O que acontece com o São Paulo?

Por Pedro galante

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Depois de perder para Santos e Guarani a situação no São Paulo não é das melhores. A grande mídia faz cobranças ao técnico André Jardine e trata seu trabalho como fracassado. Até onde isso é verdade? Nesse texto, vamos voltar desde o início da temporada, analisar cuidadosamente todos os passos até o presente momento. Assim poderemos ter uma opinião mais clara sobre o momento atual e sobre o que esperar.

A reapresentação dos jogadores aconteceu no terceiro dia de janeiro. Dois dias depois o time embarcava rumo aos Estados Unidos, para disputar a Flórida Cup. Foram cinco dias de treino na Flórida até a primeira partida do torneio de pré-temporada, contra o Frankfurt-ALE, o time perdeu de 2 a 1. No dia 12, enfrentaria o Ajax, também saiu derrotado, dessa vez por 4 a 2.

A partir desse ponto já podemos levantar alguns questionamentos. Até onde a disputa da Flórida Cup foi benéfica para o São Paulo? Para além do desgaste do deslocamento, o time enfrentou equipes europeias, que estavam em meio de temporada, portanto com ritmo de jogo, e com qualidade superior. As derrotas não foram surpreendentes e só abalaram a confiança da torcida no trabalho de Jardine.

Não seria mais válido usar esse tempo para formar o time em jogos-treino, sem pressão da mídia e torcida e contra adversários mais coerentes?

Inicia-se o Paulistão e nas duas rodadas inicias, duas boas vitórias. Time demonstrando um desempenho bem satisfatório, mesmo que contra equipes menores. Vem o primeiro clássico, uma ótima oportunidade de consolidar de vez o trabalho e afastar qualquer descrença. Mas clássicos são facas de dois gumes, vencer é o céu, perder o inferno. E depois de ser derrotado frente a um Santos superior, principalmente no quesito físico, Jardine voltou a ser questionado. No jogo da redenção, contra o Guarani, outra derrota e aqui estamos.

Até onde Jardine tem influência nessa situação? Primeiro é preciso lembrar que o time está sendo formado, e todo time em formação oscila. Jardine tem uma proposta de jogo ofensiva e usa conceitos que precisam de tempo para serem bem assimilados e aplicados. Portanto, as oscilações são justificáveis.

Jardine tem sim seus erros. Por vezes foi incoerente entre sua estratégia e sua escalação. Contra o Santos, o treinador optou por uma postura mais defensiva, mas não ofereceu possibilidades de criar contragolpe. Helinho estava mal, Nenê não tem a característica e Everton estava muito recuado. Outro erro é forçar a dupla Jucilei e Hudson, quando há no banco Liziero pedindo passagem e com muito mais qualidade técnica. O último erro é forçar tanto a escalação de Diego Souza e Pablo juntos. É uma dupla interessante, que permite muita presença de área, mas que acaba por dificultar a criação por dentro. Deveria ser uma alternativa para contextos específicos, onde se precisa da vitória a todo custo, mas tem sido usada de forma recorrente.

E agora Jucilei e Liziero estão machucados. Luan está a serviço da seleção sub-20. E Hernanes ainda busca recuperar sua plena forma física. Quem irá compor o meio campo, na partida da pré-Libertadores?

É muito simples direcionar todas as críticas a Jardine, quando obviamente o planejamento do clube não favorece o trabalho do treinador, o impedindo de recuperar os atletas fisicamente e colocando o em situações delicadas antes de um jogo de extrema importância para o decorrer da temporada.

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@pedro17galante

Foto destaque: UOL Esporte

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