Sem sustos para a Squadra Azzurra- ANÁLISE TÁTICA ITÁLIA 2 x 0 FINLÂNDIA

Por Guilherme Monteiro

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Neste sábado (23) a seleção italiana estreou nas Eliminatórias da Euro 2020, cercada de expectativa, principalmente pela “estreia” do jovem promissor MoiseKean nos 11 iniciais da SquadraAzzurra, que não decepcionou marcando 1 gol na partida e sendo muito participativo na partida. Além de MoiseKean, Barella marcou. E a Itália junto a Grécia e Bósnia, estão empatadas na liderança do grupo J com 3 pontos.

A Itália inicia o jogo com muita intensidade e logo aos 6’ abre o placar com Barella, após rebatida da defesa finlandesa o meio campista acerta um belo chute no cantinho do gol de Hradecky. Com sua proposta totalmente desfeita a Finlândia foi obrigada a se expor mais, contudo em nenhum momento foi perigosa, tentou forçar bastante as jogadas pelo lado esquerdo da defesa italiana, buscando se aproveitar da lenta recomposição italiana e explorar as costas do lateral Biraghi que não se notabiliza por ter uma fase defensiva tão forte. O principal meio de oferecer perigo ao gol defendido por Donnarumma foram em bolas jogadas na área italiana, embora a principal oportunidade da Finlândia foi com seu astro e camisa 10 TeemuPukki.

Por outro lado com a vantagem no placar, a seleção italiana dominou por completo a partida, mesmo tendo dificuldades em concluir em gol. A saída de bola, tinha um molde em 3+2, em ambos os tempos de jogo, porém alternando o lateral que ficava mais junto aos zagueiros, na linha de 3, no 1° tempo com Biraghi e no 2° tempo com Piccini. Jorginho e essencialmente Verratti, que atuando na base da jogada, regeu a equipe italiana.

WhatsApp Image 2019-03-24 at 12.36.25Saída de bola nos moldes 3+2 (com Biraghi na linha de 3 e os 2 meias, na base da jogada.) Foto e edição: Guilherme Monteiro.

As dinâmicas de amplitude também variavam bastante, no 1° tempo com Piccini e Bernadeschi pela direita e Biraghi e Kean pela esquerda; na direita Piccini foi o encarregado por dar a amplitude, ou seja, espaçar, alargar o campo e Bernardeschi, atuando como um ponta-construtor, partindo da ponta pro meio realizando o que popularmente chamamos de ‘facão’, na esquerda o cenário era o oposto com Kean, na amplitude e a partir dos 33’ do 1° tempo,  por vezes apareceu por dentro buscando dar mais liberdade a Biraghi atacar o corredor. No 2° tempo com as inversões, as duplas foram: Piccini e Kean e Biraghi e Bernardeschi.

WhatsApp Image 2019-03-24 at 12.36.32Piccini e Biraghi, dando amplitude (alargando o campo) e Bernadeschi e Kean por dentro.

O ponto baixo da atuação da squadra azurra foi Immobile, com pouquíssima profundidade, movimentação e desmarques, a Itália teve poucas chances de ampliar o placar ainda na 1° etapa, embora teve participação contribuindo com a assistência para o gol de Kean. Com a entrada de Quagliarella a Itália ganhou o que faltou em boa parte da partida, a: profundidade. Com um homem mais enfiado dentro da área, a Itália criou boas chances de ampliar ainda mais o placar, porém parou em Hradecky.

WhatsApp Image 2019-03-24 at 12.36.36Encaixes Individuais da equipe de Roberto Mancini. Foto e edição: Guilherme Monteiro.

Na fase defensiva a Itália se posicionou em um 4-3-3 em bloco médio/alto. Com a pressão forte ao portador da bola, a squadra azurra conseguia forçar o erro da equipe finlandesa e encaixotar a Finlândia, no seu campo de defesa.

Scouts de Marco Verratti, o MOTM da partida:

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Agora para manter a boa fase, a Itália encara Liechtenstein, na próxima terça-feira (26) em Parma, na Emilia-Romanha. A expectativa para este compromisso fica em saber se MoiseKean se mantém na equipe titular e também se veremos Immobile iniciando a partida, mesmo com uma boa atuação de Quagliarella, em Udine.

@Guizaomb19

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