Dragão com uma mão na taça – ANÁLISE TÁTICA ATLÉTICO-GO 3 x 0 GOIÁS

Por João Vitor

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No último domingo, no Estádio Olímpico, no jogo de ida da final do Goianão, o Atlético bateu o Goiás por 3×0 e colocou uma mão na taça. O que houve com a equipe de Maurício Barbieri? É possível reverter?

Escalações iniciais

WhatsApp Image 2019-04-16 at 23.07.41Foto: TacticalPad.

O Atlético, que vinha de uma eliminação na Copa do Brasil, foi sem 3 de seus principais jogadores: Gilvan (zag.), Washington (vol.) e Pedro Raul (ata). Wagner Lemos optou por utilizar Mike (que costuma atuar pelo lado do campo) como 9 e Moacir (que vinha atuando na lateral) no meio. Já o Goiás, que tinha duas dúvidas para a peleja (Michael e Léo Sena), também foi desfalcado – Léo não pôde jogar. As formações (4-2-3-1 e 4-1-4-1) foram as mesmas dos jogos anteriores.

1º tempo

O Atlético começou muito bem a partida. Muito intenso – com e sem a bola -, conseguiu abrir placar aos 10′, de pênalti, com Gilsinho. A equipe adiantava as linhas de marcação e também aplicava uma pressão pós-perda. O Goiás, que com Barbieri sempre tenta sair jogando, tinha muitas dificuldades neste 1° momento.

WhatsApp Image 2019-04-16 at 23.08.24Mike e Jorginho apertando Sidão na saída de bola – Via TV Anhanguera.

Com o decorrer dos minutos, o Dragão foi diminuindo a pressão e passou a ficar mais retraído, ocupando (bem) os espaços. O Goiás não conseguia criar oportunidades e Michael dificilmente tinha sucesso em suas tentativas (de quebrar o sistema defensivo adv.). A falta de aproximação (por vezes), e principalmente, a lentidão nas transições (ofensivas), eram os maiores problemas.

WhatsApp Image 2019-04-16 at 23.08.30Como a equipe estava postada, com Gilberto Jr. entre os zagueiros, Marlone entre linhas e os laterais como alas – Via TV Anhanguera.

A melhor chance do Esmeraldino em toda a 1° etapa foi com Marlone (que não fez uma boa partida, diga-se – errou muitos passes/muitas inversões), em um chute de fora da área. Nos minutos finais, em uma jogada construída pacientemente, o Atlético ampliou. Matheus recebeu de Mike, girou e bateu. Sidão poderia ter feito melhor no lance. A defesa também. Jorginho conduziu com muita liberdade – quanta passividade!

2º tempo


O Atlético continuou compacto, protegendo bem os espaços, mas sofreu um pouco no início da 2° etapa. Kozlinski fez 4 defesas difíceis – 2 em finalizações da entrada da área e 2 em lances de bola parada.

WhatsApp Image 2019-04-16 at 23.08.364-4-2 do Atlético (em fase defensiva), via TV Anhanguera.


O Goiás não tinha muito repertório e não conseguiu diminuir a vantagem. Nos acréscimos, em um ótimo contra-ataque, Reginaldo recebeu um bolão de Matheus e serviu Madson, que fez o 3°.

O desempenho do Alviverde, que se reforçou bastante e havia começado muito bem o ano, caiu bastante nos últimos jogos. Contra o Atlético, por pouco não marcou – parou em Kozlinski -, mas o que pegara fora a desconexão entre os setores e principalmente, a falta de intensidade. É difícil que revertam esta vantagem e conquistem o título, mas no futebol, já é mais do que sabido que nada é impossível.

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