Em meio a punição da sua torcida, ABC pune o Sergipe – ANÁLISE TÁTICA ABC 2 x 1 SERGIPE

Por João Pedro Pereira

Na noite dessa quarta-feira (16/01), ABC e Sergipe se enfrentaram pela primeira rodada da Copa do Nordeste. O jogo ocorreu na Arena das Dunas e não teve presença de torcidas, isso porque o ABC foi punido por conta da confusão na semifinal do ano passado contra o Sampaio Corrêa, no Frasqueirão.

Para o jogo, as equipes foram assim:

  • ABC (4-4-2): Edson; Ivan, Maurício, Henrique e Jonathan; A. Pedra ©, G. Xavier, Valdemir e Neto; Éder e Rodrigo.
  • Sergipe (4-2-2-2): Erivelton; Gabriel, Carlos Alexandre, Cláudio Baiano e Marinho Donizete; Ramalho © e Brendon;Rhuan e Élton; Ariel e Leandro Love.

No primeiro tempo:

Desde sua escalação, o Sergipe deixou claro que não iria se expor frente ao ABC. Com muitos passes nas linhas de defesa e aproximação das linhas de ataque e meio, a equipe girava a bola até encontrar um espaço entre as linhas do ABC.

Essa rotação mostrou sua eficiência aos 14 minutos do primeiro tempo quando Carlos Alexandre encontrou Élton com muito espaço no campo de ataque, o camisa 10 do ‘Gipão’ fez um belíssimo lançamento por cima da linha de defesa do ABC e encontrou Ariel sozinho dentro da área inimiga para marcar o 1×0.

A partir disso, o Sergipe passou a tomar uma atitude reativa e o ABC iniciou triangulações pelo lado esquerdo com o trio Jonathan – Valdemir – Éder, destacando sempre o potencial de jogadas individuais do Éder (potencial esse traduzido em gol, quando o Éder faz jogada individual e repassa a bola para a linha de ataque do ABC).

Segundo tempo:

Na segunda etapa, o ABC manteve volume ofensivo e obrigou o Sergipe a adotar uma tática de lançamentos.

Sempre procurando o Leandro Love e parando na parede defensiva do ABC, o jogo de ambas as equipes esfriou. Por um lado, o ABC sempre visando tabelinhas próximas e finalizações de média distância, por outro lado o Sergipe com lançamentos defesa-ataque.

Esse jogo enrolado persistiu até os 44’ do segundo tempo, quando o ABC ganhou uma falta próxima da meia-lua – falta essa cobrada de forma magistral pela promessa abecedista Kaká -.

Geral:

Em uma partida pegada e com muitos passes de lado, a equipe do ABC teve calma e eficiência para traduzir seu volume em gols.

O jogo no geral foi equilibrado e sem grandes destaques individuais, a impressão que fica é que o Sergipe não esperava abrir o placar da partida.

O 1×0 acabou surpreendendo até o próprio ‘Gipão’, que depois do gol sumiu da partida e deu campo para as peças do ABC crescerem.

No fim, o 2×1 foi justo. Olho no garoto Kaká, camisa 8 do ABC, muito futebol e personalidade.

@Joao_PPereira

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