Para a história – ANÁLISE TÁTICA GRÊMIO 4 x 5 FLUMINENSE

Por Jorge Coutinho e Daniel Klabunde

WhatsApp Image 2019-05-07 at 13.49.41

Pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, Grêmio e Fluminense se enfrentaram na Arena do Grêmio e protagonizaram um dos jogos mais eletrizante e emocionante nos últimos anos em solo tupiniquim.

Diniz voltou a escalar o Fluminense com uma linha de 4 (Gilberto, Nino, Matheus F. e Caio Henrique), uma trinca de volantes a frente (Airton, Bruno Silva e Allan) e o trio ofensivo com Guilherme, Yony e Luciano.Defensivamente Yony e Guilherme fechariam os corredores, virando um 4-5-1. Repetiu o mesmo esquema tático das 3 (três) derrotas em sequência (Santos, Goiás e Santa Cruz).

WhatsApp Image 2019-05-07 at 15.09.29

Fluminense começa o jogo com time preso, lento, com pouca movimentação e muito desorganizado defensivamente. A estratégia de usar o Yony, no momento defensivo, para cobrir o corredor da direita e conter os avanços de Cortez, bem como do outro lado Guilherme conteria Leo Moura, não funcionou. Até os 30 minutos do primeiro tempo o cenário foi terrível, para o tricolor carioca.

No primeiro gol da partida, no lado direito da defesa tricolor, a marcação não encaixou, e Cortez teve corredor livrepara encontrar André. No segundo, do outro lado do campo foi a vez de Leo Moura cruzar para Everton marcar. Como dito antes a premissa da estratégia em proteger e conter os flancos não funcionou. O desequilíbrio era grande, Airton e Bruno Silva não se encontravam no jogo, e pouco sustentaram o setor defensivo, deixando a meta do tricolor das laranjeiras um convite a mais gols. Não demorou muito, e veio o terceiro gol gremista, aos 22 minutos do primeiro tempo, marcado por Jean Pyerre dentro da pequena área, com a marcação frouxa, concluiu com maestria na saída do Rodolfo.

 

 

Naquela altura do jogo a vitória do tricolor gaúcho parecia estabilizada e o pesadelo do tricolor carioca parecia não ter fim (goleada, pressão em cima de resultados, dúvidas ao trabalho do Diniz, começar do zero, lanterna…).

Mas os ventos soprados nos Pampas, mudaram de direção. Em um cochilo coletivo da zaga gaúcha, Yony descontou aos 39 minutos. Menos de 1 minuto depois, o descuido veio individualmente: goleiro Júlio Cesar tentou sair jogando com os pés, e Luciano – cumprindo muito bem o pressing – roubou a bola e diminui a contagem para 3-2.

Intervalo de jogo, aquela conversa marota no vestiário do Flu e Diniz saca Airton colocando Danielzinho no seu lugar.

WhatsApp Image 2019-05-07 at 15.10.24

Começo de segundo tempo, controle de jogo do Flu :time encorpado, duas linhas de 4, bloco médio-alto, Yony e Luciano espetados na frente.Flu pressiona, e consegue empate aos 10 minutos do segundo tempo com Matheus Ferraz, soberano no alto.

Abro um parêntese para o autor do gol de empate que fez uma boa partida:

WhatsApp Image 2019-05-07 at 15.12.14

Partida empatada, Renato Gaúcho esperneava sem entender, e o Diniz? Diniz é um capítuloà parte, um regente, um líder, a frente do nosso tempo do futebol brasileiro, ele queria mais. Diniz sabe exatamente o tamanho do Fluminense e sabe que ele irá escrever seu nome na história do clube e do futebol brasileiro, tira Guilherme e coloca o Pedro aos 20 minutos da etapa final. Lenha na fogueira, tome pressão lá dentro, mais um escanteio para o Fluzão e Pênalti no Matheus Ferraz. (Olha ele aí de novo).Cobrança feita pela joia de Xerem, gol do Pedro, gol do Fluminense. O Flu vira a partida aos 26 minutos.

