EMPATE NA VILA CAPANEMA – Análise tática de Paraná Clube 1 x 1 Athletico

 

Por André Ribas

Em um jogo movimentado, Athletico e Paraná ficaram no empate em 1 a 1, na tarde de domingo, pela quinta rodada do Campeonato Paranaense, na Vila Capanema. Aqui, no MW Futebol, vamos analisar o rendimento dos dois times na partida.

Nos minutos iniciais, logo deu para ver qual seria o andamento do jogo. O Paraná, o mandante da partida, procurava ser bastante agressivo sem a bola, não dando espaços para o Athletico agir. O objetivo era não permitir que o CAP saísse com passes curtos e circulasse a bola. Para isso, o Tricolor tratou de não dar espaços na saída de bola rubro-negra. Assim que os laterais athleticanos recebiam a bola, o time da casa tratava de encurtar e buscar a recuperação da bola. Em outros momentos, deixava os laterais do CAP receberem dos zagueiros, mas logo encaixava seus jogadores nos meias que apareciam para dar opção de passe.

Com a bola, estruturado no 4-1-4-1, o Paraná buscava a mesma agressividade, principalmente pelos lados. O Tricolor acelerava o jogo com passes rápidos, com triangulações para superar a marcação adversária. O lado esquerdo era sua principal arma, pois enxergava fragilidades no rubro-negro, que contava com Reginaldo pela região.

E foi por ali que saiu seu gol. cruzamento perfeito para Jenison que, de cabeça, abriu o placar.

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Lado forte do Paraná. Fernando Neto infiltra bem. Mesmo no meio de dois, Jenison consegue concluir.

Após o gol, o Tricolor baixou um pouco suas linhas e diminui a agressividade, mas, mesmo assim, teve o jogo sob controle. Ficou com suas linhas compactas, fechando os espaços, e contou com a ajuda dos seus extremos para que o Athletico não criasse pelos lados. João Pedro e Matheus Anjos, que com liberdade são grandes articuladores, foram marcados e tiveram suas linhas de passe fechadas, afetando a criação rubro-negra na partida. Enquanto isso, o time paranista, que mudou de comportamento, seguia perigoso nos contra-ataques, com muita velocidade, mas pecando na última decisão.

CONTRA
Paraná no 3×2. Erra no momento de concluir o lance.

Na segunda etapa, o Paraná iniciou sendo agressivo, mas logo mudou a sua postura e jogou no contra-ataque. O técnico do Athletico mudou. Tirou Reginaldo e colocou Vitor Naum. Com isso, quando time não tivesse a bola, Éder (Bambu) era o lateral e Erick virava zagueiro. Em posse da bola, o Furacão fazia uma linha de três atrás (Éder, Bambu e Nícolas). Erick descia para preencher o meio de campo, enquanto os extremos Vitor e Anderson Plata (Bruno Rodrigues) traziam amplitude ao time.

O Furacão teve a bola e foi mais agressivo, mas sua criação era limitada. Tentava cruzamentos ou chutes distantes. Incomodava, mesmo sem criar algo sólido e trabalhado. Enquanto isso, no contra-ataque, o Paraná teve chances para matar o jogo e garantir a vitória, mas pecou na finalização ou na tomada de decisão.

O empate veio na insistência do rubro-negro. Com vários jogadores na área, o Furacão conseguiu pegar o rebote, após o chute de Matheus Anjo pelo lado esquerdo, e empatar.

No mais, Paraná mostrou uma postura coletiva interessante. Tem uma ideia, sabe como executar, mas precisa aperfeiçoar. Já o Athletico não foi bem coletivamente e individualmente. Jogadores cometendo erros técnicos e um conjunto que pecou na desorganização. 

 

Fotos: RPC TV.

@Andre_frehse

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2 comentários sobre “EMPATE NA VILA CAPANEMA – Análise tática de Paraná Clube 1 x 1 Athletico

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