Harmonia: Nota 10! ANÁLISE TÁTICA DE VASCO 2 x 0 BOAVISTA

Por Ricardo Leite

Apesar do título exagerado, podemos sim destacar o início de ano do Vasco. “O Carioca não é parâmetro”, você deve estar pensando, e está correto! Mas é muito mais viável uma equipe em evolução dar continuidade a esse crescimento durante a temporada, do que uma equipe que não mostra destaques nem no Estadual. O Vasco não tem empolgado, pelo menos não com um futebol vistoso, mas existem muitos aspectos que merecem atenção e elogios.

Rodízio no elenco, alcance de resultados, jovens com mais espaço, maior pré-temporada aos jogadores experientes. A equipe busca um padrão, mas parece ter alternativas para se adaptar de acordo com o adversário, o treinador traça estratégias bem definidas para as partidas, que em sua maioria são assimiladas pelos jogadores. Hoje, os atletas, titulares ou reservas, entram em campo sabendo que possuem funções para exercer.

Para esse sábado de Carnaval, Valentim optou por fazer um teste ousado. Recuou Lucas Mineiro para fazer a contenção da zaga, e escolheu Galhardo para ser o segundo volante da equipe. Com isso, Bruno César e Galhardo estiveram em campo juntos, algo que muitos torcedores julgavam impossível. No ataque, Ribamar, substituiu Maxi Lopez, que estava com sinusite.

A mudança foi perceptível desde o começo. Lucas e Galhardo participaram ativamente da construção da equipe vascaína desde a base das jogadas. Isso deu bom dinamismo e verticalidade ao meio-campo, fazendo o Vasco rapidamente chegar no ultimo terço do campo.

Bruno César também buscava se posicionar mais atrás para “ver o jogo de frente”, ou buscava as entrelinhas de marcação do Boavista. Se no primeiro e segundo terço “a coisa” funcionava, no terço final não era bem assim. O Boavista marcava muito bem os pontas vascaínos e com linhas baixas e compactas, não dava muito espaço para o ataque cruzmaltino “se criar”.

Aos poucos, Bruno César foi caindo mais pela direita e apostava nas associações com Rossi e Cáceres para criar e, apesar da ótima temporada de Marrony, foi pela direita que o Vasco centralizou a maioria das suas ações.

Defensivamente, a mudança também gerou consequências, com um meio menos combativo, o Boavista esbarrava nas suas limitações técnicas, tendo chegado a assustar o Vasco. Principalmente quando apostava nas ultrapassagens pelo lado esquerdo de defesa do Gigante da Colina. Danilo voltou a demonstrar dificuldades na marcação, e sem um volante mais marcador, os apoios defensivos aos laterais também diminuíram. Mas apesar de dar uma ideia mais ofensiva, o Vasco manteve o mesmo esquema de marcação, que variava entre o 4-4-2 e o 4-1-4-1, dependendo do posicionamento do B. César.

Como falamos anteriormente, o Vasco vem mostrando alternativas para buscar soluções dentro das partidas. Uma delas é a bola parada que já decidiu várias partidas a favor do cruzmaltino. E assim o Vasco levou perigo ao gol do Boavista, inclusive chegando ao gol. Marrony conferiu o rebote da batida de Bruno César e abriu o placar.

O gol deu confiança e fez o Boavista buscar “trocação franca” com o Vasco, o que gerou espaços para outro aspecto que mostra evolução em relação a 2018: o contra-ataque. E essa é mais uma arma para “matar” e decidir partidas. Foi assim que o Vasco criou as chances mais claras da segunda etapa, pois apesar de ter mais a bola que o adversário, era no momento da reação, que a equipe conseguia ser mais objetiva e incisiva, até porque tinha um meio campo de bom passe e um ataque de boa mobilidade. O segundo e derradeiro gol, saiu desta forma. Após sofrer um ataque perigoso, Marrony, Ribamar e Bruno César (com assistência) construíram a jogada em poucos, porém verticais, toques, para Rossi marcar seu primeiro gol pelo clube.

Apesar da discordância em relação à utilização do Bruno Silva, o volante entrou bem e manteve a dinâmica do setor e melhorou o posicionamento à frente da zaga. Lucas Santos e Tiago Reis também entraram e além de mostrarem que podem ajudar, as entradas deles demonstram que o treinador pensa em preparar o elenco para a temporada, e tem conseguido.

O saldo final é que, apesar da estratégia utilizada não ser a ideal para enfrentar bons adversários, é mais uma alternativa, treinada, que a equipe apresenta, para modificar cenários de uma partida. Valentim vem demonstrando que a harmonia do elenco é ótima, conhece e redescobre seu elenco a cada partida e busca sempre aumentar o leque de possibilidades de chegar ao mesmo resultado: A VITÓRIA!

@analisevasco

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