Virando a página – ANÁLISE TÁTICA LIVERPOOL 2 x 0 CHELSEA

Por Daniel Klabunde

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Após 5 anos do famoso escorregão de Gerrard contra o Chelsea, as duas equipes voltaram a se encontrar em Anfield, com os Reds novamente disputando o título da Premier League, mas como Klopp mesmo frisou, a página está virada.

Em uma partida parecida com aquela de 2014, parecida pela forma como o Chelsea se portou no início, mantendo os seus jogadores atrás da linha da bola e arriscando nos contra-ataques, tanto que o técnico Sarri optou por deixar de fora Gonzalo Iguain e posicionar Hazard como um “falso 9”, além de deslocar William para esquerda e colocar Hudson-Odoi na direita, tirando o brasileiro da posição onde ele mais rende. Este foi o ponto crucial para diferenciar aquele ano para este, Sarri investiu em uma forma de jogar que Klopp mais gosta, com intensidade.

O Chelsea se defendia na formação 4-5-1 tentando bloquear as investidas dos laterais Arnold e Robertson, os dois defensores com mais assistências na Premier League, 7 e 9 respectivamente.

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Com isso os Reds começam a executar uma jogada que está sendo cada vez mais comum durante os jogos, a bola longa, onde os laterais avançam até as costas da primeira linha de defesa e dão o máximo de amplitude possível para receber os lançamentos de Virgil, Matip ou Fabinho, e desta maneira fazendo com que a defesa comece a correr para trás, se desarrumando e possibilitando a movimentação dos homens de frente.

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Mas a partida começa a se desenrolar melhor para o lado do Liverpool a partir do momento que os homens de ataque começam a encaixar a movimentação para abrir espaços para os meias e laterais, movimentação essa onde Mané ou Salah saem de suas posições nas extremas e puxam seus marcadores para o meio. Essa movimentação foi muito importante na partida, muito pela linha de 5 imposta pelo Chelsea na defesa.

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Neste mesmo frame pudemos ver a falha no sistema defensivo do Chelsea, deixando apenas Hazard mais a frente, e assim dando total liberdade para Fabinho trabalhar a bola na base e escolher a melhor opção de passe.

Com os avanços dos laterais forçando as linhas de defesa o máximo para trás, abriam-se espaços em suas costas, e os Blues aproveitaram pouco estes espaços, em um momento levando perigo à defesa do Liverpool quando Fabinho errou um passe no meio campo e proporcionou que Jorginho lançasse William em velocidade, mas o brasileiro acabou desperdiçando a chance e chutando para fora.

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No segundo tempo com dois gols logo no início, e um deles sendo um lindo chute de Salah, os Reds conseguiram controlar a bem a partida com o trio de meio campo, que ao que parece esta sendo a melhor formação testada até agora por Jürgen Klopp, com bons desarmes na parte defensiva alinhados com a qualidade no passe de ambos os jogadores. A entrada de Henderson pela direita potencializou Salah, que vinha de atuações bem abaixo do que ele poderia apresentar.

Essa junção de fatores, entrada de Henderson formando o trio de meio com Keïta e Fabinho com as movimentações dos extremas puxando os laterais para o meio e ainda a boa qualidade nos lançamentos de Virgil, Matip e Fabinho para encontrar tanto os extremos quanto os laterais no lado inverso de onde está a bola, e ai está uma jogada que vem aparecendo muito nos jogos do Liverpool e que parecem estar sendo cada vez mais treinadas por Klopp.

Drama superado e página virada…

@dktricolor

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