Nem pela graça – ANÁLISE TÁTICA VASCO 1 x 1 AVAÍ

Por Ricardo Leite

Estreia de Luxemburgo como treinador, jogo em casa (cheia), semana de treinos, enfrentando um adversário que já tínhamos derrotado por duas vezes na Copa do Brasil. Tudo conspirando para a primeira vitória e respiro do Vasco no campeonato, correto? Não.

Time bastante modificado: Pikachu retornou a lateral direita, posição de origem. Werley se recuperou de lesão e formou zaga com Ricardo. Henrique entrou na outra lateral (Danilo suspenso). Andrey, “roubou” a vaga de titular e formou dupla com Andrey. Bruno César ganhou nova chance da equipe titular. E em campo… apenas isso mesmo: nomes, e expectativas. Sem desenho, sem aproximação, sem compactação, sem recomposição, sem criatividade. Luxa pensou o Vasco no 4-2-3-1, sem buscar (nem na escalação, nem no campo) reforçar o combate no setor de meio campo. Muito pelo contrário, a equipe vascaína começou marcando no próprio 4-2-3-1, deixando Mineiro e Andrey sem auxílio, os laterais pouco protegidos e muito espaço na entrada da área.

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Aparentemente com o intuito de segurar os laterais do Avaí em seu campo, ou aproveitar a “avenida” nas costas deles, Luxa começou deixando a linha de três “meias” recompondo somente até metade do campo, mas isso resultou em problemas na transição, na ocupação de espaços, na superioridade numérica do adversário (tanto pelos lados, como pelo meio).

E em contra partida não deu nenhum resultado ofensivo. Jogadores isolados, afastados e que quando recebiam a bola, não viam seus companheiros atacarem em bloco e associarem com eles. Resultado: Falta de objetividade, e explícita falta de ideias e ações ofensivas planejadas.

Com o passar dos minutos, Avaí e Geninho foram lendo a partida e apostaram em transições bem verticais e finalizações de média distância para se impor. E conseguiram. Desde os 15 minutos do primeiro tempo, a equipe catarinense foi superior em campo. A torcida na arquibancada, apoiava, gritava o nome do vilão contra o Santos (Sidão) e tentava fazer parte da reação da equipe. Inútil, o Vasco simplesmente não sabia o que fazer, e poucas foram as tentativas de mudança de panorama, por parte dos jogadores e do treinador. Sidão aliás, foi muito exigido, e saiu como melhor cruzmaltino em campo. Nada do que se orgulhar.

Bruno César tentava, mas seu corpo não respondia, Maxi isolado. Marrony isolado, Rossi se matando, porém, também isolado. Os volantes buscavam participar, tentar construir, mas a verdade é que tanto eles como os laterais, foram obrigados a pensar no balanço defensivo e não subir tanto, pois a transição defensiva estava quase inexistente.

Na bola parada, o Vasco tentava. Sem grandes sucessos. O Vasco pedia a Deus pelo intervalo, e ele veio. Ufa. “Agora o time acerta pro 2º tempo”. Engano! Mesmo time, mesmo cenário e paciência curta. Com razão. Luxa ainda demora a tirar Bruno César e tira Andrey pra colocar Fellipe Bastos. Jairinho e Valdívia também entraram. Mas a realidade é que pouco fizeram. Aumentou a mobilidade e agressividade da equipe, é verdade. Mas a falta de diálogo entre os atletas no momento ofensivo, continuou sendo determinante para o péssimo desempenho ofensivo. Defensivamente, ainda sofrendo, Luxa parece ter solicitado mais aos pontas que recuassem para dar “um refresco” aos marcadores (APENAS 6 PRATICAMENTE). Com isso o Vasco se defendia agora num 4-4-1-1, com Bruno César (e depois Valdívia) entre a linha de meio e Maxi Lopez.

Agora defendendo no 4-4-1-1 com Valdívia Cobrindo Bastos, que havia tentado pressionar no ataque. Mas note a distância entre as linhas.

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O gol saiu apenas no abafa. Dos pés de alguns jogadores que estavam “inquietos” no meio daquela morosidade: Jairinho, vira pra Pikachu, que abre pra Rossi, que deu na cabeça de Ricardo, que PELA GRAÇA, abriu o placar! Explode a torcida, explode a equipe! Agora é atenção e tranquil… ERR! Aos 48 minutos, em cruzamento da INTERMEDIÁRIA, com a linha de 4 montada, Werley e Ricardo não se entenderam, e no meio deles estava a cabeça de Daniel Amorim, O JUSTICEIRO, para dar um pouco de justiça ao placar. E é isso. A vitória do Vasco seria injusta, quase constrangedora pelo (não) futebol apresentado. É preciso acordar, é preciso trabalhar, é preciso mudar e é preciso contratar! Chega logo Copa América!

@analisevasco

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