Bom resultado, ainda no início de temporada: ANÁLISE TÁTICA INTERNACIONAL 1×0 BRASIL DE PELOTAS

Por Luiz Martins

Com uma atuação razoável, o Inter conquistou um resultado importante neste início de temporada, tirando uma pressão, causada por parte da torcida, imprensa e comando diretivo, ao grupo de jogadores e principalmente ao técnico Odair Hellmann.
O time venceu o Brasil de Pelotas, pelo placar de um a zero, colocando o time na quinta colocação do campeonato gaúcho.

inter1D´alessandro jogava sem pressão alguma dos adversários, conseguindo organizar o Inter desde a base. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Desde o início da partida percebeu-se que a formatação tática do time do Inter foi alterada para o 4-2-3-1, muito em função da entrada de Neilton no time titular. Com esta alteração, os jogadores que estavam compondo a linha de 3 meias, tiveram muita liberdade de movimentação, para trocas de posicionamento e liberdade em suas principais ações ofensivas. Neilton e Nico López, recebiam bastante a bola na entrelinha, partindo na maioria das situações de um dos lados de campo, com velocidade e dribles.
D´alessandro, que jogava centralizado, mas retornava bastante a base da jogada para a construção, não recebendo pressão alguma dos jogadores adversários. Desta forma o argentino fez uma ótima partida, conseguindo muitos passes e lançamentos para companheiros, sempre os colocando em situações de perigo de gol para o Inter.

inter2Jogadores colorados das linhas de frente buscavam muitas movimentações, tentando vencer as linhas de defesa adversária. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

O brasil de Pelotas, nitidamente utilizava uma marcação próximo a sua área (em bloco baixo), formatado em duas linhas de 4 (formação 4-4-2), buscando apenas saídas em contra-ataque, através de Douglas Baggio, jogador de velocidade e técnica do time do sul do estado.

inter4Brasil de Pelotas realizava uma marcação alternando entre bloco médio (próximo ao círculo central) e bloco baixo (próximo a sua área). (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

Ao longo da partida o Inter não sofreu grandes sustos na parte defensiva, tendo uma boa consistência no setor defensivo, muito pela falta de produção ofensiva do adversário, além da questão física de seus defensores, que conseguiam vencer os principais duelos que se colocavam, desarmando adversários e já reconduzindo o time ao ataque. O lateral Iago praticamente jogou como um ala, pelo lado esquerdo, tendo sempre um companheiro no setor para tabelar e aparecer à frente. Ele e Neilton parecem ter se entendido muito bem, por diversas vezes demonstrarem trocas de posicionamento entre si (Iago atacava bastante por dentro). Rodrigo Dourado mais uma vez demonstra muita mobilidade, aparecendo a frente, se associando com os companheiros.

Aos poucos parece incorporar mais uma característica ao seu modo de jogo, já qualificado quando joga como um médio defensivo, protegendo a linha de zagueiros. Edenilson foi um destaque sendo muito ativo na saída de bola, mas foi pouco participativo no restante das construções ofensivas, jogando de forma mais resguardada, acredito que pela existência de D´alessandro, Neilton e Nico em campo, jogadores com maior poder ofensivo. No comando de ataque Trellez, que foi o titular, teve uma participação razoável fazendo movimentações sem a bola, onde dosava os momentos de retornar próximo aos meias, possibilitando infiltrações dos companheiros e se posicionar dentro da área, recebendo bolas como pivô, mas sentia dificuldades quando recebia a bola. Por estas questões, a entrada de Pedro Lucas se fez necessária, por ser um jogador que no tempo que esteve em campo, demonstrou qualidade com a bola no pé, e em uma jogada realizando o pivô, cavou a falta que proporcionou ao inter abrir o placar, com gol do zagueiro Rodrigo Moledo.

inter5Sarrafiore e Pedro Lucas se posicionavam centralizados recebendo muitos passes na entrelinha. Pedro Lucas sempre recebia em condições de realizar o pivô. (Fonte: Instat/Edição: Juno Martins)

O Brasil melhorou sua marcação no segundo tempo, dificultou os ataques colorados, além de fazer alguns jogadores da equipe mandante sentirem desgaste natural de início de temporada. O ritmo do jogo baixou consideravelmente.  Com o baixo ritmo, Sarrafiore e Zeca foram chamados à campo, dando maior folego aos colorados, melhorando a posse de bola desde a defesa, obrigando o time de Pelotas ao também alterar sua equipe, mas preservando características defensivas, com as entradas de Boquita e manutenção de saídas em contra-ataque com Fernandinho, mas não surtindo efeito algum para buscar um empate, permanecendo o placar da partida com o placar mínimo até os noventa minutos finais.

@ojunomartins

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s