Modelo de jogo de Osmar Loss, o novo treinador do Vitória – PARTE 1

Por: Ítalo Amorim

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Na tarde dessa terça-feira (21) o Vitória anunciou oficialmente o seu novo técnico: Osmar Loss. Com passagens por alguns clubes e muito sucesso na base, Loss foi contratado para tentar implementar um modelo no Esporte Clube Vitória, coisa que não existia até a última eleição do clube.

É a chance do novo treinador se consolidar no cenário profissional e do Vitória se encontrar no ano de 2019 depois de tantas frustações. Dito isso, vamos para a análise:

Nessa primeira parte será explorada as ideias de jogo de Loss no seu período de Corinthians, onde o comandante teve um início positivo mas viu sua equipe oscilar muito posteriormente.

SC Corinthians:

WhatsApp Image 2019-05-22 at 18.46.25ESTRUTURA: 4-2-3-1.

Foto: Buildlineup (a formação utilizada na partida contra o São Paulo será utilizada como base nas explicações, mas não necessariamente exprime que esse era o XI-base do treinador, assim como a numeração dos atletas não condiz com a realidade).

Loss utilizou muito a 4-2-3-1 como modelo base da sua equipe por ser uma formação que agrega pontos habituais do treinador, como por exemplo: facilidade em triangulações pelas laterais e por dentro, movimentação do homem de frente e liberdade para adaptar outros modelos conforme o jogo (4-1-4-1, 4-3-3, 3-4-3, 4-4-2 e 2-4-4, por exemplo).

MODELO OFENSIVO:

 O modelo ofensivo de Osmar tinha algumas particularidades que variavam conforme o adversário e por isso pode ser separado de duas formas:

  • Contra oponentes que marcavam em linhas altas:

Quando o time de Loss entrava em campo sabendo que a característica do adversário era marcar em cima ele adotava uma espécie de 2-4-4 na saída de bola. Os defensores (quase sempre P. Henrique e Henrique) abriam e os laterais surgiam como opção na linha de meio, tendo mais a frente Romero – Rodriguinho (Jadson) – Jonathas – M. Gabriel (Clayson) como quarteto.

Animação retirada do site Tactical-board.

Esse modelo favorecia a ligação direta do defensor para a referência na frente (neste caso o Jonathas), cabendo a esse forçar a jogada de infiltração dos atletas mais próximos (como acontece na animação) ou fazer o pivô para a linha de interiores que se aproxima (cabendo a essa explorar a infiltração dos exteriores, como no exemplo abaixo).

Animação retirada do site Tactical-board.

Algo que fica claro nesse modelo é que o passe vertical mais próximo no primeiro momento é evitado, raramente o zagueiro que recebe a bola busca um passe no interior do seu lado ou no lateral do seu lado. A jogada tem dois caminhos: ou é forçada no pivô ou é forçada para o lado oposto.

  • Contra oponentes que marcavam em linhas baixas:

Como nesse caso o adversário dava campo o time aumentava o número de atletas na primeira linha, virando uma espécie de 3-4-3. Além dos defensores (que repetiam a movimentação de abrir) o time tinha um jogador no centro, normalmente o Gabriel ou o Ralf. Os laterais subiam e a linha de interiores passava a ter um dos volantes (Douglas/Renê Júnior) e o meia (Rodriguinho/Jadson) fechando o quarteto. No ataque o trio com os alas mais o centroavante.

Animação retirada do site Tactical-board.

Essa saída por dentro permitia um terceiro homem livre na jogada, o zagueiro ou o interior puxava a marcação e o triângulo estava montado com o lateral como opção (no caso da animação o Gabriel recebe a bola e o Renê movimenta-se para aproximar a marcação de si, sendo assim o Avelar vira opção como terceiro homem). Com a bola finalmente chegando no lateral os alas movimentavam-se escapando da linha de ataque, quase como interiores.

Esse lateral que recebia a bola já tinha liberdade para forçar um passe vertical ou infiltrar com a bola. Caso essa bola verticalizada chegasse em um dos alas o pivô escapava com o lateral do lado inverso a jogada (caso da animação), caso essa bola chegasse na referência cabia a ele voltar o jogo para a segunda linha (caso da segunda animação) ou forçar a infiltração dos atletas mais próximos (caso da primeira animação).

MODELO DEFENSIVO:

O modelo defensivo de Loss já não sofre tantas alterações quanto o de ataque, o time tem uma ideia pré-estabelecida independente do adversário forçar ligações diretas ou sair tocando. Nesse modelo o time se porta numa 4-4-2 onde o meia-atacante se aproxima do atacante para fazer a pressão.

Animação retirada do site Tactical-board.

A ideia é basicamente acompanhar o jogo do adversário conforme os blocos avançam, enquanto a bola estiver na primeira linha adversária o time marcará apenas com os dois homens de frente, a partir do momento que o adversário força o passe para a segunda linha o time estabelece sua linha de quatro.

O volante do lado da jogada é responsável por perseguir a bola pelo seu lado, esteja ela com o meia ou com o lateral (como mostra a animação). Em caso de perseguição ao lateral o volante porta-se para interceptar o passe, caso essa perseguição seja ao meia adversário ele se aproxima visando o combate e a recuperação imediata da bola.

XI IDEAIS PARA A ESTREIA:

Obviamente é muito cedo para afirmar um time ideal, até o momento desse texto Osmar Loss só teve um contato com o elenco e mal teve tempo para implantar seus conceitos básicos, entretanto pegando as características do seu Corinthians de 2018 e sabendo os atletas disponíveis para o próximo jogo podemos estabelecer ao menos um esboço daquele que pode ser o time de domingo, contra o Atlético Goianiense. Segue:

ESTRUTURA BASE:

WhatsApp Image 2019-05-22 at 18.46.23Foto: Buildlineup.

MODELO OFENSIVO:

WhatsApp Image 2019-05-22 at 18.46.25 (2)Foto: Buildlineup.

MODELO DEFENSIVO:

WhatsApp Image 2019-05-22 at 18.46.25 (1)Foto: Buildlineup.

Na segunda parte será tratado o estilo do treinador nos tempos de Guarani, uma análise de um momento mais recente e com uma equipe com peças mais próximas das nossas (alguns nomes estão até no clube hoje, como Romisson e Anselmo Ramon).

@italoamorim08

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