Guardiola e suas modelações

 

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Desde que surgiu, Pep Guardiola tem deixado o seu legado, seus ensinamentos e contribuição para todos aqueles que vivem o futebol. Sua trajetória como técnico se iniciou no Barcelona onde ganhou vários títulos e encantou o mundo. Mas esse texto servirá para mostrar que até um dos técnicos mais vencedores do planeta precisou analisar e se moldar com base nos contextos por onde esteve para continuar entre os melhores.

Então vamos nessa…

Iniciando sua carreira no Barcelona, Guardiola também trabalhou no Bayern e no Manchester City, times que com ele tiveram coisas em comum, mas também muitas coisas distintas e o porque dessas diversidades está muito ligado ao tema desse texto, o que iremos abordar a seguir.

Os times de Pep sempre tiveram características próprias e muito peculiares, coisas que ele aprendeu com seu treinador e mentor Cruyff quando ainda era jogador do Barcelona, pois em prática quando ele foi comandar as categorias de base do clube e assim se manteve também no time principal.

Mesmo tendo Cruyff como sua principal influência, ele não foi o único a inspirar o técnico catalão. O mesmo se entitula o “ladrão de ideias”, como foi relatado em seu livro “Guardiola Confidencial”. Segue abaixo um trecho do livro que demonstra algumas de suas inspirações:

“Suas influências? Todas as que se pode imaginar. Cruyff, é claro, é uma delas.
Mas Sacchi também. Além de visões bastante opostas do jogo, como as de
Menotti e Capello. Os holandeses, os italianos, a agressividade competitiva dos argentinos, a inovação dos húngaros, a constante busca do Barcelona por superioridade no meio de campo, o perfeccionismo de Bielsa, a lucidez analítica de um técnico desconhecido na elite competitiva como Juanma Lillo, a paixão dos escoceses… Guardiola não aceita rotular a si mesmo. Não quer se encerrar em uma categoria; mas, se for preciso, que seja a de “ladrão de ideias”.

Fonte: Guardiola Confidencial, 2014

Posse de bola, pressing, passes curtos, muita movimentação e muita intensidade, essas características se mantiveram até os dias de hoje. Mas será que o Manchester City de 2019 joga o mesmo futebol do Barcelona de dez anos atrás?

Iremos descobrir…

A modelação é um processo de enfrentamento de variáveis, o momento de análises e questionamentos acerca das ideias do treinador dentro do modelo de jogo, a hora de analisar os contextos, o grupo de jogadores, o futebol praticado no país, o que o clube deseja com a chegada de um novo técnico. Muito atenção a essa parte, porque ela será bastante importante na hora de entender a mudança de cenários durante a carreira de Pep, coisa que ele soube fazer bem durante a sua jornada.

Se quiserem saber mais sobre o conceito de “modelação” é só clicar no link abaixo para ler um dos meus textos que fala sobre modelo de jogo:

O Barcelona de Pep tinha como esquema base um 4–3–3- (esquema que se mantém até os dias de hoje), que contava com jogadores como Piqué, Daniel Alves, Busquetes, Xavi, Iniesta, Messi, Pedro, entre outros. Com base nisso buscava alguns princípios dentro dessa organização, tais como:

  • Buscar a superioridade numérica.
  • Pressionar o portador da bola.
  • Tirar a bola da pressão.
  • Gerar aproximação no espaço efetivo de jogo.
  • Manter jogadores posicionados nas zonas com um objetivo específico de beneficiar outros.
  • Buscar tabelas e triangulações.
  • Manter a posse de bola.

Para analisar melhor iremos pegar como base uma das melhores versões desse Barcelona, o da temporada 2010–11. Um time escalado com V. Valdés, Daniel Alves, Piqué, Puyol, Abidal, Busquetes, Xavi, Iniesta, Messi, Villa e Pedro.

