camacho e Thiago Heleno. A ideia de jogo permaneceu a mesma que vem sendo norte do trabalho da equipe em 2019, utilizando o 3-4-3 para atacar, com o volante entre os zagueiros e muita movimentação em campo ofensivo, com Lodi e Jonathan sendo pontas em muitas ocasiões e Bruno Guimarães se posicionando como alas em zona mais recuada.

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Gallardo também utilizou seu sistema de jogo preferido, escalando a equipe no 4-1-3-2 com dois meias abertos para ajudar na construção por dentro e ter a ultrapassagem dos laterais e com um atacante de velocidade e drible jogando ao lado de Pratto.

Conhecendo muito bem as ideias de jogo da equipe argentina, Tiago Nunes utilizou bastante Nikão trabalhando por dentro, trazendo consigo Palacios. Lucho na entre linha e Jonathan oferecendo profundidade. Dessa maneira os encaixes do Gallardo acabaram não funcionando em quase todo o primeiro tempo.

WhatsApp Image 2019-05-23 at 21.41.38 (2)Nikão arrasta Palacios consigo, com isso De La Cruz se descuida com Jonathan e o lateral quebra o encaixe defensivo do River. (Imagem DAZN)

O treinador do River percebeu que a capacidade de movimentação dos brasileiros acabava tirando a possibilidade de acerto em sua ideia inicial e resolveu mudar a dinâmica defensiva.

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Fernandez–Pratto—Suarez na linha mais avançada, De La Cruz–Perez—Palacios na segunda linha. Trabalhando a pressão alta e escalonando seus jogadores ofensivos, Muñeco buscou evitar as recepções de Nikão e Bruno Guimarães por dentro.

Com essa troca o River até chegou a ter minutos de tranquilidade na partida, mas novamente a capacidade de movimentação do Athletico foi chave para romper com essa adaptação. Renan Lodi e Jonathan trabalham ao mesmo tempo em campo ofensivo, com uma típica dinâmica brasileira que se perdeu nos últimos tempos. Com o entendimento entre os dois e as inversões tão comuns entre eles, a primeira chance de gol do jogo foi marcado por Lodi, mas a bola acabou passando por ele.

Alguns minutos depois, entretanto apareceu Bruno Guimarães e todo o seu talento. Bruno recebeu a bola próximo a linha central e observou o posicionamento de Lodi, que estava pronto para atacar Mayada. O resultado foi um passe maravilhoso de três dedos e Lodi teve total liberdade para cruzar rasteiro, até encontrar Roni, que fez a parede para Marco Ruben escorar para o fundo da rede. Golaço.

Rony e Lodi fizeram o que bem entenderam com Mayada. O lateral direito simplesmente não sabia o que fazer para ajustar sua postura defensiva. Começou posicionado mais próximo a dupla de zaga e Renan Lodi conseguiu punir atacando suas costas. Depois avançou no campo e ficou mais próximo a lateral, com isso apareceu Rony por dentro.

Com o 1-0 no placar, o Furacão mudou a postura para os minutos finais da primeira parte, deixando o River assumir o controle da posse de bola e passando a pressionar alto.

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Lucho somando com Marco Ruben para atrapalhar a saída de bola do River. Tiago Nunes potencializou a inteligência do argentino em campo ofensivo, utilizando toda a força de produção do jogador no primeiro tempo.

Na volta para o segundo tempo, Gallardo melhorou o funcionamento da saída de bola de sua equipe:

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A mudança surtiu efeito e o River se viu mais tranquilo na Arena da Baixada por 15 minutos. Conseguindo evitar as ultrapassagens de Renan Lodi e controlando as linhas de passe de Leo Pereira com Bruno Guimarães através do trabalho defensivo de Matias Suarez. Nesses minutos de crescimento do River, apareceu muito bem Nikão. Defensivamente muito concentrado e dedicado para cobrir as subidas do Jonathan.

Outro jogador que merece destaque é Wellington. Muito criticado por onde passou nos últimos anos, o volante faz uma temporada muito correta no Athletico, inclusive sendo o homem que faz a saída entre os zagueiros desde que Camacho lesionou. Encaixe no sistema e potencialização com o contexto ideal falam muito sobre o desempenho de um atleta. O modo como o Furacão se movimenta e cria linhas de passe facilita a missão dele e isso o deixa mais confiante em campo, o que não aconteceu no Inter, Vasco e na última passagem no São Paulo.

O momento de melhora do River na partida foi jogado no ralo por Milton Casco, que agrediu Rony dentro da área. O arbitro consultou o VAR e expulsou o argentino. Como já tinha feito todas as trocas, Gallardo passou a utilizar De La Cruz como lateral e o uruguaio cumpriu bem a função. O Athletico buscou atacar para aumentar sua vantagem, mas a partida terminou mesmo em 1-0.

@riquemathias

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