Grêmio finalmente entra para o segundo tempo, equilibra a partida cria chances claras, defendidas por Rodolfo. Até que aos 38 minutos Kannemann deixa tudo igual no placar, 4 a 4.

Parecia tudo definido, até que mais uma vez os deuses do futebol foram levados a agir novamente. Nos acréscimos, Yony finaliza, a bola desviano adversário e entra caprichosamente dentro das redes de Júlio Cesar. Era o quinto gol do Fluminense, o gol da vitória de mais um jogo épico entre os tricolores.

O Tricolor havia inicado a partida tentando conter as linhas de passe do Fluminense, sabendo do estilo de Fernando Diniz implantava em seus elencos, com posse de bola, trocas de passes rápidos e envolventes. Para conseguir neutralizar esse domínio na posse de bola, o Tricolor gaúcho voltou a exercer o que a tempos não era visto, a pressão no último terço do campo, na linha da área adversária, forçando o erro de passe ou o chutão do goleiro Rodolfo.

WhatsApp Image 2019-05-07 at 15.15.27Grêmio tenta encaixar a marcação pressão no último terço do campo.

Aliado a isso pudemos observar a grande intensidade nas movimentações do time, com trocas de posições e consequentemente aberturas de espaço para infiltrações e jogadas de profundidade, como no primeiro gol, onde Éverton recua para uma troca de passes com Jean Pyerre, e assim quebrando a última linha de marcação do Tricolor Carioca e abrindo espaço para o avanço de Cortez.

WhatsApp Image 2019-05-07 at 15.15.32

Cinco minutos de partida e o Tricolor já abria o placar, tamanha era a intensidade do time, e com imposições no ataque, tanto ofensivas quanto defensivas, sim, pois a marcação começava no campo adversário. Tanto que aos 11 minutos o Grêmio já abria 2×0, em uma construção pelo lado direito, com Leo Moura efetuando mais um de seus excelentes cruzamentos na cabeça de Éverton.

Aos 22 minutos o Grêmio marcava o seu terceiro gol na partida , em uma linda troca de passes entre Jean, Maicon e André, toques de primeira, na vertical, infiltrando na defesa do Fluminense e terminando com um belo toque entre as pernas de Rodolfo.

Até esta parte da partida tudo corria bem, o Grêmio dominando a partida com boa marcação e mantendo a posse de bola, tudo que um time quer, metade do primeiro tempo e vencendo por 3×0, e ai é que estava o mal do time, com a vitória momentânea veio o relaxamento, os jogadores começaram a “tirar o pé”, como se diz na gíria do futebol.

A marcação começou a afrouxar e o Grêmio começou a dar campo para o Fluminense, espaços começam a ser abertos na defesa Tricolor, como pudemos ver no primeiro gol do Tricolor Carioca, onde existem 3 jogadores do Grêmio na marcação, mas nenhum na cobertura, proporcionando o lançamento de Caio Henrique para efetuar o cruzamento que originou o primeiro gol do Fluminense.

A partir dai são sucessivos erros de atenção e concentração, começando por Julio César, que se sentiu confiante demais para tentar um drible dentro da grande área e acabou cedendo mais um gol para os visitantes. Foi o estopim para acordar o Fluminense na partida, começando o segundo tempo da mesma forma que o Grêmio no primeiro, com a rotação alta e pressionando a defesa, esta que já vinha dando grandes sinais de fraqueza, sem proteção e com recomposições lentas, foi mais uma vez sucumbida pelo ataque adversário na partida.

Com o empate logo aos 10 minutos do segundo tempo, o Tricolor Gaúcho se lançou ao ataque, deixando apenas Michel e Kannemann na zaga e sem muita proteção, pois Maicon efetuava infiltrações constantes na defesa adversária, tentando buscar de qualquer forma a melhor jogada para chegar ao gol.

Com isso o jovem Matheus ficou sobrecarregado no meio campo, tendo de marcar e trabalhar na base das jogadas, tentando encontrar o companheiro melhor posicionado para iniciar o ataque.

E assim a defesa ficou mais uma vez exposta para as investidas do Tricolor Carioca, culminando na derrota por 4×5.

@JorginhoFFC e @DKtricolor

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s