A hierarquia vence – ANÁLISE TÁTICA: PSG 1×3 Manchester United

Por Alif Oliveira e Lucas Mateus

No jogo da volta das oitavas de final da Champions League, tivemos novamente o grande confronto entre Paris Saint Germain sem Neymar e tendo o 2 x 0 construído em Old Trafford e o Manchester United com inúmeros desfalques de seus principais jogadores como Pogba e Martial no Parc des Princes, casa dos franceses.

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Os 11 iniciais das duas equipes


Manchester United

Os comandados de Ole Solskjaer tinham um ideal, e esse era: Crer no impossível. E assim foi, o United entrava em campo para mostrar todo o tamanho que os Red Devils possuem.

Com o gol marcado cedo, em uma falha de Kherer, o time se postou em um bloco bem baixo, reagindo, assim, a proposta do mandante. Enquanto o PSG avançava seu time na altura do campo, atuando com os 10 jogadores de linha no campo inglês, o United recuava e se fechava em um 4-4-2, bem compacto, que anulou as ações de Julian Draxler.

Fato era que a equipe estava sendo sufocada pelo adversário, sem saída em transição rápida, sucumbindo a pós-perda dos francêses, já que seus contragolpes não encontravam o dinamismo necessário, muitas vezes apelavam para as ligações diretas, onde Lukaku foi fundamental, recebendo e orientando o ataque. Partidaça do centroavante belga.

Bernat vinha causando diversos problemas para os visitantes quando, emulando algo já feito por José Mourinho contra o Liverpool de Klopp, Ole decide colocar Dalot em campo, fazendo a função de um segundo lateral, a equipe passa a se defender em um 5-4-1, com Young centralizando para as decidas de Dalot em combate ao lateral adversário. Essa mudança de esquema defensivo potencializou a importância de Lukaku na orientação do contragolpe, já que ele estava sozinho a frente, sem contrato com o apoio de Rashford, antes dado no 4-4-2.

Foi um jogo que a camisa do United venceu por si mesma, a equipe parou o ataque francês com esse sistema defensivo, aproveitou dos erros individuais dos adversários para marcar e dar a vaga para o United. Um confronto que no sorteio parecia fácil para a equipe de Thomas Tuchel prova que a camisa pesa, e muito.

PARIS SAINT GERMAIN

Nesta temporada, mais uma vez como nas outras, o PSG não consegue avançar em um jogo de Liga dos Campeões. Mesmo tomando o primeiro gol, em um erro individual de Kehrer que no primeiro jogo foi absoluto, os primeiros 30 minutos da equipe de Thomas Tuchel no Parc des Princes foi de bom pressentimento quanto a vaga. Rodando a bola, a equipe não encontrava dificuldades para avançar com a bola contra a postura defensiva dos Reds, conseguindo muita força e profundidade pelos lados com os alas, e atacando o espaço com Kylian Mbappé que gerava ocasiões e tomadas para igualar o placar. Ao contrário do que veio a acontecer nos 30 minutos, que os parisienses estava se impondo em superioridade para ser ofensivo. Depois disto, a equipe local não quis atacar mais em forma direta para furar a defesa do United, e sim defendendo-se tendo apenas a posse de bola. A parte mental dos jogadores estavam afetados pelo ar de grande decisão, o que influenciou muito na forma direta do resultado.

 

Fica a tristeza para os torcedores e para o plantel de jogadores que tanto acreditavam que seria possível o título da Champions League. Assim, é preciso acima de tudo para disputar noites europeias, de hierarquia e competitividade. Agora é hora de sentar e ver o que se pode melhorar para a próxima temporada do clube, começando já pelas carências da equipe e acima de tudo mantendo Thomas Tuchel

 

@LucaM008
 @Alif_OR14

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