Estreia com pé esquerdo – ANÁLISE TÁTICA CABOFRIENSE 3 x 1 BOTAFOGO

Por Guilherme Monteiro

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O Botafogo estreou no campeonato carioca com uma péssima atuação diante da organizada Cabofriense em Macaé. O jogo foi bem arrastado em boa parte da partida as equipes pareciam estar jogando com o ‘freio de mão puxado’; mas não foi necessário muito esforço da Cabofriense para vencer o frágil Botafogo no último domingo.

A equipe alvinegra foi a campo:

dsFonte: Guilherme Monteiro

O jogo durante boa parte do jogo a partida foi equilibrada, com poucas chances de ambas as equipes. A Cabofriense tinha uma saída sustentada com o goleiro buscando em boa parte da partida sair com os pés. A marcação alvinegra era passiva em bloco médio/baixo e se alternando entre um 4-1-4-1 (com Alan Santos na entrelinhas) e um 4-4-2 (com João Paulo junto a Kieza) na frente das 2 linhas de 4. O Botafogo teve um dia de pouca inspiração, João Paulo principal responsável pela criação não fez uma boa partida. Kieza responsável por dar a profundidade, abrir espaços e reter a bola no campo de ataque era uma peça nula. Os laterais pouco subiam. E os pontas por meio de jogadas individuais eram os que mais ao menos tentavam fazer algo diferente, porém esbarravam na forte marcação da Cabofriense.

A saída de bola era composta por 3 jogadores: Helerson, Wenderson e Marcelo Benevenuto. Que contavam com apoios de Alan Santos e João Paulo com retornos até a base e iniciar construção.

A construção era constituída por retornos de João Paulo e Alan Santos até a base e auxiliar e constituir mecanismos associativos com os laterais e pontas.

A bola parada era o principal jogada efetiva das duas equipes, tanto que 2 dos 4 gols do jogo saíram de 2 escanteios. Ficou evidenciado um grande problema em 2018 e ainda não foi corrigido em 2019: a bola parada defensiva do Botafogo. Zé Ricardo precisa rever seus conceitos e seus mecanismos de marcação nesse tipo de jogada.

Luiz Fernando foi o melhor jogador da equipe na partida. Explorando a velocidade, dribles e vencendo os duelos 1 x 1 e saiu de campo coroado com o 1° gol alvinegro na temporada.

No campo ofensivo a Cabofriense criava algumas oportunidades principalmente com alguns chutes de fora da área e com as subidas dos laterais Watson e Manoel. A construção da equipe de Cabo Frio era basseada, no retorno até a base da jogada do principal articulador da equipe Anderson Rosa, que buscava fazer associações com os médios e laterais da equipe tricolor praiana.

Na fase defensiva a equipe de Cabo Frio se postava num 4-1-4-1 em bloco médio/baixo e Marcelo Gama nas entrelinhas.

Atuações das novas contratações:

Apesar de pouco tempo em campo Alex Santana já chegou mostrando seu cartão de visitas e pedindo passagem para a próxima rodada contra o Bangu. Com seus chutes de fora da área( uma interessante característica para furar defesas bem compactas como a do Bangu), boas infiltrações e bons passes dos 3 homens de meio campo foi o que mais se destacou.

Gustavo Ferrareis mostrou falta de ritmo de jogo e tudo o que tentou em pouco tempo em campo errou.

Alan Santos assim como Ferrareis sentiu a falta de ritmo de jogo, mas acredito que em melhor forma física tem muito a acrescentar no meio campo alvinegro.

Encerro hoje com uma fala de Zé Ricardo na coletiva: “Não é hora de caça às bruxas”. A primeira impressão da equipe foi muito ruim, mas acredito que com a melhor forma física dos atletas e a inserção de Erik na equipe titular poderá ajudar e muito a equipe alvinegra neste temporada.

@Guizaomb19

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