O ritimista equatoriano

Por Iúri Medeiros

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Contratado com pouco alarde e vindo em baixa do Fluminense, o equatoriano Junior Sornoza veio ao Corinthians com o status de reserva imediato do Jadson para a temporada de 2019. O experiente camisa 10 alvinegro ficou claramente sobrecarregado em 2018, sendo o único meio-de-campo com capacidade criativa no elenco, fazendo com que a diretoria agisse no mercado.

Inicialmente, Junior atuou ao lado de Jadson, no entanto. Buscando uma equipe de maior posse de bola e criatividade, o técnico Fábio Carille adaptou o Sornoza para fazer o lado esquerdo do campo, como um extremo-armador. Como resultado, com o equatoriano ainda em baixo ritmo e com problemas para ser efetivo na criação, esse sistema de dois armadores não se sustentou e logo o treinador alvinegro voltou com a ideia de ter apenas um 10 inserido ao time.

Com os problemas físicos de Jadson, não demorou muito para o meia nascido em Portoviejo ganhar uma sequência notável de jogos. E aí já se começou a ver como seu papel dentro da equipe é diferente e, de certo modo, essencial para os planos da comissão técnica. Diferentemente de Jadson, que tem por característica atuar mais fixamente no último terço do campo, participando de assistências para finalização, Sornoza atua, a cima de tudo, como um regista, organizando o pensando o jogo desde trás.

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É claro que em pensamentos práticos um meio-campista que oferece lances no campo de ataque costumar ter mais destaque, mas a função feita por ele pode ser entendida como um trabalho “silencioso”. Sornoza auxilia muito a articulação das jogadas do Corinthians, pois, mesmo com passes curtos e horizontais, ele é peça-chave para que o Timão tenha controle em seus jogos e não ofereça a bola para o adversário. Além de que ele constantemente participa de associações pela esquerda, ora auxiliando o lateral Danilo Avelar ou o extremo Clayson, gerando triangulações e superioridade numérica. Agora, é claro que não se pode falar do jogador em questão sem citar sua alta capacidade em dar assistências (foram 6 no ano até o início do Brasileirão), somando bola parada e rolando.

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Importante também salientar que, mesmo tendo essa função de “cola” entre defesa e ataque, ele também tem evoluído muito no aspecto “passe vertical”, como se pode ver nos gols contra o Ceará (Copa do Brasil) e São Paulo (Paulista), coroando o Vagner Love em ambas ocasiões.

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O camisa número 7, sendo assim, em poucos meses de clube já possui um status importante dentro do time, sendo um ritmista em uma orquestra alvinegra em construção, que se ainda oscila em desempenho, segue com a sua habitual gana por títulos.

@iurimedeiros13

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