Não poderia ser pior – ANÁLISE TÁTICA PONTE PRETA 1 x 0 SÃO PAULO

Por Pedro Galante

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Depois de perder o primeiro jogo contra o Talleres, o São Paulo foi a Campinas enfrentar a Ponte Preta. O próprio técnico André Jardine confirmou que essa seria uma partida para testar alternativas pensando na segunda partida contra os argentinos, dessa vez no Morumbi.

A escalação contou com diversas novidades, Antony como titular e Hernanes como segundo volante foram as principais. O time que foi a campo foi o seguinte: Volpi, Araruna, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Willian Farias e Hernanes; Antony, Nenê e Everton; Gonzalo Carneiro.

Quando a equipe tinha a bola, sofria algumas alterações no seu formato. Araruna aparecia por dentro como meia, Reinaldo ficava preso aos zagueiros e Hernanes ficava mais à frente de Willian Farias. Um 3-5-2 com Antony e Everton de alas e Nenê e Carneiro mais à frente.

caxirola-bahia-brown-1-originalSaída de bola com Reinaldo preso e Araruna por dentro. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Essa estrutura lembra muito a equipe de Jardine na Copinha de 2018, quando Liziero fazia esse movimento de virar meia a partir da lateral.

Mas se a estrutura estava similar, o mesmo não aconteceu com a dinâmica. O São Paulo era burocrático, lento, previsível em todas as suas ações desde a saída de bola. Nenhum zagueiro se aventurava a romper a linha adversária com passes incisivos e nenhum dos volantes fazia movimentações para criar linhas de passe.

caxirola-bahia-brown-1-originalBruno Alves com a bola e nenhuma opção de passe a frente. (Foto: Instat/ Pedro Galante)
caxirola-bahia-brown-1-originalNúmeros do jogo. Apesar da posse, time não deu um chute no gol sequer. (Foto: SofaScore)

Quando se pretende jogar com a posse da bola é de suma importância ser dinâmico e objetivo com a bola, do contrário se torna uma posse de bola pouco efetiva, que de nada serve. Para que isso não aconteça é essencial a construções de vantagens desde os primeiros metros do campo – aqui a importância da saída de bola – de modo que a equipe consiga progredir, e acumular mais e mais vantagens a medida que progride; até que o gol seja marcado.

Faltou tudo isso ao São Paulo. Do outro lado uma Ponte Preta muito conformada com o empate se defendendo em 4-1-4-1, sem muito esforço. Um jogo extremamente tedioso.

caxirola-bahia-brown-1-originalPonte Preta defendendo em 4-1-4-1. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Aos 13, Hernanes deu lugar a Igor Vinicius. Araruna foi deslocado para o meio e o lateral direito que enfrentava seu ex-time entrou na sua posição. Jardine ainda tentou animar a equipe colocando Diego Souza e Biro-Biro, nos lugares de Carneiro e Everton, respectivamente. As alterações não surtiram efeito algum.

A Ponte chegou ao gol aos 33, depois de cobrança de escanteio. A bola atravessou a área e Hugo só teve o trabalho empurrar para as redes.

Não só pelo resultado, mas principalmente pelo desempenho, essa foi uma partida extremamente desanimadora. Antes de uma decisão seria importante vencer, ou ao menos atuar bem para ganhar confiança. O time não conseguiu nenhum dos feitos e vai ao Morumbi em busca de um milagre.

André Jardine segue sendo muito questionado e sua saída parece questão de tempo.

@pedro17galante

(Foto destaque: Globoesporte)

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