Atuação digna de um templo sagrado – ANÁLISE TÁTICA DE SANTOS 3 x 0 ATLÉTICO-GO

Por Rodrigo Costa

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Na reestreia da Vila Belmiro, o Santos precisava vencer por pelo menos dois gols de diferença pra avançar direto na Copa do Brasil, para isso, contra o Atlético-GO, Jorge Sampaoli escalou uma equipe mais ofensiva que contra o Corinthians, segunda (08). No 4-1-4-1 o Peixe entrou em campo com Éverson; Ferraz, Aguilar, Veríssimo e Pituca; Alison; Rodrygo, Sánchez, Jean Mota e Soteldo; Derlis.

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Disposição tática dos jogadores em campo. Basicamente um 2-3-5. Derlis (17) buscando bastante infiltrações gerando profundidade. (Fonte: SofaScore)

Na fase ofensiva, o Peixe mais uma vez atuou num 2-3-5, que na construção (saída de bola) o time fazia uma saída Lavolpiana (saída de três) com Alison entre os zagueiros. Já na criação (time no campo adversário), Alison subia para a linha de meio com os laterais (Ferraz e Pituca), mais uma vez, atuando como interiores para armarem as jogadas – Pituca teve mais liberdade ofensiva nesse jogo. No último terço, Soteldo (esq) e Rodrygo (dir) geravam amplitude, Derlis como falso 9 e Jean Mota e Sánchez nas entrelinhas realizando infiltrações (primeiro gol).

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S3(Fonte: SporTV. Edição: Rodrigo Costa)

Na fase defensiva, o esquema era o 4-1-4-1 inicial. Como de costume, o time marcava em bloco alto e fazia pressão intensa ao portador da bola, principalmente no pós-perda. Os dois gols da equipe no segundo tempo saíram dessa maneira: roubadas de bola no campo do adversário.

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S5(Fonte: SporTV. Edição: Rodrigo Costa)

O volume de jogo foi altíssimo, várias chances criadas, mas ainda existem dois problemas: a falta de um centroavante e transições defensivas. O primeiro, é muito mais uma questão externa e de diretoria (apesar de ter nomes como Kaio Jorge, ainda verde, e Sasha no elenco), já o segundo, precisa ser melhorado.

S6(Fonte: SporTV. Edição: Rodrigo Costa)

Por ter vários jogadores atacando, inclusive muitos pisando na área, a recomposição defensiva acaba ficando com poucos jogadores (geralmente 3-4) e ainda sofre de falta de intensidade em alguns momentos, com Victor Ferraz por exemplo. Quando o time perde a bola no último terço, os jogadores mais próximos buscam pressionar o portador da bola em busca da recuperação da mesma, mas se o adversário consegue passar por essa pressão, tem muito espaço para progredir e criar contra-ataques perigosos (Atlético perdeu pelo menos 2 chances claras assim).

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(Fonte: SporTV. Edição: Rodrigo Costa)

O Santos encara o Vasco, semana que vem na próxima fase da Copa do Brasil. Para a sequência do ano, principalmente no Brasileirão, espera-se que Sampaoli consiga corrigir as falhas que ainda existem na equipe. Mas uma coisa é certa: medo de atacar, essa equipe nunca terá, e a torcida ama isso.

@costa_rodrigo95

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