Lado direito, lado forte – ANÁLISE TÁTICA LIVERPOOL 2 x 0 PORTO

Por Daniel Klabunde

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Nesta terça-feira tivemos a partida de ida das quartas de finais da Uefa Champions League no estádio de Anfield em Liverpool. Depois de uma boa classificação em cima da Roma nas oitavas, o time do Porto foi para a partida disposto a sair com um bom resultado contra o time inglês, e para isso Sérgio Conceição armou o seu time em sistema 3-4-3 tentando anular as investidas dos atacantes Salah e Mané pelos lados, mas a estratégia acabou indo contra a sua própria equipe.

No primeiro tempo logo aos 4 minutos já pudemos observar como se desenvolveria a partida, em uma recuperação de bola no meio campo por Fabinho, sendo muito bem apoiado por seus companheiros que davam várias opções de passe ao brasileiro, diferentemente do que havia acontecido na partida contra o Southampton pela Premier League, acabou disputando a bola com Danilo, que sobrou para Milner de primeira efetuar um belo lançamento para Mané no lado esquerdo que tinha apenas Max Pereira a sua frente.

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Com tempo para dominar e pensar a jogada, Mané encontrou Firmino dentro da grande área, que se movimentava em direção ao senegalês na esquerda, livre para receber, girar e servir Keïta que aproveitava o espaço no meio deixado pelo brasileiro, para abrir o marcador. O que mais impressionou nesta jogada foi a facilidade com que Mane, Firmino e Keïta tiveram para dominar, pensar e exercer a melhor opção para desenvolver a jogada. Com uma marcação bem frouxa, pouco compacta, que deu muitos espaços para os atacantes dos Reds arrancarem na frente no placar, o dragões começaram a dar indícios que teriam uma partida complicada.

Ainda pudemos perceber a movimentação no momento ofensivo no ataque dos Reds, onde os jogadores atacam em bloco e tiveram ao menos três homens em condições de concluir à gol, e assim dando opção para Firmino entregar a bola.

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A transição ofensiva do Liverpool é sempre apoiada nos seus volantes, com Firmino algumas vezes voltando para servir de homem construtor, mas a regra é que se saia jogando entre os volantes, com apoios e triangulações para avançar entre as linhas adversárias. E na partida de hoje conseguimos ver muito desta evolução para o campo de ataque, com os homens de meio aproveitando muito os vários espaços deixados pelo time do Porto, que não conseguiam fazer a sua linha de 4 funcionar na marcação, assim os Reds acabavam formando uma grande “roda de bobinho”, onde o jogador que é portador da bola está cercado por companheiros para servirem de apoio na evolução da jogada.

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Com o Porto tentando povoar o meio campo, a saída encontrada por Klopp foi usar Salah e Henderson como iscas pelo lado direito, o mesmo acontecendo com Keïta e Mané pelo lado esquerdo, onde as duplas se movimentavam por dentro fazendo com que os seus marcadores lhes acompanhassem , deixando o corredor livre pelas laterais. Quem mais sofreu com esta movimentação foi o brasileiro Alex Telles, que não recebia o apoio de Marega na marcação, cedendo vários espaços para Alexander-Arnold receber várias bolas na linha de fundo e lançamentos disparados por Virgil em viradas de bola para desafogo da defesa.

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No momento do segundo gol do Liverpool, marcado por Firmino, pudemos ver bem que Telles e Marega são atraídos pra dentro por Salah, deixando Arnold livre para avançar e receber bom passe de Henderson entre a linha defensiva e cruzar para Firmino.

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Depois de tanto sofrer pelo lado esquerdo da sua defesa, Sergio Conceição mudou o seu time para 5-4-1, tentando dar mais proteção para a sua zaga e não sobrecarregando o lateral Alex Telles, que não conseguia apoiar o ataque preocupado com Salah e Henderson, e ao mesmo tempo não conseguia defender sem o apoio do seu companheiro Marega.

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Além das dificuldades impostas pelas duplas dos Reds pelos lados, os Dragões não conseguiam evoluir as suas jogadas de ataque, pois eram muito bem anuladas pela organização defensiva do Liverpool, onde fechavam muito bem as suas linhas de passe impossibilitando que o Porto executassem as jogadas nas entrelinhas ou efetuassemos passes de ruptura, que poderiam ocasionar em chances claras de gol.

Destaque da partida ficou por conta de NabyKeïta, que ganhou muita confiança após o gol marcado contra o Southampton e agora contra o Porto. Defendeu muito bem negando espaços aos meias de Portugal e apoiando muito no ataque.

WhatsApp Image 2019-04-10 at 20.18.49Imagem: SofaScore.

@dktricolor

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