O necessário para os três pontos – ANÁLISE TÁTICA DE BRIGHTON 0 x 1 LIVERPOOL

Por Daniel Klabunde

Depois de sofrer a sua primeira derrota na Premier League o Liverpool foi à Brighton buscar a sua reabilitação e manter a vantagem na liderança do campeonato. Uma partida que já era esperada muita dificuldade, principalmente pela forte aplicação tática do Brighton em sua defesa.

A partida se inicia com o Liverpool mantendo a posse de bola e sofrendo pressão do Brighton em bloco médio, que se postava no 4-4-1-1, e a partir a partir do meio campo a pressão na bola e compactação do Brighton era muito forte, obrigando os Reds a efetuar muitos lançamentos para encontrar os homens de frente.

Pudemos perceber uma mudança na saída de bola dos Reds, onde antes víamos os laterais recuando para efetuar a saída de 3, nesta partida eram Henderson ou Wijnaldum que efetuavam essa movimentação, e isso prejudicou a saída de bola, pois quando um lateral recua para se juntar aos zagueiros, acaba atraindo a marcação e abrindo espaço no corredor para as movimentações de Shaqiri pela direita ou Mané pela esquerda.

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Com muita dificuldade para criar jogadas pelo meio, os Reds acionam os laterais Robertson e Arnold, e é por onde acontecem as melhores jogados no primeiro tempo, principalmente com Robertson, por onde aconteceu a principal delas em um cruzamento que Firmino não conseguiu chegar a tempo para finalizar.

Com um meio campo praticamente nulo na partida, Henderson e Wijnaldum não ajudavam na criação, não apoiavam e não ajudavam a criar superioridade numérica no apoio, e com isso Firmino acabava ficando encaixotado entre a defesa do Brighton, até mesmo Shaqiri, que se destacou tanto com sua movimentação fazendo a diagonal para dentro partindo da extrema direita, ficou sem ações na partida.

No início do segundo tempo o jogo parecia outro, com mais intensidade e movimentação, logo aos 5 minutos os Reds chegam ao gol em um pênalti sofrido por Salah depois de uma boa movimentação pelo meio de Firmino, que puxa a marcação e deixa o lado direito totalmente livre para Shaqiri avançar e servir Salah dentro dentro da área. Está foi uma das poucas jogadas em velocidade que os Reds conseguiram na partida com troca de posições e atraindo a marcação.

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Firmino, Salah e Mané atraem a marcação de 6 jogadores do Brighton, dando liberdade para Shaqiri avançar pela direita.

Até mesmo a saída de bola já era outra, com mais velocidade, jogadores se apresentando mais e buscando os espaços vazios. Em um debate no Twitter com os amigos @kaleb_shuck e @ojunomartins, falamos sobre a válvula de escape que é Firmino na pressão adversária , e isso só conseguimos ver no segundo tempo da partida, e foi um dos motivos pelo qual melhorou muito o futebol apresentado pelos Reds.

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Firmino na entrelinhas recebendo passe de ruptura de Arnold.

Jogo controlado e sem sofrer perigo no defesa, apesar da improvisação de Fabinho após as lesões de Gomez e Lovrem, com Matip no banco retornando também de lesão. O ponto negativo ficou por conta de Henderson, sem intensidade e errando passes teoricamente fáceis, até mesmo propiciando contra-ataques para o adversário e não contribuindo para a construção de jogadas no ataque.

O ponto positivo fica por conta de Fabinho, depois de começar a se destacar no meio campo, nesta partida foi a vez de se sobressair na zaga ao lado de Virgil. Fabinho foi muito seguro nas suas ações, sendo um dos melhores da partida (para mim o melhor). Com boas apresentações nas últimas partidas, Fabinho vai cavando seu lugar no time titular, provavelmente no lugar de Henderson, que vem caindo muito de produção.

Dados de Fabinho na partida:

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Imagem: SofaScore

Liderança mantida, com um pouco de sofrimento, não por sofrer pressão do adversário, mas por não conseguir produzir contra um adversário bem postado e compacto na defesa. Os Reds precisam muito dos meio campistas na construção das jogadas, algo que Henderson e Wijnaldum não fizeram contra o Brighton.

@dktricolor

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