Aquele time usava um 4–3–3-, ou um 4–3–1–2, considerando que Messi era o jogador que mais se aproximava dos meias na hora de gerar superioridade numérica. A equipe tinha Piqué e Puyol como zagueiros, Daniel Alves como lateral Construtor/infiltador, Abidal como lateral construtor, Busquetes como o principal pilar do apoio aos defensores para as saídas de bola, mas também era o homem que se aproximava do trio de meias para fazer a bola chegar ao ataque, Xavi era um volante/meia mais próximo de Busquetes para dar apoio a iniciação de jogadas, mas que também sabia ocupar espaços entre linhas como poucos. Iniesta era o homem mais avançado dos meios campistas, também o mais próximo de Messi, por muitas vezes era o principal jogador a aproveitar os espaços gerados pelo argentino, Villa e Pedro eram os pontas que tinham o papel de gerar amplitude, atrair a marcação dos adversários para os extremos e atacar a área quando necessário, além de serem os responsáveis por dar profundidade a equipe, Messi era o coringa, o homem que se posicionava entre linhas, que voltava para criar jogadas, ia para os flancos para criar superioridade numérica e gerar espaço para infiltração de meias e pontas além de atacar a área quando necessário.

O time era projetado para criar o desequilíbrio na zona central, onde tinha os seus jogadores com mais capacidade de decisão, eram eles Xavi, Iniesta e Lionel Messi. Assim eles aproveitavam os espaços gerados pelos pontas, para ataca-los quando possível e forçar passes verticais nos espaços vazios para colocar alguém em condições de marcar.

Na organização ofensiva o time se posicionava em um 3–5–2, considerando que muitas vezes Daniel Alves participava da construção por dentro e Messi transitava bastante pela faixa central, mas também poderia ser considerado um 3–4–3 no momento em que Messi se aproximava mais do último terço do campo. Assim a equipe usava uma saída de 3, com um lateral na construção e outro no apoio por dentro ou atacando os espaços por fora, com 3 meias mais a frente, dois pontas abertos gerando amplitude e profundidade, com Messi flutuando entre linhas.

Dessa forma o time trocava passes pelo centro na tentativa de atrair a marcação para acionar os pontas nos corredores, ou trocava passes e levava uma boa quantidade de jogadores para os corredores na tentativa de achar espaços na faixa central. Além das movimentações de Messi com o intuito de forçar os deslocamentos dos defensores afim de quebrar as linhas de marcação e gerar espaço para infiltrações.

Na transição defensiva a equipe tinha um comportamento de pressão após a perda da bola, assim que a equipe perdia a posse os jogadores tinham alguns segundos para pressionar o portador da bola a todo vapor, na tentativa de recuperá-la ainda no campo de ataque com o adversário se programando para iniciar uma transição ofensiva. Guardiola acreditava que recuperar a posse ainda no ataque possibilitava grandes chances de marcar o gol e por isso forçava seus jogadores a conseguir a retomada da bola por meios de desarmes diretos.

Após esses segundos, se a pressão não obtesse êxito, a equipe já entrava na fase da organização defensiva, onde se posicionava em um 4–1–4–1 variando para um 4–4–2, usando um bloco médio/baixo com linhas bem próximas sendo basculhadas de uma forma muito rígida e organizada. Diante disso a equipe buscava formar encaixes individuais nos corredores na tentativa de fechar espaços e pressionar o portador numa forma de recuperar a bola para iniciar sua transição ofensiva.

Ao chegar na Alemanha, Guardiola teve uma tarefa diferente da que todos imaginavam, não estava indo apenas para ganhar uma Champions e sim para iniciar a fase final da transição do futebol jogado pelo Bayern.

E por que não o futebol jogado em toda Alemanha?!

Os dirigentes Bávaros tinham um projeto ambicioso de dar identidade ao modelo de jogo do clube, processo que já tinha sido iniciado por Louis Van Gaal e que estava sendo gerido por Jupp Heynckens, trienador que acabara de ser campeão de Copa da Alemanha, Bundesliga e Champions League. Com a chegada de Guardiola eles poderiam iniciar o que chamavam de “fase 3”. Como foi relatado mais uma vez em seu livro:

“Estamos na terceira fase da renovação do futebol do Bayern de Munique.” A
frase é de Paul Breitner, lenda do Bayern e do Real Madrid. Ele explica as diferentes etapas dessa renovação e volta ao final dos anos setenta: “Durante décadas, o Bayern jogou com o mesmo sistema. Com o técnico Pál Csernai, Kalle e eu começamos a jogar da forma como o Bayern jogou até 2008: podemos chamá-la de um 4-1-4-1, 4-2-4 ou 4-4-2, mas na verdade é sempre a mesma proposta tática com movimentos diferentes. Este sistema já caducou. No século xxi, faz parte do passado”.

