Festa Alvinegra de Resende no Niltão – ANÁLISE TÁTICA DE BOTAFOGO 0 x 1 RESENDE

Por Guilherme Monteiro

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Fonte: Flickr Botafogo/Vítor Silva/SSPress / Arte: MW Futebol

Na noite da última quinta-feira (31) o Botafogo recebeu o Resende em casa. A equipe entrava em campo muito pressionada pelo fraco desempenho no campeonato até aqui e essa pressão foi aumentando gradativamente ao desenrolar da partida. Após o gol do Resende o clima era de consternação não só entre os torcedores, mas também entre os jogadores. O Botafogo matematicamente está fora da disputa da Taça Guanabara com apenas 1 ponto conquistado.

O Botafogo foi a campo num 4-2-3-1 formado por: Gatito, Marcinho, M. Benevenuto, Gabriel e Gilson, Jean e Alex Santana como interiores e Erik, L.Fernando e Alan Santos e na frente Kieza. O Botafogo mantinha sua postura com a bola num 4-2-3-1 e sem ela no já conhecido 4-1-4-1 com Jean na entrelinhas.

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Fonte: Guilherme Monteiro, Edição: Guilherme Monteiro

O Botafogo continua errando as mesmas coisas de sempre nas partidas, com lentas trocas de passes, pouca movimentação, etc. Na fase ofensiva no primeiro a equipe até chutou algumas bolas, todavia com baixo aproveitamento de acerto. As principais chances foram com Luiz Fernando. Alan Santos sendo testado na posição de João Paulo pouco produziu, retornou bastante a base da jogada para buscar o jogo, porém ele não tem características de um camisa 10 clássico e isso o atrapalhou no seu rendimento em campo; Para constar que ele não produziu nada, ele ainda conseguiu acertar 2 bons lançamentos para Luiz Fernando finalizar e errar a finalização. A posse de bola alvinegra era mentirosa e a maioria dessa posse ficava concentrada no 1° e no 2° terço do campo, trocavam-se muitos passes laterais e sem verticalidade e objetividade, a espera de uma falha do Resende na marcação. As transições defensivas e as falhas individuais dos zagueiros, principalmente M. Benevenuto, que parecia muito intranquilo na partida, errando alguns passes, coberturas e rebatidas de bola. Como Alan Santos não rendia na armação o jeito de criar alguma coisa nessa partida foi na base de vitórias individuais dos extremos: Luiz Fernando e Erik. Ambos recebiam as bolas e cortavam pra dentro para tentarem algum chute de longa distância ou se associarem com os laterais que davam amplitude. Kieza foi pouco participativo na partida, pouco se movimentava na equipe e é quem mais sofre com a improdutividade dos meias alvinegros. A pressão ao portador da bola foi o quesito em que o Botafogo melhorou, encaixotou bem o Resende principalmente na etapa final do 1° tempo e conseguiu criar a sua melhor chance nos 1° 45’ iniciais.

O Resende foi bem organizado e executou melhor as ideias propostas pelo seu técnico Edson Souza na partida. A equipe como já era esperado a equipe buscou se fechar bem lá trás e sair no contra-ataque; buscando imitar a postura dos clubes de menor investimento contra o Botafogo. A equipe se defendia num 4-4-2 clássico, fechando muito bem o meio e obrigando o Botafogo explorar o jogo pelos lados do campo. Já no campo ofensivo a equipe do interior do estado buscava explorar a velocidade nas costas de Marcinho e nessa partida eles tiveram uma grande contribuição dos Zagueiros do Botafogo errando muitos passes e entregando de bandeja a bola para os jogadores velozes do Resende que no 1° tempo criaram a melhor oportunidade da partida com Arthur.

O gol foi fruto de um belo lançamento do zagueiro Lucão que encontra Maxwell que depois de uma arrancada corta pro meio e chuta e estufa a rede alvinegra.

Scouts do 1° Tempo:

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Fonte: Footstats

No 2° tempo o Botafogo retorna com a entrada de Gustavo Ferrareis no lugar de Alan Santos, alterando assim o posicionamento de Luiz Fernando que jogou mais centralizado e com Ferrareis na ponta. Assim como Alan Santos, Luiz Fernando não tem como principais características o passe vertical e a visão de jogo apurada, logo o Botafogo continuava sendo inepto na criação. Só que ao invés de apostar em lances individuais de Erik e Luiz Fernando o Alvinegro abusava de tentativas de cruzamentos de Gilson e Marcinho. Zé colocou ainda Leandro Carvalho e Wenderson, nos lugares de Jean e Alex Santana; visando ter mais um atacante dentro da área e apostar nos cruzamentos como supracitados acima e melhorar a saída de bola com a entrada de Wenderson, porém faltava o homem que pensasse o jogo. A principal chance do Botafogo no 2° tempo foi numa cabeçada de Kieza como veremos abaixo:

Agora o Botafogo encara o Boavista no próximo domingo (3), em Bacaxá. Essa partida serve ao menos em caso de vitória para levantar o astral da equipe alvinegra, que vem sendo cobrada (com razão) logicamente pelos resultados nada satisfatórios e pelo fraco desempenho tático e técnico até aqui. Zé sofre com a falta de opções no elenco para poder fazer algo muito diferente do já apresentado, todavia se ele e sua equipe vencerem o Boavista já reanimam a equipe e diminuem um pouco da pressão sob os atletas e também poderá servir como teste para o difícil duelo contra o Defensa y Justicia- ARG na próxima quarta- feira.

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@Guizaomb19

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