Os “riscados” de Diego Alonso em Monterrey – ANÁLISE DO MONTERREY

Por Juliano Rangel

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Destaque e líder do campeonato mexicano nestas quatro primeiras rodadas, o Monterrey do técnico uruguaio Diego Alonso vem mostrando um modelo de jogo bem variado desde a fase de construção até as formas de finalizar. Vamos abrir a caixa da equipe da região nordeste do México.

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O uruguaio arma sua equipe num 4-2-3-1 e nos momentos defensivos se estrutura num 4-4-2, sempre contando com os retornos dos extremos Dorlan Pabón (na direita) e Jesús Gallardo (na esquerda). No meio, Avilés Hurtando se aproxima de Rogelio Funes Mori.

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TRANSIÇÕES OFENSIVAS

As saídas de bola se alternam entre a forma curta e a direta. No primeiro formato, os laterais Stefan Medina (direito) e Leonel Vangioni (esquerdo) costumam avançar até próximo à linha de meio-campo. A dupla de zaga (César Montes e Nicolás Sánchez) se desloca para os lados da área e um ou os dois volantes (Carlos Rodríguez e Celso Ortiz/Jonathan González) se aproximam para sair tocando.

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Já na segunda forma, o goleiro Barovero sempre busca uma saída direta, tendo como referência o atacante Funes Mori. Ainda no meio-campo, nesses dois momentos, Hurtado costuma retornar por dentro para ser uma opção de passe e também conta com o apoio de Carlos Rodríguez.

Os extremos Dorlan Pabón (direita) e Jesús Gallardo (esquerda) abrem pelos lados e também buscam as entradas para os chutes em diagonal. Nas transições ofensivas, os laterais Stefan Medina (direito) e Leonel Vangioni (esquerdo) costumam oferecer apoio, atacando mais por dentro e buscando triangulações com os extremos.

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Na frente, Funes Mori, um dos artilheiros do campeonato com quatro gols, oferece muita mobilidade na frente da área, tendo uma boa leitura na hora de atacar os espaços, trabalhando como a referência no chão ou pelo alto, além de ser uma opção para acelerar os ataques pelo meio ou pelos lados.

A equipe costuma fazer pressão na saída de bola adversária, principalmente nas saídas mais curtas, com a dupla Funes Mori e Avilés Hurtado contando com apoio de Pabón ou do volante Carlos Rodríguez. Nesses momentos, o time atua numa variação de marcação entre bloco alto e médio, sempre objetivando recuperar a bola.

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TRANSIÇÕES DEFENSIVAS

Com os avanços constantes dos laterais, principalmente com Stefan Medina na direita, a equipe costuma manter um volante e três defensores postados mais atrás para quebrar os contra-ataques adversários. Nessas fases, a equipe já levou alguns sustos por conta da velocidade dos ataques adversários, que conseguem vencer o duelo contra o volante e progridem em direção ao gol do Monterrey.

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A compactação das linhas de defensa e meio-campo também apresentam alguns buracos, com os adversários atuando entre elas. Os zagueiros costumam sair bastante para antecipar os oponentes nesses momentos.

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Ainda nas fases defensivas, dependendo do lado em que está a bola, o lateral daquele setor costuma sair para uma marcação encaixada e até dar o combate

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ATAQUES

Como tido anteriormente, a forma da equipe atacar varia de acordo com a construção da jogada. Podendo ser no formato com mais toques, desde a zona de defesa e acelerando com passes.

Ou saída com bola longa. Essa uma característica pode ser vista nos números da equipe, que fica menos tempo com a bola, troca menos passes, mas acelera com seus toques rápidos. Veja como exemplo os números da goleada diante do Pachuca:

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Nesse ponto vale destaca os cruzamentos, realizados pelos extremos, ao invés dos laterais, que buscam sempre a referência de Funes Mori dentro da área.

DEFESA

A bola aérea o principal problema dos gols levados pela equipe de Diego Alonso. Dos cinco gols levados até o momento no torneio, três surgiram pelo alto, com destaque para a fragilidade da defesa na segunda trave.

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Em alguns momentos a defesa fica desprotegida, principalmente nas transições defensivas, o que resulta nos espaços para finalização de média distância dos adversários.

DESTAQUE

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Mexicano de 22 anos, Carlos Rodriguez tem uma ótima visão de jogo. Consegue quebrar linhas com seus passes verticais, que já resultaram em quatro assistência para gols no campeonato mexicano. Forte na marcação, também ajuda nas duas áreas.

REFORÇOS

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Para o atual torneio Clausura, Diego Alonso conta com quatro reforços: o lateral e meio-campo Miguel Layún, o também meio-campo Maximiliano Meza e os atacantes Ángel Zaldívar e Adam Bareiro.

Até o momento, Meza é o que mais se destacou, tendo atuado mais tempo e já marcado o seu primeiro gol, na vitória diante do Querétaro. O jogador vem atuando como extremo pela direita, com muita movimentação, entrando pelo meio e aplicando a sua já característica velocidade nas transições ofensivas.

Ángel Zaldívar e Adam Bareiro também já receberam alguns minutos, com o primeiro já indo as redes e mostrando seu potencial da época de Chivas Guadalajara, podendo atuar como um segundo atacante e recompondo o lado direito também. Barreiro chegou para ser o substituto de Funes Mori durante a temporada.

Contratado na última semana, Layún pode acrescentar muito a equipe, atuando nas duas laterais ou até na posição de volante, setor esse em que o mesmo atuou com a camisa da seleção mexicana na última Copa do Mundo. As chegadas ao ataque também são uma caraterística do jogador de 30 anos.

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@Julianords

 

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