“Segundo Paul Breitner, Van Gaal representou a primeira fase da evolução no jogo do Bayern: “Ele fez a equipe jogar com posse de bola e alterou alguns movimentos. Começamos a praticar o jogo de posição em vez do estilo clássico do Bayern. Mas as posições eram fixas. Cada jogador tinha seu lugar, seu círculo de influência e só. Não podia e não devia sair desse círculo. Foi assim que começamos a jogar focados em passar a bola entre nós. Chegamos a fazer
partidas com 80 por cento de posse de bola, mas sem ritmo. Éramos muito lentos. Todo mundo na Allianz Arena começava a bocejar a partir de meia hora de jogo, porque passávamos a bola sem ritmo. Os 71 mil espectadores sabiam, em cada momento, o que ia acontecer. Era um jogo correto, mas muito previsível”.

“Jupp Heynckes capitaneou a segunda fase: “Ele manteve o sistema do Van
Gaal, mas mudou o conceito de apenas manter a bola. Viu que a ideia era boa,
mas que era necessário desenvolvê-la com velocidade, com mudanças de ritmo. Precisou de dois anos para implantar sua filosofia. Conseguiu no segundo turno do último campeonato, que ganhamos com recorde de pontos [a temporada 2012/2013]. No primeiro turno, de agosto a dezembro, ainda foi preciso corrigir movimentos; mas, nas primeiras partidas do segundo turno, em janeiro e fevereiro, a equipe já tinha o ritmo desejado e um jogo completamente diferente
do início”, explica Breitner”.

“Pep Guardiola foi o escolhido para liderar a terceira etapa: “Exatamente.
Heynckes ainda jogava com posições fixas, mas em alta velocidade e com o
objetivo de marcar muitos gols. Não queríamos só a posse da bola, a ideia era marcar muitos gols. Agora, com Pep, já passamos à alternância de posições, à circulação constante da bola, à movimentação contínua dos atletas. Estamos a caminho de jogar como o Barça de dois ou três anos atrás, que jogou melhor do
que nunca”.

Fonte: Guardiola Confidencial, 2014

Chegando em Munique após o ano sabático, Pep logo se deparou com cenários incomuns aos que estava acostumado em Barcelona. Clima, cultura, costumes, jogadores, tudo era diferente do que o técnico havia convivido no seu antigo clube. Guardiola não tinha mais o clima tropical da Catalunha, estava longe de onde tanto viveu, e o principal, sem Lionel Messi.

Assim que chegou logo tratou de mostrar suas qualidades, seja dentro das quatro linhas com métodos inovadores para os treinamentos, seja fora dela falando Alemão com muita facilidade. Mas seu processo de adaptação a nova terra não iria parar por aí.

O que era natural de se esperar aconteceu, Guardiola logo tentou achar o seu “Lionel Messi”. Jogadores como Ribéry e Gotze tiveram uma atenção especial do treinador para formular no novo clube uma arma que tanto lhe trouxe sucesso em seu antigo trabalho, o “falso 9″. Como todos já sabem, o resultado não foi o esperado, e foi assim que se deu início ao processo de modelação na Baviera.

Pep sabia que o futebol praticado na Alemanha não era o mesmo da Espanha, lá ele iria encontrar um futebol intenso, de transições rápidas e bem trabalhadas, coisa que poderia lhe gerar muitos problemas, e ele logo tratou de planejar suas formas de se prevenir.

Abrindo mão da sua ofensividade? Não. Se organizando ainda mais!

