Simplicidade e Eficiência: ANÁLISE TÁTICA – PALMEIRAS 1×0 INTERNACIONAL

Por Luiz Martins

O jogo como um todo foi um panorama já esperado. Palmeiras com menor posse e Inter tendo que tomar iniciativa. O time paulista entregava a bola ao adversário, mas imprimia uma forte intensidade o fechamento de espaços, muita pressão, sendo estas ações coordenadas por Felipe Melo e Bruno Henrique, dificultando as ações ofensivas do time colorado. Nestas situações, Guerrero não possuía espaços, sendo bem marcado tanto pelos volantes, quanto pelo zagueiro Luan. A forte marcação também dificultava a movimentação de Nico López e Sarrafiore, que se encontravam presos nos corredores laterais (direito e esquerdo, respectivamente).

inter1Marcação intensa do Palmeiras desde a saída de bola nos primeiros minutos de jogo (Fonte: Instat/Edição Juno Martins)

Quando com a posse, o trio de meias palmeirense, que era formado por Dudu, Scarpa e Zé Rafael, imprimia velocidade constante, com muitas trocas de passes para atacar a defesa colorada, sendo parados com faltas intencionais ou conquistando escanteios. Com estas ações de bola parada, o Palmeiras levava muito perigo a defesa colorada. Em uma destas bolas paradas, Deyverson encontrou espaço entre a linha de marcação por zona colorada, marcando o único gol da partida.

inter2Deyverson posicionado entre a linha de marcação zonal, em bolas paradas do Inter. Neste lance saiu o gol do centroavante (Fonte: Instat/Edição Juno Martins)

Com o placar a seu favor, o time alviverde, ficou confortável na partida, para fazer uma de suas maiores qualidades: solidez defensiva fechando espaços, com linhas de marcação mais baixas e apostar em saídas rápidas de contra-ataque.

Já o Inter, após ser golpeado e tendo que correr atrás do placar, parece ter acordado na partida.  Ainda no primeiro tempo, á buscava maior movimentação de seus homens de meio-campo. Sarrafiore e Nico já buscavam movimentações mais próximos do centro do campo, tendo a companhia de Paolo Guerrero, que não recebendo bolas com qualidade entre os zagueiros (somente bolas longas), buscava mais jogo próximo a intermediária. Estas possibilidades ocorreram muito em função de Felipe Melo ter recuado bastante seu posicionamento, atuando praticamente como terceiro zagueiro. Mesmo com mais espaço para trabalhar a bola, os gaúchos ainda sentiam muitas dificuldades de encontrar espaços na defesa palmeirense.

inter4Nico e Sarrafiore já com maior movimentação, melhorando as ações ofensivas do Inter. (Fonte: Instat/Edição Juno Martins)

Esta dificuldade continuou também no segundo tempo, mesmo com a entrada de Guilherme Parede desde o início da segunda etapa, no lugar de Nico López (que fez péssima partida), que junto a Patrick, outro jogador que cresceu bastante no segundo tempo, com bons desarmes e conduções levando o time à frente. Os dois jogadores foram os responsáveis por dar maior profundidade ao time colorado, arrastando a última linha defensiva, conquistando maior espaço para o time colorado trabalhar a bola. Neste contexto, Odair Hellmann lançou em campo D´alessandro no lugar de Sarrafiore, que parece ter sentido bastante um jogo tão físico e tenso, contra um time experiente como o Palmeiras. Algo normal para um jogador jovem, que deve também ser experimentado nestas situações. Com D´alessandro em campo, que atuou em um posicionamento mais centralizado, mas nada próximo ao que fora visto em seu jogo anterior contra o Flamengo. Ele atuou muito mais próximo da base da jogada, fugindo do embate direto aos volantes palmeirenses. O Argentino junto a Rodrigo Lindoso, que substituía Rodrigo Dourado poupado, foram os responsáveis por aumentar o volume de criação de jogadas ofensivas, mas em contrapartida, quando estas ações chegavam próximas a área palmeirense, eram brecadas pela forte defesa alviverde.

inter8Os destaques do segundo tempo colorado, com D´alessandro em campo. Time melhorou volume ofensivo, tendo Lindoso como pondo de saída de bola e Patrick conduzindo o time em transições.(Fonte: Instat/Edição Juno Martins)

Felipão ainda fez algumas alterações em sua equipe, melhorando o físico de sua equipe. Hyoran por Zé Rafael e Moisés no lugar de Scarpa, foram alterações visando uma tentativa de reter mais a bola e continuar a apostar em contra-ataques contra a defesa colorada, que já assimilava as ações ofensivas palmeirenses.
Pelo lado colorado ainda ocorreu a entrada de Rafael Sóbis, já faltando cinco minutos para o fim da partida, não tendo efetividade alguma, apenas sendo importante em algumas cobranças de escanteio, mas que não resultaram em grande perigo a meta de Weverton.

Com um futebol altamente simples, para aos olhos de muitos, algo feio, mas com muita eficiência e aplicação, o time do Palmeiras se mostra competitivo e que extrai de seus jogadores o máximo dentro da proposta. Já o Inter, ainda peca em ter um maior repertório ofensivo, em jogos que terá maior posse que o adversário e buscará a iniciativa.

@ojunomartins

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