Em busca de padrão e conceitos – ANÁLISE TÁTICA VASCO 3 x 0 RESENDE

Por Ricardo Leite

WhatsApp Image 2019-02-14 at 16.08.04

Após adiamento devido ao incêndio que matou 10 adolescentes no Ninho do Urubu, e ficar ameaçado novamente devido às previsões de chuvas fortes no RJ, a FERJ decidiu manter a semi-final entre Vasco e Resende nesta quarta-feira no Maracanã.

O Vasco precisava apenas do empate para garantir vaga na final, mas buscava manter os 100% de aproveitamento que tinha na competição. Por outro lado, o Resende vinha com a leveza de um azarão, confiante por ter enfrentado dois grandes e saído invicto. O Gigante do Vale empatou com Flamengo e venceu o Botafogo na fase de grupos e ainda contava com artilheiro da competição Maxwell.

Valentim optou por deixar Bruno César no banco e começar a partida com Galhardo. Em termos de intensidade, a evolução (esperada) foi clara: Galhardo participou ativamente de todos os momentos do jogo, inclusive na marcação, ajudando a formar a segunda linha de 4 no 4-1-4-1 utilizado pelo Vasco na fase defensiva. Raul também voltou aos titulares para ser o homem à frente da zaga.

48268926_1679972338770044_1356742149755895808_n

Com essa forma de marcar, Valentim conseguiu que o Vasco fosse mais combativo no meio-campo, subindo por vezes o bloco de marcação. Marrony e Lucas Mineiro têm características interessantes para essa formação. Assim, o Vasco passou a pressionar mais do que o habitual o setor da bola, sempre combatendo o portador e tentando anular as opções de passes curtos.

48268926_1679972338770044_1356742149755895808_n

Com a bola, o Vasco conseguiu pela primeira vez na temporada, realmente adotar uma saída apoiada mais eficiente. Participação ativa de Fernando Miguel, zagueiros abertos, aproximação dos volantes (principalmente Lucas Mineiro) e progressão com os laterais. Ainda não é o ideal, mas parece estar ficando mais natural e paciente.

WhatsApp Image 2019-02-14 at 16.08.04

Quando busca a transição do meio pro ataque, o Vasco procura imediatamente os pontas. Marrony e Pikachu são as opções preferidas dos volantes e laterais, seja para tabelar ou buscar um lançamento para infiltração dos mesmos. Na fase inicial das jogadas, os laterais são os responsáveis por ficar bem abertos, para facilitar a saída, e os pontas fecham um pouco, buscando ocupar o meio se aproximando de Galhardo. Após chegar no segundo terço, isso se inverte: os pontas abrem, Galhardo cai pelo lado da bola, os laterais aproximam e o extremo do lado oposto busca a infiltração na área. Com isso, o Vasco ataca com mais jogadores e tem mais gente pisando na área.

WhatsApp Image 2019-02-14 at 16.08.04

WhatsApp Image 2019-02-14 at 16.08.05

Lucas Mineiro, apesar de não ser um grande marcador, vem mostrando evolução e qualidades (já esperadas) como transição limpa, bons lançamentos e facilidade para auxiliar na subida do bloco de marcação. É importante ressaltar que pela terceira vez, Valentim deixa ele como único volante da equipe durante o jogo. E se o desarme no mano a mano não é sua maior qualidade, ele tem buscado compensar com responsabilidade e bom posicionamento quando faz a função.

Longe de ter feito uma partida de almanaque, mas o Vasco fez uma partida segura, sem precisar de muito desgaste, e demonstrou alguns pontos em evolução. Ainda é preciso melhorar a proteção na entrada da área e evitar as oscilações que permitem o adversário ter a bola por muito tempo e pensar soluções.

Outro aspecto a se destacar é a variedade na origem dos gols: jogada pela lateral (cruzamento), bola parada e pressão na saída do adversário. A equipe vem mostrando alternativas que fortalecem sua competitividade, além, é claro, de um sistema defensivo mais sólido e confiante. Liderado por Fernando Miguel, que faz um ano excelente em todos os aspectos.

No domingo, Vasco terá a final da Taça Guanabara e o mais importante será a busca por evoluir seu jogo, que dá sinais positivos interessantes, apesar do parâmetro ser baixo.

@analisevasco

2 comentários sobre “Em busca de padrão e conceitos – ANÁLISE TÁTICA VASCO 3 x 0 RESENDE

  1. Gosto muito desse tipo de estratégia adotada por Valentim, sei que ainda é um pouco cedo para exigir uma melhor execução do plano tático, mas acho que o Fluminense seja um bom adversário para esta final, porque os estilo de jogo deles me agrada, mas é frágil para um um esquema como o nosso, temos alguns problemas, porque erramos muitas vezes em nossa transição, ainda mais que o Fluminense gosta de jogar a maioria do tempo com pressão alta. Para este jogo temos talvez dois problemas, a possível ausência de Thiago Galhardo e o Max Lopes estar fora de forma e ritmo, mas não acredito que isso seja um problema, o maior problema é que não temos um substituto para o Thiago Galhardo, Bruno Cesar está sem ritmo algum e fora de forma, e não temos jogadores com essa característica, Dudu é uma incógnita e é possível que sinta a pressão por falta de experiência, e qualquer outro jogador alí estará fora de posição. Valentim terá que quebrar a cabeça ou mudar a tática, que eu acredito ser muito difícil.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s