Como o Bragantino pode surpreender o Vila Nova

Por Mathaus Pauxis

WhatsApp Image 2019-04-20 at 12.08.18Tubarão voltou de Goiás com um 0x2 na bagagem, mas ainda pode reverter – Foto: Ascom Bragantino.

Às 16h deste sábado, o Bragantino Clube do Pará enfrenta o Vila Nova-GO em Belém. O palco do duelo vai ser o estádio Mangueirão. O jogo é a volta da terceira fase da Copa do Brasil. Na ida, o Tigre goiano venceu o Tubarão paraense por 2 a 0, com dois gols de pênalti. Quem passar de fase encara o Juventude-RS.

O único time restante da Série D, o Tubarão do Caeté – como é conhecido o Bragantino – já eliminou o ASA (1×0 em Bragança) e a Aparecidense (3×2 em Belém, mando dos paraenses). E agora vocês conferem aqui no MW Futebol como o Bragantino pode surpreender o Vila Nova.

INTENSIDADE

Uma das principais marcas do Bragantino é a intensidade, definida por seu antigo treinador Agnaldo de Jesus (o Seu Boneco), demitido – surpreendentemente – após perder o jogo de ida da Semifinal do Parazão (na volta, o time não conseguiu reverter). Mesmo com o novo treinador Samuel Cândido, o Tubarão manteve-se nesse estilo, algo que não deve mudar durante toda a temporada.

O Bragantino joga em um  4-2-3-1 com dois homens muito importantes para manter essa intensidade: os volantes Capanema e Paulo de Tárcio (ou de Tarso). Os dois são peças fundamentais para o Tubarão manter esse ritmo de jogo.

imageEscalação base do Bragantino.

Com isso, a equipe busca pressionar no campo adversário  – quase sempre com cinco homens ou mais – para roubar a bola o mais próximo possível do gol. Além disso, o time usa muito da pressão pós-perda de quem esta próximo do lance. Sempre visando recuperar a bola e acelerar.

CONTROLE DE RITMO

Quando o time não consegue acelerar e pegar o adversário em contra-ataque, busca controlar o ritmo do jogo. Para isso, Marco Goiano é essencial. Quando o Bragantino não consegue penetrar na defesa do adversário (já em organização defensiva), tenta girar o jogo e a bola passa pelo camisa 10 natural do estado do adversário.

Marco constantemente atua flutuando entre o centro, a esquerda e até se alinha com os volantes para buscar a bola. Volantes que trabalham bem nessa questão também. O time busca o controle do ritmo para abrir espaço para acionar seus homens em velocidade.

VELOCIDADE

O Tubarão é um time intenso, pressiona e que tem muita velocidade. Muito disso passa pelo melhor atacante da equipe – que está sendo especulado em Remo e Paysandu – Fidelis. Rápido, ágil e liso, o jogador pode quebrar facilmente uma linha de marcação, como também pode atacar o espaço e finalizar uma bola vinda de cruzamento. Além dele, Lukinha vem sendo uma peça interessante para atacar pelo outro lado, com movimentações do centroavante (contra a Aparecidense, ele e Mauro Ajuruteua deram trabalho por ali).

DONO DAS PONTAS

O Bragantino é um time chato em relação ao jogo aberto. Quase sempre realizando amplitude, mantendo dois homens muito abertos, o Tubarão tenta acionar por ali e também aciona quem está lá. “Como assim?”, é simples.  Esquerdinha é um exímio construtor de jogadas e ganha mais liberdade para atacar (sendo coberto muitas vezes pelo balanço defensivo). Bruno Limão também é melhor atacando que defendendo. Por isso, ele também ganha espaço ao atacar. Isso acarreta em um problema defensivo da equipe, que é justamente o ataque às costas dos laterais.

Além disso, Esquerdinha e Limão afunilam o jogo muitas das vezes, aumentando o número de jogadores no centro de jogo – melhorando ainda mais o controle de jogo do Bragantino.

O Tubarão tenta sempre dominar todos os espaços. Mas, pelas pontas é onde normalmente busca mais o ataque.

Outra boa qualidade da equipe é o uso de lançamentos longos, partindo principalmente dos volantes e de Marco Goiano, acionando os jogadores mais abertos – que buscam o cruzamento ou invadem a área para finalizar.

OLHO NO LANCE

O Bragantino é um time que arrisca muito. É uma equipe que confia no seu modelo de jogo, mas os jogadores também tomam decisões por si mesmo. Um exemplo são as finalizações de fora da área. Fidelis e Lukinha, por exemplo , são jogadores que quando vêem uma oportunidade para chutar, arriscam. Isso já deu certo algumas  vezes, em outras não, mas é sempre um perigo.

Paulo de Tárcio é um jogador importante ao atacar espaços. Quando joga com um centroavante mais móvel (Mauro ou Love), o volante costuma atacar a área e ser alvo de cruzamentos – pois às vezes não está bem marcado.

O zagueiro Gabriel Gonçalves é bem perigoso no jogo aéreo e pode ser um risco na bola parada pró-Bragantino. Defensivamente, o time já sofreu muito de bola parada também, mas quase sempre em lances diretos ao gol (faltas e pênaltis).

O Tubarão é um time que passa praticamente o jogo todo ligado (quando desligou diante do Remo, o lance gerou o gol que eliminou a equipe). Qualquer disputa de bola pode ser perdida a qualquer momento. Qualquer falha pode gerar um ataque perigoso. Qualquer rebatida pode se tornar gol, como já se tornou. Por isso, o Vila Nova tem que tomar muito cuidado e entrar no ritmo intenso do Bragantino. Ou então, o Tigre pode ser mais uma vítima do Tubarão que já devorou o Fantasma, o Camaleão e recentemente o Lobo, no estadual.

@torotatico

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