Tiro certeiro – ANÁLISE TÁTICA VASCO 5 x 2 VOLTA REDONDA

Por Ricardo Leite

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Em jogo fraco tecnicamente, Vasco demonstra bom aproveitamento das chances e consolidaçao da bola parada.

O Vasco da Gama entrou em campo nesta quarta-feira, pela segunda rodada do Carioca. Na estreia bateu o Madureira com gol de Thiago Galhardo e Valentim decidiu repetir a mesma escalação para o jogo de São Januário.

Assim como na estreia, o Vasco demonstrou alguns conceitos até interessantes mas que ainda estao engessados: participação do goleiro na saída de bola, saída apoiada, buscar jogadas pelas laterais em velocidade, usar três jogadores no centro do campo (Raul, Lucas e Dudu), enquanto todos os outros formam um grande círculo entorno deles, para que assim no Vasco tenha amplitude, profundidade e proximidade entre os jogadores ao mesmo tempo.

Apesar de boas ideias, o time ainda peca para ter fluidez. Na verdade, pode-se dizer que a estreia foi melhor que a segunda partida. Mesmo que esta última tenha sido uma goleada.

Desde o início da partida, a equipe cruzmaltina tinha dificuldade na transição da defesa pro ataque. Por isso trocava muitos passes na linha defensiva de forma ineficiente. Isso acontecia por duas razões principais:

1- Os volantes, por característica ou orientação de Valentim, avançavam para “ganhar campo”, e acabavam participando pouco da construção inicial e também ficavam “escondidos” atrás da marcação do meio campo do Volta Redonda.

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2- Falta de movimentação e desmarque dos jogadores de frente. Os pontas, principalmente, até abriam e voltavam, mas faziam pouco movimento de desmarque e também recebiam a bola sem que seus companheiros se colocassem com opção imediata, o que atrasava a progressão da jogada.

Uma coisa que tem melhorado em relação a 2018 (além da visível melhora na bola parada) é que a equipe tem “mordido” mais, sendo mais agressiva sem a bola, até por característica de alguns jogadores como Lucas Mineiro, Dudu e Ribamar. E foi assim que saiu o primeiro gol. Marrony e Ribamar pressionaram no ataque, logo assim que perderam a posse e após duas tentativas, Marrony interceptou e saiu de cara pro goleiro e só teve o trabalho de tocar na saída.

O Vasco tem se defendido na mesma formação de 2018, um 4-4-2 com o meia central e o centroavante à frente. Por vezes essa formação se transforma num 4-1-4-1, com Raul como elo entre zaga e meio e apenas Ribamar à frente.

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O segundo gol teve uma bela jgada pela direita, começando com Raul (volante), passando por seu xará, Raul Cáceres, que fez boa
jogada individual, buscou o fundo e observou infiltração de Dudu, que bateu de primeira fazendo belo gol.

Apesar dos 2×0, o volume vascaíno nao era grande e o Volta Redonda vinha bem na partida, marcando muitas vezes num 4-5-1 e apostando no contra ataque. Douglas Lima, cabeludo habilidoso, dava trabalho pro Danilo desde os primeiros minutos. O lateral esquerdo aliás, demonstrou mais uma vez a dificuldade defensiva que sempre é lembrada para avaliar seu futebol. E ela ainda tem sido agravada pela condiçao física do atleta, que está longe do ideal.

Mas foi na bola parada que o Voltaço conseguiu diminuir. Já no fim da primeira etapa, o lateral esquerdo, Luiz Paulo bateu colocado e Fernando Miguel não alcançou.

Na volta pro segundo tempo, Douglas Lima continuou a ser o homem mais perigoso do Voltaço e numa bela jogada individual, passou como quis por Danilo Barcelos e cruzou com muita categoria. Na área, Joao Carlos se antecipou a Cáceres e empatou a partida.

A partir daí, o Gigante da Colina melhorou um pouco e isso se deve ao recuo dos volantes para participar na base das jogadas. Lucas Mineiro pela esquerda e Raul pela direita começaram a jogar “de frente” e dialogar mais com os pontas e meia.

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Mas foi numa (bela) cobrança de falta, o que nao acontecia desde 2017, que o Vasco voltou à frente do placar. Danilo Barcelos que vinha sofrendo muito na partida, acertou o ângulo e fez un golaço.

O Volta Redonda sentiu o gol e o Vasco passou a controlar o jogo. Em jogas originadas pela direita (e após “bate rebate”), o cruzmaltino ainda marcou duas vezes com Marrony e Lucas Mineiro.

Os pontos negativos da goleada foram a fragilidade do lado esquerdo. Defensivamente com Danilo Barcellos, e ofensivamente com Yan Sasse (jogou a maior parte do tempo por ali) que mais uma vez se mostrou improdutivo, inclusive limitando a participação ofensiva do lateral. E também a falta de fluidez na transição, o que é compreensivel pelas mudanças da equipe, agravados pela falta de entrosamento e plenitude fisica.

No domingo o Vasco enfrenta o Americano, novamente em São Januário e pode ter a presença de alguns jogadores importantes como Andrey, Bruno César, Maxi López e Andrey. Nesta quinta, o Vasco fechou a contratação do ponta Rossi, com passagens por Goiás, Chape, Inter etc. O jogador deve ser mais uma opção de velocidade para Valentim, que deixará o time mais incisivo e intenso (tanto no ataque, quanto na recomposição), entretanto tem alguns problemas semelhantes a Kelvin, integrante do elenco de 2018, peca na tomada de decisão, individualista e finalização irregular.

@analisevasco e @ricardoleite_vg

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