Domínio grená – ANÁLISE TÁTICA DESPORTIVA 1 x 0 REAL NOROESTE

Por Juliano Rangel

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Com uma atuação bem diferente das últimas partidas, a Desportiva venceu o Real Noroeste por 1 a 0, no duelo de ida das quartas de final do Campeonato Capixaba, jogando de uma forma bem dominante e com a velocidade a seu favor. A equipe conseguiu anular as ações da equipe de Águia Branca, que terminou a partida sem nenhuma finalização.

Rossato armou sua equipe no 4-2-3-1 atuando com uma marcação alta e pressionando a saída de bola do Real Noroeste desde os primeiros minutos. Com isso, a equipe do técnico Duzinho, que também atuava num 4-2-3-1, se via obrigada a sair na bola longa.

A aposta da Desportiva era por acelerar o jogo, saindo na bola longa em direção ao atacante Marcus Vinícius, que fazia o pivôe contava com as rápidas descidas dos extremos Mateus Bidick e Alessandro pelos lados. Sem a bola, a dupla retornava para fechar os lados, enquanto que o meio-campo Dodô atuava mais próximo de Marcus Vinícius.

Pelo lado do Real, as tentativas de chegadas ao ataque também eram pelos lados, com o trio Lucas, Felipe Linhares e Igor atuando mais próximo do atacante e artilheiro do campeonato Robert. Com o meio muito congestionado, o camisa 9 da equipe de Águia Branca se posicionava mais pelos lados, com destaque para o esquerdo, nos momentos de transições ofensivas.

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Com descidas aceleradas, Mateus Bidick levava mais perigo a dupla de zaga do Real Marilson e Thiago, além de sempre buscar um espaço para se infiltrar entre um zagueiro Thiago e o lateral-esquerdo Geisandro. O camisa 21 também contava com apoios do lateral-direito Léo Peixe.

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Buscando pressionar a saída de bola grená e recuperar a bola no meio-campo, Duzinho posicionava seu quarteto de ataque de forma mais pressionante no ataque e fixava a dupla de volantes Yuri Pimentel e Leandro Teixeira no meio de campo.

Mas a grande dificuldade da equipe era no sair jogando desde a linha de defesa, mesmo como Leandro Teixeira retornando para atuar entre os zagueiros. Sem muita aproximação dos homens mais avançados e com os laterais praticamente nulos ofensivamente, a equipe optava pelas bolas longas e os chutões para os lados.

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Contando com muitos erros de passes no meio de campo do Real, a Desportiva concentrava a marcação no meio e conseguia bloquear as investidas da equipe de Águia Branca.

Similar a dupla de volante da equipe merengue, Pepê e Max se postavam sempre à frente da linha de zaga grená, seja na saída de bola ou nos momentos de transições ofensivas do Real. Além disso, não sofria perigo com os laterais Yuri e Geisandro do Real, que atuavam de forma mais avançada nas saídas de bola, mas não conseguiam receber a bola.

Ambas as equipes contavam com muitas trocas de posições entre os extremos e os meias, que aconteceram de diversas formas ao longo da primeira etapa. Pelo lado grená, destaque para a mobilidade do atacante Marcus Vinícius que abria, muitas vezes, espaços para as investidas e infiltrações de Bidick e Dodô.

Já no Real, Lucas foi para o lado esquerdo, dando mais apoio a Geisandro, enquanto, que no meio, Igor Santos tentava acelerar as transições da equipe e acionava os lados para atacar. Leandro Teixeira avançava mais para ajudar na construção da equipe por dentro.

Se acelerar era a opção grená, o extremo Alessandro recuava mais e entrava em diagonal nas fases de construçãoe nas transições ofensivas, contando com apoios de Léo Peixe na direita, com descidas rápidas, sempre acionando Bidick, Dodô e Marcus Vinícius.

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No segundo tempo, a configuração e a forma de atacar das duas equipes se manteve a mesma, com Robert, pelo lado do Real, apresentando mais mobilidade e atuando mais longe da área em alguns momentos. Pelo lado grená, Marcus Vinícius também caia pelos lados e abria espaços para Bidick, que muitas vezes entrava pelo meio da zaga do Real.

O perde/pressiona da Desportiva era intenso e acontecia já no campo de ataque, deixando a equipe de Águia Branca sem opções de passes e tendo de inverter bolas para conseguir “respirar”.

Sem abrir mão da velocidade pelos lados, o gol da Desportiva saiu após uma falta sofrida na ponta esquerda, que Alessandro cobrou na segunda trave para o volante Max, entre o zagueiro Mailson e lateral Geisandro, subir mais alto e marcar de cabeça.

Duzinho até tentou mexer na equipe, com as entradas do atacante Waschington e dos meias Léo Lisboa e Carlos Serrano, além de liberar ainda mais os laterais, mas encontrava muitas dificuldades em criar pelo meio.

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Enquanto isso, Rossato colocou a Desportiva num 4-4-2, sem Marcus Vinícius e Bidick, mas com João Vitor e Dodô formando a dupla de ataquepara explorar a velocidade e os espaçosdeixados. Dessa forma, a equipe quase ampliou o placar no chute na trave de Dodô já no fim da partida.

Mais do que a vitória, a atuação dominante da Desportiva levantou o moral da equipe, que inverteu a situação confortável do Real Noroeste e trouxe um novo panorama para o duelo. Agora, a equipe de Águia Branca precisará vencer em seus domínios e terá que furar o bloqueio grená.

@julianords

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