Vitória na garra – ANÁLISE TÁTICA LIVERPOOL 2 x 1 TOTTENHAM

Por Daniel Klabunde e Davi Magalhães

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Uma partida que já anunciava fortes emoções antes mesmo de começar, com duas grandes equipes se enfrentando em Anfield pela 32º rodada da PremierLeague. O Liverpool precisava da vitória para continuar na briga pelo título, já que o Manchester City venceu a partida no dia anterior, e o Tottenham buscava a vitória para continuar ainda mais forte na briga para uma vaga direta na ChampionsLeague da próxima temporada.

O Tottenham foi para o jogo com os três zagueiros Sanchez, Vertonghen e Alderweireld. Sem a bola, os laterais voltavam e se alinhavam aos defensores, formando uma linha defensiva de 5 jogadores. Com a bola, os alas avançavam no campo de ataque. Lucas Moura e Kane formavam a dupla de ataque. E o meio formado por Eriksen, Sissoko e Alli tinha a grande responsabilidade da construção de jogo. Com destaque para o dinamarquês, sempre muito importante nesse momento.

A partida se inicia com uma certa pressão dos Reds, já que estavam jogando em casa e necessitavam da vitória, com uma movimentação um pouco diferente do habitual pelos homens de meio, que era composto por Henderson, Milner e Wijnaldum.

 Enquanto o capitão Henderson era incumbido de fazer a bola girar e responsável pelos passes de ruptura, a dupla de colantes avançava sobre as linhas adversárias, ficando posicionada entre a segunda e terceira linha, efetuando o jogo entrelinhas do Liverpool, fazendo com que Firmino não precisasse recuar tanto para buscar a bola e atraindo a marcação de Dele Alli por um lado e Eriksen pelo outro, liberando o corredor para as subidas de Robertson e Arnold. No gol, foi possível ver como a marcação do Tottenham foi superada pelo ataque dos Reds.

 Quando se defendia, o Tottenham se postava no 1-5-3-2, com Alli, Sissoko e Eriksen formando a linha do meio-campo. Porém, é uma zona muito grande para ser preenchida por apenas três jogadores. A partida de Sissoko e Dele Alli foi muito ruim. No gol do Liverpool isso ficou claro. Quando o adversário girou bem a bola, encontrou espaço á frente do lateral direito Trippier.

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Desta maneira saiu o primeiro gol da partida, em uma recuperação de bola de Wijnaldum pela direita enquanto efetuava a cobertura de Salah, com a bola chegando para Henderson que teve boa visão de jogo e girou a bola para Robertson no lado esquerdo que cruzou muito bem para Firmino cabecear abrindo o placar. Quando se defendia, o Tottenham se postava no 1-5-3-2, com Alli, Sissoko e Eriksen formando a linha do meio-campo. Porém, é uma zona muito grande para ser preenchida por apenas três jogadores. No gol do Liverpool isso ficou claro. Quando o adversário girou bem a bola, encontrou espaço á frente do lateral direito Trippier. Além da falha dos zagueiros, que deixaram o atacante Firmino totalmente livre para cabecear.

Os ataques do Liverpool continuavam muito bem pelos lados, com boas triangulações acionando bem os atacantes, e com Mané perdendo duas boas chances ainda no primeiro tempo que poderiam dar mais tranquilidade para a equipe.

Tranquilidade que não veio e com o time sofrendo alguns perigos, pois da mesma forma que os meias atacavam nas entrelinhas, demoravam mais para voltar e marcar, proporcionando alguns contra-ataques para o Tottenham.

Os Reds também sofreram um pouco com a marcação alta dos Spurs,que sempre pressionava a saída de bola do Liverpool. Fazendo bons encaixes na defesa do Liverpool, cortando as opções de passe do portador da bola, obrigado a sair com alguns lançamentos ou viradas de bola.

No segundo tempo os Reds voltaram abaixo da primeira etapa, cedendo mais posse de bola ao Tottenham e sofrendo mais na defesa, principalmente com as subidas de Lucas pelo lado direito de defesa explorando muito a sua velocidade. Isso se deve em grande parte ao mérito da comissão técnica do Tottenham, que percebendo que o time precisava de ganhar o meio-campo, realizou uma alteração.

Sem precisar de nenhuma substituição, o Tottenham voltou diferente para o segundo tempo. Isso porque Rose, ala esquerdo que formava a linha de 5 defensores, passou a atuar mais adiantado. Funcionava assim: com a bola, ele se posicionava aberto pelo lado esquerdo. Sem a bola, ele recompunha pelo lado esquerdo, formando uma segunda linha de marcação de 4 jogadores, se juntando á Sissoko, Alli e Eriksen (que recompunha pelo lado direito. Com esse posicionamento, o time passou a atuar no 1-4-4-2. Ganhando mais o meio-campo e assim, crescendo na partida.

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O gol de empate veio pelo outro lado depois de um descuido na defesa em falta cometida por Henderson, onde os três volantes estavam na mesma área do campo, além de Mané e Robertson que estavam deslocados mais para o meio, o que é normal quando a bola está do lado contrário de onde estão atuando, mas que devem ficar sempre atentos para não serem atacados em suas costas, e foi o que aconteceu com a cobrança rápida de Kane, nem Robertson e nem Mané marcavam Trippier que foi lançado e recebeu sozinho no lado da grande área.

No lance do gol, é possível ver o Tottenham utilizando o seu conhecido ataque rápido. Sendo vertical com a bola, utilizando muito bem o pivô de Kane para estabelecer-se no campo rival. Após sofrer a falta, o camisa 10 muito técnico inverte ótima bola para o lateral do lado oposto Trippier, que devido a formação com três zagueiros, sempre tinha muita liberdade para subir ao ataque. No momento do cruzamento, o Tottenham chega com muita presença de área, com três jogadores atacando a área. Assim, Lucas pega o rebote e marca o gol.

Podemos ver Robertson assinalando para que Mané efetuasse a marcação, o que não deixa de estar errado, mas o escocês estava mais próximo do lateral do Tottenham, então deveria ter efetuado a marcação e deixado Mané marcando pelo meio.

A comissão técnica do Tottenham ainda foi mais ousada e tentou ganhar o jogo com as entradas de Son e Llorente. O que poderia ter acontecido. Após o gol, os Spurs atuavam com confiança. A equipe teve 62% de posse de bola, com 6 finalizações na partida.

Mesmo não podendo ficar na área técnica, foi possível observar Pochetitno dando instruções aos seus auxiliares. Isso mostra a ousadia e a capacidade mudar jogos do técnico argentino. Isso é vital na PremierLeague, por ter o elenco nas mãos, ele consegue mexer na equipe muitas vezes, sem realizar nenhuma alteração. Não mudando as características do time, mas sim, os encaixes com o intuito de reforçar o sistema defensivo e potencializar o sistema ofensivo.

Porém, há um velho ditado no futebol: quem não faz, leva. O Tottenham desperdiçou a chance de vencer o jogo, quando Sissoko executou muito o contragolpe criado pelo time, onde o time estava em superioridade numérica. E sofreu o gol em um lance cruel, com a bola desviando no zagueiro Vertonghen e castigando a equipe, que terá que aprender a não desperdiçar as chances claras de gol em partidas desse tamanho.

A vitória veio depois de muita pressão em cima dos Spurs, depois de uma cobrança de escanteio, a bola sobrou novamente para Arnold cruzar na cabeça de Salah, que contou com a ajuda de Lloris e Alderweireld para empurrar para o fundo das redes.

@dktricolor e @magalhaesDavi

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