O Brasil no hexagonal

Por João Vitor

48268926_1679972338770044_1356742149755895808_n

Depois do péssimo futebol apresentado na primeira fase, esperava-se uma melhora da seleção brasileira. Porém, isto não ocorreu. No hexagonal-final, foram 5 jogos: 2 derrotas, 2 empates e apenas 1 vitória. A equipe terminou em 5°, e com isto, está fora do Pan e do Mundial, pela 2° vez consecutiva.

Taticamente, o Brasil não mudou muito. Amadeu escalava a equipe no 4-3-3, no 4-2-3-1 ou no 4-4-2/4-2-4, esquemas já utilizados anteriormente. Este último, por vezes, tinha 2 meias mais adiantados, ou seja, a equipe atuava sem uma referência.

48268926_1679972338770044_1356742149755895808_nIgor Gomes e Ramires, mais adiantados (no 4-4-2/4-2-4), no jogo contra o Uruguai, na 4° rodada.


Desempenho

A equipe teve as mesmas dificuldades da fase de grupos. O time não conseguia progredir e ganhar metros no campo, pela falta de aproximação entre os setores, pela falta de profundidade e até mesmo agressividade (no bom sentido). A comissão técnica tentou corrigir estas deficiências levando o grupo à uma churrascaria, com o propósito de entrosar a equipe, após o empate contra a Colômbia na estreia (0x0).

Definitivamente, não deu certo: na partida seguinte, vitória da Venezuela, por 2×0 (dois gols do ótimo Jan Hurtado, aliás). O time só prevaleceu no 2T, quando a equipe venezuelana caiu fisicamente — o que também explica a sua 6° colocação (nos jogos seguintes, isto ficou notório). Aliás, o Brasil também tinha problemas neste sentido. Não conseguia se impor, ganhar duelos, divididas.

As performances individuais também não foram boas. Marcos Antônio melhorou nos últimos jogos, mas caíra bastante de rendimento. Rodrygo e toda a linha defensiva também. Quem requere um destaque é o goleiro Phelipe que, talvez, tenha sido um dos principais responsáveis pela classificação do Brasil para a fase final. A equipe também não chegaria viva na última rodada, com chances de ir para o Mundial, se não fosse por ele. Luan Cândido (LE/ME, que marcou um belo gol contra o Uruguai) e Igor também merecem ser citados.

48268926_1679972338770044_1356742149755895808_nPhelipe, goleiro que acabara de ser integrado aos profissionais do Grêmio, no retorno do Chile.

O aspecto emocional também pesou. Nas últimas partidas, ficou evidente. Uma equipe muito ansiosa, nervosa, que se precipitava muito, forçando passes e jogadas e cometendo faltas desnecessárias. O time também não tinha muita paciência para construir jogadas – tentava muitos lançamentos. Importante comentar que a equipe não tinha um psicólogo.

Depois da derrota para o Uruguai (2×3, na qual a equipe tomou o gol derradeiro nos acréscimos, após ir buscar o 2×0) e do empate contra o Equador (0x0), o time precisava de uma grande combinação de resultados pra ter chances de classificação para a Copa do Mundo do categoria – que começa em Maio, na Polônia.

E os resultados, de certa forma, favoreceram a equipe. Todavia, para classificar, era necessária uma vitória por 3 gols de diferença. Dificílimo pelo o que a equipe rendia até então. E o adversário era justamente a Argentina, que só dependia de si para conquistar o título da competição.

Contudo, o Brasil venceu. Por 1×0, com um gol de pênalti (mal-batido, inclusive, por Lincoln), o que consagrou o Equador, que precisava de um resultado adverso dos hermanos para ser campeão.

Enfim uma vitória, mas esta não fora suficiente. O sul-americano do Brasil foi vexatório. Carlos Amadeu, por mais interessantes que fossem suas ideias (associadas ao jogo de posição), por mais qualificados que fossem seus trabalhos anteriores e por mais desfalques que tivesse (Vinícius Jr, Paulinho e Matheus Cunha, por exemplo), não pode ficar isento de culpa.
Ele não conseguiu potencializar os bons nomes que tinha em mão – friso que não era uma seleção ruim, tecnicamente.

É preciso uma reformulação neste âmbito. É necessário evitar padronizações epotencializar a técnica e a criatividade de nossos jogadores, que são dotados disso, sim, para voltar a ser uma seleção coletivamente forte, que faça jus à camisa vestida e se imponha dentro das partidas. Torçamos para que campanhas como esta não se repitam nos próximos anos.

@jvsb28

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s