Uma história de garra e persistência – ANÁLISE TÁTICA DE ATLÉTICO MADRID 2 x 0 JUVENTUS

Por Pedro Galante e Vinícius Lodi

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Atlético de Madrid e Juventus se enfrentaram nessa quarta (21) na primeira partida das oitavas de final. Os espanhóis ficaram em segundo no grupo A, já os italianos lideraram o grupo H. Todos os ingredientes para um grande jogo estavam presentes, e de fato vimos uma grande partida.

O Atleti saiu na frente com o seu poderio em bolas paradas. Os zagueiros Giménez e Godín aproveitaram as oportunidades com instinto artilheiro e abriram a vantagem de dois gols de diferença. O treinador Diego Simeone regeu seu time diante do apoio da massa colchonera que festejou no Wanda Metropolitano.

A entrada do atacante Diego Costa logo de início foi uma surpresa devido o pouco tempo de jogo que teve antes da partida. O hispano-brasileiro deu intensidade às disputas físicas contra os defensores da La Vecchia Signora e fez companhia a Antoine Griezmann. O time veio a campo em um 4-4-2. Os atacantes ajudavam a pressionar a saída de bola e funcionaram juntos na transição com velocidade. Tentava-se aproveitar os erros cometidos pelo adversário.

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Nos momentos defensivos a dupla retornava para compactar o campo e diminuir os espaços a serem explorados pela Juve.

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O treinador Massimiliano Allegri optou por iniciar a partida com De Sciglio, ao invés do ofensivo João Cancelo, mostrando que a abordagem do time seria mais cautelosa. O time apostaria na mobilidade e talento da dupla Cristiano Ronaldo e Dybala.

Com a posse, De Sciglio atacava por dentro, liberando mais Bentacur, que revezava com Dybala na função de dar amplitude. A Juve não conseguia criar porque Ronaldo e Dybala não tinham espaço nem tempo por dentro e o bósnio Pjanic, volante que organiza o time, estava sempre pressionado.

Defensivamente, o formato era um 4-3-3, com Mandzukic sendo o único atacante ajudando efetivamente nessa fase defensiva. O Atleti atacava com os dois laterais bem avançados e abertos, o trio de meio da ViecchaSignora por vezes sofria nas inversões de bola.

Durante a organização ofensiva, quando o francês saia da área para ajudar na construção de jogadas, um jogador do meio campo avançava e completava a linha de ataque. O camisa 7 era a pela mais criativa da equipe. Koke e Saúl, que começaram o jogo, se aproximaram mais da área.

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Koke se movimentou bastante. Em momentos dava amplitude pela faixa esquerda do campo, em outros buscava se concentrar junto dos colegas do meio-campo onde a bola estivesse mais próxima. Era capaz de criar e dar passes decisivos.

Thomas Partey era o jogador da linha de meio que permanecia mais recuado, ajudava na ligação dos defensores aos mais avançados. Ficava também atento para a sobra de bolas rebatidas. Recebeu cartão amarelo que o impede de estar em campo na volta do duelo contra o rival italiano. Diego Costa em uma reclamação também foi punido pelo árbitro e está fora da próxima partida.

Pelas laterais, Filipe Luis e Juanfran não davam amplitude, porém, principalmente o espanhol, se aproximava mais da área adversária. O brasileiro era mais contido. Em momentos de organização defensiva ambos se posicionaram próximos dos zagueiros.

Os comandados de Simeone fizeram um bom primeiro tempo, se defendendo e controlando o jogo. Tendo em Diego Costa seu principal argumento ofensivo, o atacante se impôs pelo lado esquerdo do ataque, por vezes enfrentando De Sciglio e Bonucci em inferioridade numérica, mas ainda assim indo bem.

No segundo tempo, o Atlético entrou para buscar o resultado. Simeone fez suas três alterações antes mesmo dos vinte minutos. Entraram Morata, Lemar e Correa, nas vagas de Diego Costa, Thomas e Koke, respectivamente. As mudanças deram mais circulação de bola para os donos da casa, que passaram a dominar a posse de bola.

E a Juventus foi extremamente passiva, aceitando a imposição rival, se encolhendo no seu campo. Os adversários já não eram mais apenas onze jogadores, eram onze guerreiros e todos os outros torcedores ensandecidos no Wanda Metropolitano.

As alterações deram mais mobilidade ao time de Simeone, que conquistava campo e se aproximava do gol. Griezmann e Correa trocavam de posições (o francês recuou para a linha do meio, enquanto que o argentino se aproximava de Morata) e Saúl foi centralizado.

O Atleti teve um gol anulado após o juiz identificar que ao cabecear, para conquistar espaço, Morata empurrou o defensor da Juventus.

Allegri trocou Pjanic, dono de uma partida modesta, pelo alemão Can, tentando melhorar a saída e circulação de bola.

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O gol dos donos da casa saiu cinco minutos depois. A bola aérea sempre foi um ponto forte da equipe de Simeone. O time tinha presença na área. No escanteio cobrado por Lemar, Giménez conseguiu aproveitar o bate-rebate e finalizou para o fundo do gol.

Mais cinco minutos e Godin marcou o segundo. Griezmann cobrou falta na primeira trave para o desvio. A bola passou pelo zagueiro, mas rebateu na defesa juventina e sobrou a feição para o uruguaio marcar o segundo tento.

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Bernardeschi e Cancelo entraram nas vagas de Dybala e Matuidi, mas a Juve não conseguiu se recuperar e o jogo acabou em 2 a 0 para os donos da casa.

O time de Simeone ganhou sendo persistente. Uma equipe de muita garra. A identidade é mantida com a emoção do sangue que ferve. Uma mistura latina e colchonera. A arquibancada sente e é fundamental para inspirar. A vantagem é excelente, mas a segunda parte da história continua em Turim, no dia 12 de março.

Agora a expectativa é de outra ótima partida na Itália. O Atlético de Simeone deve tentar controlar o jogo e aproveitar o resultado da primeira partida, já a Juventus de Allegri vai partir para cima e buscar reverter.

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@Pedro17Galante e @ViniciusLodi_

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