Testando possibilidades – NOVORIZONTINO 0 x 3 SÃO PAULO

Por Pedro Galante

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Depois de golear o Mirassol em casa, o São Paulo enfrentou o Grêmio Novorizontino em Novo Horizonte, pela segunda rodada do Paulistão.

Hernanes não jogou mais uma vez, já que a comissão técnica decidiu tirá-lo desses primeiros jogos para estender seu período de preparação para a jornada da temporada. Visto isso, Jardine levou a campo um time um pouco diferente, optou por testar uma alternativa bem interessante.

O 4-3-3 foi trocado por um 4-4-2. Diego Souza e Pablo seriam os dois atacantes, Nenê e Everton pelos lados, Liziero e Hudson no meio. Essa é uma opção significativapois dá muita presença de área ao time. Diego e Pablo são centroavantes diferentes, Pablo é mais móvel, mas os dois agregam ao time. A defesa adversária precisa estar empenhada para diminuir as ações dessa dupla. Esse sistema também permite maior liberdade para os pontas. Como não há um meia posicionado ao centro, os pontas flutuam para ocupar esse espaço. Foi assim que nasceu o primeiro gol, logo aos sete minutos.

As ações do jogo estavam bem divididas. O Novorizontino não se limitou a apenas ficar defendendo e tentou surpreender, principalmente nas costas de Nenê. No entanto o São Paulo se defendeu bem, dos sete chutes no primeiro tempo, apenas um chegou ao gol. Na fase defensiva, o tricolor paulista variava entre o 4-4-2 e o 4-3-3, quando Nenê avança e Everton fechava o meio campo.

dsSão Paulo se defendendo em bloco baixo. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Pudemos ver uma saída de bola bem estruturada – lembrando que esse foi um ponto negativo no fraco primeiro tempo da última partida. O time se organizava sempre em 3-1. Com Hudson e Liziero se revezando nafunção de se juntar aos zagueiros. Hudson o fazia por dentro, Liziero pela esquerda.

dsSaída de bola em 3-1. (Foto: Instat/ Pedro Galante)

Quando tinha a posse, havia muita mobilidade no ataque. Os pontas caindo para dentro, Liziero encostando e Pablo-Diego alternando os movimentos. Aos trinta minutos o segundo gol saiu graças a terceira combinação mencionada. No lance, Diego conta com a falha de comunicação entre dois jogadores adversários, mas só foi possível aproveitar essa falha, pois o mecanismo funcionou. Veja o vídeo:

Depois de estar vencendo por dois a zero, o São Paulo diminuiu o ritmo e optou por controlar a partida. Já no segundo tempo, Liziero e Nenê saíram para a entrada de Jucilei e Helinho. Aos 31, Diego Souza deu lugar a Araruna e a equipe deixou o 4-4-2 para voltar ao 4-3-3.

Entre essas substituições, Pablo aumentou o placar após chutar de fora da área e o goleiro Vagner falhar.

Foi uma boa vitória. O time construiu o resultado e controlou o resto do jogo. Valeu pelo teste de Diego Souza e Pablo juntos, uma variação que não deve ser usada constantemente, mas em contextos específicos, onde é preciso buscar um resultado. A presença de área da dupla ajudará muito nessas horas.

O próximo jogo será um ótimo teste, contra o Santos de Sampaoli. Jardine deve continuar buscando e testando alternativas, para formar o time.

Foto destaque: reprodução/ globoesporte

@Pedro17Galante

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