Objetivos e eficientes, vitória enorme no Elland Road – ANÁLISE LEEDS UNITED 0 x 1 SHEFFIELD UNITED

Por Ítalo Amorim

Pré-jogo:

O confronto entre Leeds e Sheffield marcou um jogo entre duas equipes que precisavam vencer para se estabilizar na zona de acesso automático para a Premier League (os dois primeiros colocados da Championship).WhatsApp Image 2019-03-17 at 14.23.21

Captura de tela retirada do site: SofaScore.

O primeiro duelo da rodada 38 (de 46 do torneio) acabou com o Sheffield de Chris Wilder como vencedor, assumindo o segundo lugar e colando no Norwich City, líder da competição.

Escalação do Leeds United:

WhatsApp Image 2019-03-17 at 14.24.54Foto: Leeds United/Twitter.

O Leeds foi a campo numa 4-1-4-1, repetindo a equipe que vinha de uma sequência positiva: 3 jogos, 3 vitórias, 8 gols feitos e nenhum sofrido.

O lado esquerdo sendo o lado “velocista” e o lado direito sendo o mais técnico, com Pablo Hernández.

No meio, K. Philips seria o responsável por aprimorar a saída de bola, chegando “redonda” nos homens centrais (Roberts e Klich).

Mais avançado, Bamford serviria como pivô (servindo infiltrações de ambos os lados) e o finalizador de média distância.

Escalação do Sheffield United:

WhatsApp Image 2019-03-17 at 14.25.38

Foto: Sheffield United/Twitter (escalação na 3-5-2: D. Henderson; Cranie, Egan e O’Connell; Baldock, Basham, Norwood, Fleck e Stevens; B. Sharp e McGoldrick).

O Sheffield também repetiu (estruturalmente) a equipe que vem sequencialmente bem. Antes do confronto de hoje já eram 9 jogos de invencibilidade, com 6 vitórias e 3 empates.
Baldock (na direita) e Stevens (na esquerda) eram os responsáveis por
manter as laterais do Leeds congestionadas, tirando dos mandantes sua principal arma no campeonato.

Mais centralizado, Norwood era o responsável por dificultar a infiltração dos meias do Leeds, além de confrontar Pablo Hernández quando o jogo caísse para o seu lado.

Na frente, a dupla McGoldrick (móvel) e B. Sharp (pivô) eram os responsáveis para desconstruir a linha de defesa inimiga.

No jogo:

Primeiro tempo:

WhatsApp Image 2019-03-17 at 14.25.47

Captura de tela retirada do site: SofaScore.

As ações do primeiro tempo foram equilibradas, por mais que a posse de bola tenha ficado sobre o domínio dos comandados de Bielsa.

Do lado do Leeds, o jogo foi predominante pelo chão, explorando a bola longa pelo lado esquerdo e a posse de bola no lado direito.

Com 266 passes trocados (82% de precisão), o Leeds rodou rotacionou a bola e buscou finalizações de dentro da área (tendo êxito nesse modelo, finalizou 6 vezes dentro da área, porém nenhuma na meta).

Do lado do Sheffield, o jogo foi mais de ligações diretas. O’Connell (defensor pela esquerda) e Cranie (defensor pela direita) foram os responsáveis pelos lançamentos, a maioria visando o pivô de Billy Sharp (para McGoldrick, Baldock ou Basham).

Quando a ligação direta não funcionava, a equipe buscava aproximar a bola da área adversária e finaliza de longa distância (evitando assim enfrentar a saída de jogo do K. Casilla, característica em que o goleiro tem 80% de êxito em defesas).

No fim, nenhuma das equipes conseguiu êxito no seu modelo.

Baldock e Cranie seguraram o lado esquerdo do Leeds e K. Philips ganhou as segundas bolas debatidas por B. Sharp. O time de Marcelo Bielsa, mesmo sem marcar, saiu do primeiro tempo mais próximo da vitória.

Segundo tempo:

WhatsApp Image 2019-03-17 at 14.25.52

Captura de tela retirada do site: SofaScore.

Na segunda etapa, Bielsa percebeu que seu ala-esquerdo (J. Harrison) foi anulado e mudou o jogo por ali: colocou B. Douglas (lateral-esquerdo) e liberou E. Alioski para explorar todo o corredor (evitando subidas de G. Baldock, ala-direito do Sheffield).

Mesmo com a mudança do Leeds, o estilo de jogo foi o mesmo: os mandantes tentando construir com posse de bola e os visitantes buscando lançamentos.

E em um desses lançamentos Billy Sharp encontrou a infiltração de C. Basham, uma das únicas com êxito do meia-central no jogo, que finalizou e venceu K. Casilla para abrir o placar.

O Leeds que já tinha a posse de bola, aumentou ainda mais o volume e passou a arriscar de longe, mas de novo fora da meta.

Depois do baque do gol, Stuart Dallas (meia-direita) e Jack Clarke (atacante de mobilidade) entraram no jogo para encurralar o trio de defesa do Sheffield.

Na teoria a ideia era ótima, forçar o jogo pelo lado e explorar o jogo aéreo de Bamford e Jack Clarke, entretanto os atacantes não conseguiram espaço no meio da defesa adversária.

Dos 22 duelos aéreos do segundo tempo, 14 (63.6%) foram vencidos pelo Sheffield United (6 desses por O’Connell, defensor da equipe).

Fim de jogo:

No fim, 1×0 para o Sheffield United e a vice-liderança garantida.

Agora os comandados de Chris Wilder estão a 4 pontos do Norwich City (líder do campeonato que também venceu na rodada) e 1 acima do Leeds United.

Na próxima rodada os Baldes voltam ao seus domínios e enfrentam o Bristol City (9°), enquanto o Leeds United, também em casa, espera o Milwall (20°).

@italoamorim08

Anúncios

Deixe uma resposta