O ANO DE 2018 DO BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS

Por Guilherme Monteiro

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O ano de 2018 para o torcedor alvinegro não foi de muitas comemorações, apesar do título carioca, O ano foi marcado por diversas trocas de técnicos, o começo da era Mufarrej (que pode acabar com os Moreira Salles), novo dept. de futebol composto por Anderson Barros e Gustavo Noronha, contratações de apostas, etc.

MUDANÇAS DE TÉCNICOS/IDEIAS DE JOGO:

O Botafogo teve neste ano 4 treinadores (Felipe Conceição, Alberto Valentim, Marcos Paquetá E Zé Ricardo). O ano começou com um técnico com ideias de jogo onde o Botafogo fosse mais protagonista com a bola (jogo propositivo)- grande deficiência em 2017, a equipe passou apertos e ele durou apenas 7 jogos. Os técnicos seguintes tiveram/ tem sim uma ideia de valorização da posse, porém com um time mais vertical e partindo do princípio de montar um consistente sistema defensivo e apostar mais num jogo de mais de velocidade explorando o contra-ataque.

COMPETIÇÕES DE 2018:

CAMPEONATO CARIOCA: O Botafogo conseguiu o título que era palpável ao seu elenco.

COPA SULAMERICANA: O Botafogo chegou até as oitavas e foi eliminado nos pênaltis pelo Bahia. em Salvador, a equipe teve uma grande atuação, porém saiu derrotada; no Nilton Santos a equipe fez um grande primeiro tempo mas nos pênaltis o Bahia teve maior sorte e competência e eliminou a equipe alvinegra.

CAMPEONATO BRASILEIRO: foi até além do esperado após um início oscilante, um meio de campeonato complicado, mas um final “feliz”.

NÚMEROS DA TEMPORADA:

62 Jogos

24 Vitórias

17 Empates

21 Derrotas

SALDO DE GOLS:

68 Gols Marcados E 75 Gols Sofridos, totalizando um saldo negativo de 7.

OS ARTILHEIROS DA EQUIPE:

BRENNER E KIEZA, ambos com 10 Gols.

funilFONTE: VÍTOR SILVA/SS PRESS/ BOTAFOGO, EDIÇÃO: GUILHERME MONTEIRO.

O CAMPEÃO DE ASSISTENCIAS DA TEMPORADA FOI:

LÉO VALENCIA com 12 assistências no ano.

FONTE: VÍTOR SILVA/SS PRESS/ BOTAFOGO

DESTAQUES: O Botafogo não é tão dotado tecnicamente, mas em meio essa equipe aguerrida, se destacaram:

RODRIGO LINDOSO:

funilFONTE: VÍTOR SILVA/SSPRESS/ BOTAFOGO.

Jogador com uma qualidade de passes impressionante. Ele é uma espécie de regista do Meio Campo Alvinegro, é ele quem dita o ritmo do jogo do Alvinegro, com boa leitura de jogo; normalmente joga entre os zagueiros e inicia a construção do jogo.

MATHEUS FERNANDES:

FONTE: VÍTOR SILVA/SSPRESS/ BOTAFOGO

Destaca-se pela versatilidade dentro do campo, pode jogar como primeiro volante, tanto como um segundo volante, infiltrando na área, porém precisa melhorar a sua finalização. acredito que no Palmeiras na próxima temporada possa evoluir cada vez mais.

IGOR RABELLO:

funilFONTE: VÍTOR SILVA/SSPRESS/ BOTAFOGO.

Apelidado de general, é um grande zagueiro do futebol brasileiro, apesar de seus 1,92 de altura o general alvinegro, é um zagueiro de muita velocidade, de grande técnica e de um fortíssimo jogo aéreo.

ERIK:

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Jogador de muita velocidade, de um forte um contra um, um bom finalizador, um jogador de bons dribles e muito aguerrido.

GATITO FERNÁNDEZ:

funilFONTE: VÍTOR SILVA/SS PRESS/ BOTAFOGO.

Um dos goleiros que mais pegou pênaltis nos últimos anos, teve um ano conturbado, com uma lesão que o afastou dos gramados durante 6 meses e meio, foi crucial para a retomada da confiança do elenco alvinegro, foi coroado com uma atuação de gala em sua volta contra o Corinthians no dia 4 de novembro.

PLATAFORMAS DE JOGO:

ATACANDO:

funilFONTE: TACTICAL PAD/ EDIÇÃO: GUILHERME MONTEIRO.

