O Palmeiras começou a engrenar – ANÁLISE TÁTICA SÃO CAETANO 0 x 2 PALMEIRAS

Por Breno Barbosa

O Palmeiras foi até o Anacleto Campanella e conquistou sua segunda vitória no Campeonato Paulista, vencendo o São Caetano por 2 X 0, gols de Borja e Luan. Seguindo o rodízio, Felipão levou a campo um time modificado, porém mantendo algumas ideias características. O alviverde atuou no 4-2-3-1, explorando às jogadas diretas, velocidade e profundidade no último terço, além de usar a saída sustentada ao construir os lances ofensivos no campo de defesa.

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Palmeiras no 4-2-3-1, com às linhas próximas. Os dois volantes mais próximos dos defensores para uma saída sustentada. Enquanto os atacantes dão profundidade no último terço. Imagem: SofaScore.

Durante os 90 minutos, o verdão foi superior no duelo, apesar dos 44% da posse de bola, o time de Scolari foi vertical e veloz, com transições rápidas e teve dez finalizações. Diferente dos primeiros jogos, o ataque não foi tão móvel e funcional, mas optou por profundidade e jogadas individuais, principalmente com Carlos Eduardo, a válvula de escape para os contragolpes.

dsCarlos Eduardo dando profundidade, 1vs1 e criando jogadas na linha de fundo, uma das carências em 2018. Como Cadu ficou bem aberto, Mayke sempre ocupava e atacava no corredor interno (half-space). Imagem: Breno Barbosa/MW Futebol

Como o adversário atuou de forma reativa e com às linhas compactas, o Palestra precisou construir suas jogadas, porém manteve suas características e utilizou uma saída sustentada (superioridade de jogadores na zona da bola, bem próximos e formando linhas de passes. A ideia é sair em blocos, caso perca a bola, terá um número elevado de atletas para realizarem a recomposição e não sofrerem o contra-ataque).

dsLucas Lima recua para participar da saída de bola. É um simetria (cinco jogadores no campo defensivo e cinco no campo ofensivo). Imagem: AnálisesVerdão.

Felipão utilizou uma marcação intensa e bem definido. O Palmeiras alternou os momentos em pressionar o portador da bola no campo ofensivo e atuar com os blocos médio. Dessa forma o adversário não conseguiu criar grandes chances.

dsVerdão alternando entre a marcação pressão e esperando o adversário em seu campo defensivo. Imagem: Breno Barbosa/MW Futebol
dsO Palmeiras também usou encaixes individuais e perseguições longas. Imagem:
AnálisesVerdão

Por ser um time reativo e que tem o sistema defensivo como principal elemento dentro do mecanismo da equipe, todos são fundamentais para efetuarem a marcação, só dessa forma o Palmeiras consegue sair em velocidade e criar oportunidades. Os dois extremos fazem a recomposição até na linha de fundo, auxiliando os laterais e criando superioridades na zona da bola.

dsDudu e Carlos Eduardo muito ativos na recomposição e sendo fundamentais no momento defensivo. Imagem: Breno Barbosa/MW Futebol.

Os gols:

O primeiro gol saiu do jogo direto, uma das características desse verdão, após lançamento de Moisés, Borja venceu o duelo contra o zagueiro e abriu o placar.

O segundo nasceu de passes rápidos e da movimentação entre Dudu e Diogo Barbosa. O flanco estava bem aberto, gerando amplitude, enquanto o lateral estava no half-space (corredor interno), o camisa 6 tabelou com o atacante e recebeu em profundidade, ele cruzou rasteiro e deu a assistência para o zagueiro Luan decretar o triunfo palmeirense.

O Palmeiras manteve suas principais ideias de 2018, porém começa a desenvolver outros mecanismos e aperfeiçoar os rotineiros, visando uma defesa sólida, um meio-campo vertical e um sistema ofensivo rápido, com transições rápidas e visando o gol adversário o tempo todo. Felipão tem muita qualidade em suas mãos e vai rodando seu elenco, demonstrando que o Palmeiras é forte candidato a ser novamente protagonista na temporada.

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@12brenobarbosa

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