Para equilibrar sua equipe após a perda da bola, sabendo que uma falha na sua transições defensivas lhe colocaria em apuros, Pep tratou de trabalhar constantemente as suas coberturas, a ponto de cada um saber nos mínimos detalhes qual posicionamento e movimento teria que executar caso um companheiro não obtivesse êxito em suas ações. Isso lhe possibilitou manter um de seus princípios e não abrir mão da sua forma de jogar, como foi também relatado em seu livro:

“O segundo objetivo do dia é ensaiar a cooperação entre todos os jogadores na
pressão sobre o rival, com atenção para as coberturas. Quando o zagueiro sobe
para pressionar o atacante adversário, o volante ocupa seu lugar. Se é o lateral
quem avança contra o ponta, o zagueiro cobre sua posição e, novamente, o volante faz a cobertura do posto abandonado. Quando o time consegue conter o
avanço de um atleta pelo lado do campo, a cooperação entre o volante, o lateral e o meia é decisiva para a roubada de bola. O Bayern trabalha esses movimentos repetidas vezes. De vez em quando, Guardiola para o jogo e corrige os atletas, especialmente Boateng e Højbjerg, para que coordenem melhor suas ações:
“Tem que ser instantâneo. Højbjerg, se Jérôme avançar, você cobre a posição
dele. Se Lahm subir, Jérôme faz a primeira cobertura e Højbjerg cobre
Jérôme”, explica”.

Fonte: Guardiola Confidencial, 2014

Guardiola tentou achar em Ribéry e em Mario Gotze o seu Messi, em Højbjerg seu Busquetes, em Lahm o seu Xavi, mas na verdade logo percebeu que tinha um grupo de jogadores diferentes, com características diferentes, mas também diversificadas, o que lhe forneciam um grande leque de alternativas e isso era algo muito positivo.

Lembra do pedido dos dirigentes? Pois é, Pep também não esqueceu.

Difícil citar uma escalação predominante ou um esquema base que prevaleceu como um todo, o Guardiola do Bayern era extremamente inquieto, imprevisível e dinâmico, como pedia os seus dirigentes. Foi possível vê-lo usar vários esquemas táticos e testar jogadores em várias posições, e o principal, conseguido obter bons resultados e desempenhos com isso.

O grande exemplo é Philipp Lahm, que chegou a jogar em todas as posições do meio além da sua posição de ofício (lateral direito), ou que tal Alaba que além de atuar como lateral e em todas as posições do meio campo atuou também como zagueiro?!

Quanto a formatação tática, podemos citar o 4–3–3-, 4–2–3–1, 4–2–1–3 e até mesmo no 4–2–4, tudo isso usando variação de jogadores no 11 inicial.

Como foi no Barcelona, Pep sabia que a diferença seria feita a medida que conseguisse potencializar seus principais jogadores, no antigo clube esses jogadores se posicionavam na faixa central, já no Bayern eles atuavam pelos flancos, os homens eram Robben e Ribéry. Com isso a equipe era programada pra iniciar sua organização ofensiva afim de criar superioridade pelo centro e gerar o desequilíbrio pelas laterais, posteriormente as jogadas seriam concluídas no miolo da área, onde estavam os finalizadores Lewandowski e Tomás Müller. Dessa forma o time usava seus laterais atuando por dentro numa tentativa de gerar superioridade numérica no setor e também atrair a atenção dos extremos adversários, assim eles iriam pressionar na faixa central e deixando os corredores sem cobertura, com os laterais adversários descobertos a equipe poderia acionar os seus pontas e se encontrar em igualdade numérica (famoso 1×1), o objetivo era levar vantagem sobre o marcador para servir Lewandowski ou Müller que chegavam entre os zagueiros.

E pra quem acha que a Bundesliga não iria deixar um grande presente para o modelo de jogo do técnico espanhol, ele aprendeu muito com as transições rápidas e bem articuladas que eram características da liga. O Bayern passou a ser cada vez mais letal em contra-ataques, muitos deles com uma considerável quantidade de jogadores partindo da defesa para o ataque, numa velocidade impressionante, o que fazia os times adversários pensarem bastante antes de sair para pressiona-los no seu campo de defesa. No link abaixo segue o vídeo que demonstra esse tipo de comportamento nas transições:

Em 3 de julho de 2016, desembarcou na cidade de Manchester um técnico com muita bagagem, bastante aprendizado e muita história pra contar. Acabara de chegar na badalada Premier League com a sensação de que novos desafios estavam por vir, e eles vieram.