DEFENDENDO:

funilFONTE: TACTICAL PAD/ EDIÇÃO: GUILHERME MONTEIRO.

 

funilFONTE: PICSART/ EDIÇÃO: GUILHERME MONTEIRO.

A equipe de Zé buscava ter linhas compactas, criando superioridade numérica (3 vs2) no setor da bola como vemos na imagem acima.

A equipe de Zé buscava se defender partindo do argumento adotado pelo técnico no esquema 4-4-2, objetivando criar superioridade numérica no setor da bola, as laterais do campo eram recompostas com o auxílio dos extremos, ora Rodrigo Pimpão pela direita, ora Luiz Fernando, ora Erik, pela esquerda a mesma situação.

Um problema inveterado durante o ano de 2018 na equipe alvinegra foi a marcação no lado direito do campo. Havia uma deficiência na marcação de Marcinho (LD), jogador oriundo da base alvinegra e elogiado pelo técnico Tite; porém Zé Ricardo conseguiu amenizar os efeitos disso prendendo-o mais no campo defensivo e dando maior liberdade ao lateral do lado oposto, que dá a amplitude, como veremos no frame abaixo:

funilFONTE: PICSART/ EDIÇÃO: GUILHERME MONTEIRO.

PRESSÃO AO PORTADOR DA BOLA:

funilFONTE: PICSART/EDIÇÃO: GUILHERME MONTEIRO.

4 JOGADORES ESPERANDO O ERRO DO JOGADOR DA CHAPE

O Botafogo não fazia uma marcação tão agressiva ao seu adversário na maioria de seus jogos, geralmente buscava-se um erro do portador para enfim criar alguma jogada de perigo.

SAÍDA DE BOLA:

funilFONTE:PICSART/EDIÇÃO: GUILHERME MONTEIRO.

SAÍDA DE BOLA COM 3 JOGADORES (SAÍDA LAVOLPIANA).

O Botafogo buscava uma saída de bola com 3 jogadores. eles variavam: ora Rodrigo Lindoso se infiltrava entre os zagueiros, ora Moises apoiava o zagueiro, ora Marcinho auxiliava o zagueiro.

CONSTRUÇÃO/FASE OFENSIVA:

funilFONTE: INSTAT/ EDIÇÃO: JUNO MARTINS.

A construção alvinegra era baseada no apoio que Matheus Fernandes e Rodrigo Lindoso e esporadicamente Léo Valencia, retornavam até a base da jogada para receber a bola e faziam os lançamentos para os extremos na base do 1 vs 1 vencerem as disputas e cruzar as bolas na área adversária.

BOLA PARADA DEFENSIVA:

funilFONTE: PICSART/ EDIÇÃO: GUILHERME MONTEIRO.

A bola parada defensiva alvinegra variava de 6,7,8 jogadores dentro da área; tendo a seguinte configuração: o atacante(indicado com a número 1) marcava um lateral que avançava pra dentro da área, os zagueiros(indicados com os números 3 e 4) marcavam no meio da área o atacante e o zagueiro adversário, o lateral esquerdo( indicado com o número 5), marcando um extremo, esses todos dentro da pequena área. os jogadores indicados com os números (6,7,8) buscam marcar os adversários e após o ganho da bola no primeiro poste ou no meio da pequena área, buscam se posicionar para o contra-ataque. no frame vemos o camisa 10 alvinegro (Léo Valencia) na sobra para fazer a puxada do contra-ataque alvinegro.

BOLA PARADA OFENSIVA ERA VALENTIM:

funilFONTE: PICSART/ EDIÇÃO: GUILHERME MONTEIRO.

A bola parada ofensiva na era Valentim era composta pelos 2 zagueiros no segundo poste ou no meio da área, com o centroavante no meio da área ou no segundo poste e Rodrigo Lindoso no primeiro poste ou no segundo poste. o centroavante e Rodrigo Lindoso esperavam uma “casquinha” de um dos zagueiros para completar a finalização (que nesse lance não ocorre, pois Igor Rabello vence Bressan na disputa e obriga Paulo Victor a fazer uma grande defesa) .

BOLA PARADA OFENSIVA NA ERA ZÉ RICARDO:

funilFONTE: PICSART/ EDIÇÃO: GUILHERME MONTEIRO.

A bola parada ofensiva na era Zé Ricardo era constituída por 5 jogadores dentro da área, 1 jogador aproveitando o “funil’’ desprotegido e 1 jogador para oferecer a opção para bater de forma curta.

@Guizaomb19

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