Debutantes – ANÁLISE TÁTICA VASCO 2 x 0 RESENDE

Por Ricardo Leite

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Após perder a invencibilidade no ano com um time misto, diante da Cabofriense, o Vasco foi a campo no Raulino de Oliveira para enfrentar a equipe do Resende. Com força máxima, à exceção de Maxi Lopez que estava viajando, Alberto Valentim escolheu Tiago Reis, o artilheiro da Copinha para substituir o argentino. Foi a primeira partida do menino como titular. No trio de “meias” Marrony ganhou a companhia de Bruno Cesar e Rossi, que parecem ter tomado à frente na disputa.

No meio campo ainda houve mais uma mudança: em busca de mais equilíbrio e mais liberdade para os homens de frente, Valentim resolveu testar Bruno Silva na vaga de Raul, com Lucas Mineiro, aparentemente o único volante considerado titular, ao seu lado. Bruno jogou adotando posicionamento cauteloso, mas participou bastante da construção na base da jogada, se revezando com Lucas Mineiro. O volante fez o papel de elo entre defesa e meio no 4-1-4-1 e fazia muito bem o balanço defensivo quando a equipe atacava.

O Vasco começou a partida de forma muito intensa, “alugando” o campo de defesa do adversário e com muita movimentação. Tiago Reis buscando as diagonais, Marrony as infiltrações, Rossi as jogadas em profundidade e Bruno Cesar, juntamente com os laterais, sendo os arcos, abastecendo esse ataque dinâmico.

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O primeiro gol veio logo aos 4 minutos: após lançamento de Danilo Barcelos, Marrony usou sua velocidade para vencer o marcador e observou a “freada de desmarque” de Tiago Reis, que de primeira debutou como artilheiro pelos profissionais. Antes já tinha finalizado com perigo, mas parou no goleiro.

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O Vasco usava muito o trio de meias, e Tiago Reis vinha participar do jogo fora da área, sempre sendo objetivo, dando apoio ao portador da bola, fazendo bom pivô, além de buscar diagonais interessantes.

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Marrony alternava as jogas em amplitude, com as jogadas interiores e de infiltração, Bruno César fazia questão de participar de todos os ataques e deu fluidez ao meio campo. Já a agressividade, o 1×1 e a jogada de profundidade ficava à cargo do incansável Rossi. Novamente com os extremos trabalhando, prioritariamente, por dentro (como construtores), os laterais viam espaço gerado e participavam das construções ofensivas, seja com cruzamentos, simples apoios, amplitude para gerar espaço na defesa, ou através de ultrapassagens. E foi assim que saiu o segundo gol, Rossi, por dentro, recebe de Bruno César, vê a ultrapassagem de Cáceres, que corta o marcador antes de cruzar. Após defesa do goleiro em finalização de Marrony, Bruno Cesar aproveitou o rebote para fazer seu primeiro gol pelo Vasco.

Após o gol, o Vasco tentou diminuir o ritmo do jogo, e a partir daí tornou a partida pragmática e pouco intensa. O Resende por sua vez, subiu suas linhas, aumentou a associação dos seus jogadores de ataque e buscou gerar superioridade pelos flancos. E deu resultado Tímido é verdade, mas o time conseguiu boas triangulações e se aproveitou do fato do Vasco ter apenas dois marcadores pelos lados (o ponta e o lateral). Pois se por um lado a entrada do Bruno Silva deu mais consistência e segurança ao meio campo e aumentou a proteção da entrada da área, o apoio dos volantes aos laterais diminuiu.

Com o início do 2T, nada mudou, o Vasco parecia torcer para o fim da partida e se limitou a rodar a bola para o tempo passar, muitas vezes no campo defensivo. O Resende fez alterações que potencializaram ainda mais as dobradinhas pelos flancos e passou a ocupar mais a área, mas conseguiu criar poucas chances reais. Castán, fez una partida muito abaixo do seu desempenho normal, parecia disperso e nervoso ao mesmo tempo, errando saídas de bola, se equivocado em algumas decisões e até demorando a realizar algumas coberturas (que é o seu forte).

O Vasco se mostrou recuperado da derrota, voltou a mostrar evolução e viu seu leque de opções aumentar. Galhardo tem entrado bem jogando recuado e Rossi e Bruno César parecem ter pego de vez a vaga, jogadores que dão boa intensidade, criação e agressividade à equipe.

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@analisevasco

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