Marcando gols com contragolpes – ANÁLISE TÁTICA MAN CITY 6 x 0 WATFORD

Por Ícaro Caldas Leite

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Após o término da Premier League, restava apenas ao Man City a final da FA CUP. Depois da vitória com um leve toque de dramaticidade, em Brighton, pois saiu atrás do placar e o Liverpool acabara de fazer um gol. Com este resultado, o Man City estava sendo vice campeão da Premier League e o que seria um grande fracasso para Pep Guardiola, pois ele havia poupado jogadores importantes no primeiro confronto contra o Tottenham na Champions League focado no jogo contra o Crystal Palace.

Essa final de FA CUP mostrou ao mundo que Pep Guardiola não é nenhum ortodoxo com suas crenças e nem dogmático. Se adaptou ao estilo inglês, continuou com sua base (controlar as ações do jogo com a bola), mas sabendo ser mais pragmático, jogar com seu time mais perto do gol e contragolpear. Acabou com o Watford usufruindo daquilo que mais causou derrotas memoráveis: contra-atacando.

Como esperado, o City começou tomando as ações do jogo. Tendo a bola, e encurralando o Watford ao seu gol e tentando furar o sistema defensivo.

watford 5-4-1

Em certos momentos, lembrou muito o jogo contra o Leicester, um time nervoso errando passes na área do Watford, cruzando muito ou tentando passes inclinados por cima para infiltração dos pontas ou de Jesus.

Entre as dificuldades para abrir o placar, o City continuava tentando furar o sistema e abrir o placar, mas como diz o ditado: água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

Por mais difícil que possa estar sendo, jamais desista, ou mesmo com a vantagem no placar, continue buscando o maior objetivo da partida de futebol que é fazer gols.

Mesmo após abrir o placar, o City como de costume, procurava marcar mais gols. Watford ainda conseguia negar alguns espaços, mas como o City tem diversas maneiras de propor o seu jogo, quando não ia de dentro para fora, ia de fora para dentro. Ao invés de fechar e abrir, ele abria e fechava.

O coletivo potencializa o individual mesmo com as táticas e o respeito às funções, a individualidade, inteligência e qualidade técnica, ainda são os mais importantes para decidir uma partida.

Com dois a zero à favor, o City foi encontrando mais espaços com o desespero do Watford, pois tinham noção que poderiam sofrer mais gols.

Vindo do intervalo, o City conseguiu encontrar o seu bom futebol. A equipe já não precisava mais cruzar tantas bolas na área e continuava achando os espaços.

Após o terceiro gol, o time ainda buscava marcar mais, como um leão feroz com fome de gol, parecia que estava perdendo e precisava virar. A real identidade de Pep Guardiola, mas usando isso através de contragolpes.

De Bruyne entrou no lugar de Mahrez, Bernardo foi para fora e Kevin na sua posição de origem (meio campista no lado direito).

Uma mudança bastante interessante. Vencendo por quatro a zero Guardiola tira Gundogan, que com Fernandinho lesionado,  passa a atuar na função e coloca o ponta Sané.

Definitivamente, a temporada já estava sendo coroada com uma goleada na final do torneio mais antigo do mundo, se tornando o primeiro time masculino a conquistar todos títulos nacionais na mesma temporada(Premier League, Copa da liga e FA Cup).

@caldasicaro

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