Bahia vence o Avaí na Fonte Nova – ANÁLISE TÁTICA BAHIA 1 x 0 AVAÍ

Por Henrique Mathias

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Na Arena Fonte Nova, Bahia e Avaí se enfrentaram pela terceira rodada do campeonato brasileiro, com momentos bem diferentes nos trabalhos de Roger Machado e Geninho. O Tricolor vive um bom momento, mesmo que tenha sido derrotado pelo Botafogo na rodada passada, entendendo cada vez melhor as ideias de seu comandante e desempenhando um bom futebol.

Já o Avaí de Geninho, fez um bom Estadual, mas tem encontrado dificuldade para transpor para um outro nível de exigência o bom rendimento, perdendo um pouco o rumo entre se adaptar aos rivais em busca de maior consistência defensiva e com isso abandonar as ideias associativas que o time demonstrou em 2019.

WhatsApp Image 2019-05-06 at 18.55.10O Bahia entrou em campo no 4-2-3-1.
WhatsApp Image 2019-05-06 at 18.55.11O Avaí optou por jogar no 5-3-2.

Desde os primeiros minutos da partida, o Bahia trabalhou muito bem a saída de bola com os laterais, com muito peso para Nino Paraíba e Paulinho como construtores primários. Gregore e Douglas trabalharam bem por dentro, com uma dinâmica efetiva entre os dois, com Gregoreocupando mais a entrada da área e Douglas buscando atacar o espaço e trabalhar as infiltrações.

O funcionamento ofensivo foi muito interessante com Ramires sendo um jogador sem “posição fixa” digamos assim. Ramires trabalhou como um segundo atacante em muitas situações, buscando ocupar o lado direito e abrir espaço para Arthur Caíke participar por dentro com Nino Paraíba oferecendo a profundidade no lado direito.

O time de Roger Machado não estabeleceu um lado forte, trabalhando bem pelos dois flancos, de maneira alternada. Quando buscava atacar pela esquerda a dinâmica era diferente, com Paulinho-Douglas-Artur trabalhando bem juntos, buscando sempre as triangulações e o ataque em diagonal nas costas de Iury e Kunde, como iremos ver nos frames abaixo.

WhatsApp Image 2019-05-06 at 18.55.12 (2)Bahia chegou com força ao ataque com Artur, Gilberto, Arthur Caíke e Ramires avançados e Paulinho e Douglas chegando para um suporte para reorganizar o ataque.

WhatsApp Image 2019-05-06 at 18.55.11 (2)Paulinho tem Douglas recuado e Artur como opção no ponto futuro.

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Paulinho ameaça tocar atrás e Artur freia o ataque ao espaço, voltando para receber o passe. Nesse momento, Paulinho é quem busca atacar as costas do defensor do Avaí e Artur consegue o passe.

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Paulinho recebe a bola com Gilberto, Arthur Caíke e Ramires como opção dentro da grande área. O lateral achou Gilberto, que finalizou para fora.

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Mais um pouco da construção ofensiva do Bahia com Nino Paraíba como opção primária, Gregore aparecendo pelo setor e Douglas esperando a frente.

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Nino Paraíba sendo opção primária para a saída de bola do Tricolor. Gregore recuou para atrair a atenção de João Paulo e a linha de passe ficou bem simples.

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Minutos depois, temos novamente Nino Paraíba como escolha para a saída bola. O lateral recebe e desta vem tem Gregore atacando o espaço, arrastando dois marcadores. Nino toca a bola em Ramires e avança pelo corredor, prendendo a atenção dos defensores rivais.

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Com isso Artur se deslocou da ponta esquerda para o centro do campo e ficou em excelente condição para acionar Gilberto nas costas de Marquinhos, num bom desmarque do 9 do Tricolor.

O time de Geninho entrou em campo escalado no 5-3-2 buscando atuar com um bloco de marcação muito forte em seu próprio campo e somar saídas com os laterais-alas, além de estabelecer jogo direto com Getúlio, buscando ter o suporte de João Paulo e Pedro Castro vencendo a segunda bola.

Contudo faltou uma maior agressividade da equipe buscando os desarmes e Getúlio foi bem controlado por Lucas Fonseca, com isso a equipe visitante, viu sua dupla de meias mais criativos completamente dominados por Gregore.

Ainda no primeiro tempo Arthur Caíke se machucou e Rogério entrou em seu lugar.

Aos 40 minutos de jogo, o Bahia chegou ao gol. Lançamento longo do goleiro Douglas buscando Gilberto, o volante Luanderson subiu e desviou a bola em direção a grande área do Avaí, Artur apareceu como uma flecha e em velocidade bateu Marquinhos, saindo frente a frente com Vladimir. O goleiro do Avaí defendeu na primeira oportunidade, mas no rebote Artur colocou na rede.

O Bahia teve 13 finalizações no primeiro tempo, sendo 9 delas no gol.

Geninho voltou para o segundo tempo com duas mudanças: Brizuela no lugar de Luanderson e Luan Pereira no lugar de Kunde. O 5-3-2 do primeiro tempo deu lugar ao 4-4-2, melhorando a transição ofensiva da equipe e oferecendo maior risco aos encaixes defensivos do Roger.

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Pedro Castro virou o jogador mais defensivo do meio-campo do Leão, trabalhando as compensações defensivas. No momento ofensivo Brizuela e João Paulo somavam pela direita, enquanto Luan trabalhavam por dentro e Paulinho Oliveira oferecia suporte pela esquerda.

O Bahia teve maior dificuldade no segundo tempo para atacar com efetividade.

Com a presença ofensiva de Luan Pereira, Nino Paraíba foi menos presente no ataque, com isso a saída de bola do Bahia ficou mais lenta, circulando bastante de um lado ao outro da grande área defensiva do tricolor. Sem a profundidade de Nino, Ramires não conseguiu repetir os apoios que teve pelo lado direito, Rogério somou muito pouco em transições e restou Artur buscando o 1×1, mas sem conseguir flutuar na entre linha rival.

O Avaí era melhor no jogo e parecia ter condições de buscar o empate, com mais uma boa participação de Brizuela entrando no segundo tempo. Contudo aos 25 o Paraguaio saiu lesionado e o jogo voltou a encaixar pelo lado dos mandantes.

Vitória importante do Bahia, mostrando um bom futebol, com as ideias de Roger sendo muito bem executadas. Um jogo mais pautado no toque de bola rápido e os ataques ao espaço e menos em ter uma posse de bola mais volumosa, trabalhando saída em 3 por exemplo.

Para o Avaí fica a mensagem de que possui qualidade para fazer mais do que buscou no primeiro tempo contra o Atlético em Minas e nessa partida. É uma equipe que quando se propõe a ficar com a bola, encontra meios para ameaçar os rivais.

@Riquemathias

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