Uma temporada adversa para os Giallorossi

Por Luiz Martins

A Roma realizou grandes investimentos para a temporada 18/19, contratando N´Zonzi e Javier Pastore. Também realizou contratações de jogadores jovens, como Justin Kluivert, Brian Cristante e Patrick Schick, que são opções promissoras e podem em um futuro gerar caixa para o clube. Além disso, se desfez de alguns jogadores de muita experiência, mas já com idade avançada: Kevin Strootman, RadjaNaingollan.
Outra saída importantíssima foi a venda do goleiro Alisson, que era uma peça fundamental no sistema defensivo romanista.

O time de Eusébio DiFrancesco se posta em uma formação 4-2-3-1, muitas vezes alternando para um 4-3-3, que tem como características principais a solidez defensiva do meio-campo e buscando agressividade com o potencial criativo dos seus atacantes.
DiFrancesco manteve a primeira linha defensiva idêntica ao da temporada anterior, com Florenzi, Manolas, Fazio e Kolarov. Os laterais são peças importantes dentro do sistema de jogo, onde atuam tanto próximos a linha de zagueiros, quanto realizando subidas ao ataque, aproveitando muito bem o espaço gerado à frente, sempre buscando cruzamentos. O contraponto é que como eles não são jogadores de grande velocidade, sedem espaços as costas, tendo também a lentidão dos zagueiros na cobertura, principalmente quando jogam contra equipes que possuem atacantes de maior mobilidade. Estes aspectos são muito bem explorados pelos adversários, sendo um ponto fraco do sistema, sendo constantemente atacados pelos corredores laterais.

caxirola-bahia-brown-1-originalRoma realiza um jogo com a última linha alta, em muitas situações, proporcionando espaços as costas dos defensores, que não são velozes na recomposição, sofrendo ataques adversários (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Um jogador fundamental dentro do sistema, apesar da idade avançada é Daniele de Rossi, em função de sua ótima técnica para controlar a bola e iniciar jogadas, organizando a equipe desde a base da jogada, realizado muitos passes longos, levando o time à frente, além de todo o papel de liderança que exerce dentro do clube há mais de 17 temporadas, vestindo a camiseta romanista.
Jogando mais posicionado, ele tem grande efetividade em desarmes e interceptações, à frente dos zagueiros. Quando atua junto a N´Zonzi, é comum ver de Rossi compondo a linha dos zagueiros, auxiliando ainda mais a proteção a gol de Olsen.

caxirola-bahia-brown-1-originalDaniele de Rossi, joga sempre posicionado à frente dos zagueiros, organizando a construção e em muitas situações busca realizar passes longos até os atacantes. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Já mais à frente, o meia que atua mais centralizado (o posicionamento do camisa 10, geralmente), deve ter a capacidade de receber a bola, ditando o ritmo do time em zonas mais próximas a área adversária, através de sua criatividade ofensiva, acionando os pontas ou encontrando o jogador que estiver atuando como centroavante.
Os pontas realizam dentro do modelo, devem possuir muita movimentação, além de realizarem constantes trocas de posicionamento entre si, assim tentando confundir a marcação.  Dependendo do jogador que atua no setor, eles poderão gerar funções diferentes. Ünder, por exemplo, é um ponta mais puro, que busca atuar mais pelo corredor, buscando cruzamentos para dentro da área. Já El-Sharaawy, se posiciona mais próximo ao meia centralizado, buscando se associar e tabelar, através de triangulações, com o lateral ou o centroavante, na tentativa de gerar infiltrações.

O destaque da equipe fica claramente por conta do centroavante Bósnio EdenDzeko. Dzeko, claramente não é aquele centroavante grandalhão à moda antiga. Ele tem muita mobilidade, sempre retornando próximo aos meias, para gerar um jogo associativo por dentro, gerando jogadas interessantes, alterando sempre com jogadas associativas, jogadas de pivô e ótimo posicionamento dentro da área, pra receber cruzamentos e bolas no ponto futuro, aproveitando os espaços gerados, buscando profundidade, sendo altamente perigoso e agressivo no setor. Claramente ele é o jogador que possui um jogo totalmente construído em seu entorno.
O contra-ataque é uma das grandes armas ofensivas da equipe, muito em função de bolas enviadas até Dzeko, como explicado no parágrafo anterior.

caxirola-bahia-brown-1-originalO contra-ataque é uma forte arma do time italiano. Dzeko sai bastante da referência, conseguindo passes-chave para os companheiros em infiltrações. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Mesmo com boas ideias e um jogo pensando para ser vistoso e eficiente, a Roma tem sofrido bastante em seus jogos ao longo da temporada e não chega as oitavas da UCL, tendo seu melhor desempenho, mas é uma equipe que pode ser perigosa dentro de sua proposta, tendo ainda jogadores interessantes e experientes no grupo, que em jogos de mata-mata tendem a decidir jogos através da força mental.

@ojunomartins

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