A Premier League era diferente de qualquer coisa que Pep tinha presenciado até então, uma cultura de um jogo mais físico e pegado ao invés de veloz e bem jogado. Guardiola tinha absorvido muitas coisas ao longo dos anos, porém mesmo para um técnico rico de ideias como ele, nunca é tarde para aprender mais.

No seu primeiro ano o catalão teve bastante dificuldade, a adaptação foi difícil, impor seu modelo de jogo novamente não foi uma tarefa das mais fáceis, mesmo assim, podemos dizer que o City ganhou como um presente a versão mais completa do ex-treinador do Bayern.

Guardiola trouxe a Manchester a posse de bola e magia do Barcelona, a verticalidade e versatilidade que conquistou no Bayern, junto com isso as frustrações, que não foram poucas, mas que sempre serviram de lição para torná-lo melhor em diversos aspectos.

Em sua primeira temporada nos Citzens pode detectar exatamente qual a característica de elenco seria necessária para implantar o seu modelo de jogo, tratou de buscar laterais mais físicos, pontas agudos e versáteis além de zagueiros ágeis e técnicos.

Pegaremos como base para análise o time que bateu praticamente todos os recordes possíveis em uma edição de Premier League, a equipe da temporada 2017–18. Uma equipe que contava com um jogo com os pés de Ederson, a combatividade de Laporte, a força explosão de Walker, a imposição física de Fernandinho, o controle de David Silva, a genialidade de Kevin De Bruyne, a capacidade do improviso de Sané, a velocidade de Sterling e o poder de conclusão de Kun Aguero.

O City tinha como esquema base um 4–3–3, que em sua organização ofensiva variava para um 3–2–4–1, para defender utilizava um 4–1–4–1 e para iniciação jogadas um 3–4–3. Equipe com um vasto repertório de tático, o que possibilitava criar e concluir com precisão tanto pela faixa central quanto pelos corredores.

  • Esquema base:

 

  • Posicionamento para organização ofensiva:
  • Posicionamento para organização defensiva:
  • Posicionamento para iniciação de jogadas:

 

Podemos dizer que esse time não é tão brilhante e encantador como foi o do Barcelona, mas com certeza é o mais completo e letal. Time que sabe tratar bem a bola, se impor fisicamente quando preciso, que atrai o adversário para achar campo livre e avançar com rapidez além de se defender de uma forma muito sólida.

Abaixo vai alguma das mecânicas de jogo dessa equipe que significa o estágio mais evolutivo do modelo de jogo de Pep Guardiola:

  • Atrair o adversário para um lado do campo, em seguida tirar a bola da pressão acionando o corredor oposto para criar um 1×1.
  • Usar os pontas abertos colados na linha lateral para gerar amplitude e assim abrir espaços pela zona central facilitando as infiltrações de meias e atacantes.
  • Atrair o adversário para subir a marcação, em seguida tirar a bola da pressão e iniciar uma transição rápida pelo espaço gerado através da troca de passes ou de lançamentos longos:

 

  • Usar a ultrapassagem dos extremos junto aos passes em profundidade dos meias possibilitando o cruzamento para os homens que chegarão de trás atacando a área:

 

O texto trouxe o mesmo modelo de jogo em diferentes contextos, modelo de um dos melhores técnicos da atualidade, tudo isso com a intenção de mostrar que até os mais vencedores tendem a se moldar diante das diversidades para se manter no topo do futebol. Diante disso podemos concluir e justificar o quanto é importante o processo de modelação independente da forma que se propõe a jogar. Questionamentos são necessários, principalmente quando eles são para si mesmo, diante da diversidade de ideais a modelação se torna o grande encaixe para unir o máximo de variáveis possíveis dentro de uma organização para assim obter resultados esperados dentro das 4 linhas.

5 comentários sobre “Guardiola e suas modelações

  1. Parabéns pelo texto, mas gostaria de assinalar que a escrita está recheada de erros de português e isso pode tirar um pouco o prazer da leitura.

    Exemplos:

    “pois” no sentido de “colocou em prática”;
    “se entitula” ao invés de “se intitula”;
    falta de crases e falta de uso de vírgulas.

    No mais, parabéns pelo trabalho e ótimo texto.

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