Traduzindo os novos termos que são utilizadas no futebol brasileiro – PARTE 1

Por Ícaro Caldas Leite

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Nos último dois anos, cresceu demais a fome das pessoas de entender o jogo (eu sou uma delas), a vontade de aprender e compreender o que os times fazem em campo, o que poderiam ter feito e o que podem fazer. As estratégias dos treinadores para dominar ou apenas vencer o rival.

Então, cresceu também a quantidade de pessoas (jornalistas, blogueiros…) que fazem textos e gostam de estudar o jogo. O problema é que alguns deles transmitem uma mensagem que, na maioria das vezes, é difícil de ser entendida pela maioria das pessoas que não têm vontade de estudar o jogo, ou nunca tiveram uma referência para tal.

Os termos podem ser utilizados sim, o que não pode ser feito é passar uma mensagem que o público geral não possa entender, pois, se isso acontece, você não está passando a mensagem direito.

“O bom comunicador não é o que se faz entender por meia dúzia. Mas por todos aqueles que se põem a ouvi-lo e/ou lê-lo.” (Wanderson Marçal).

Dicionário de “tatiquês”:

Jogo apoiado: quando um jogador tem opções de outros jogadores para passar a bola.

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Compactação: quando as linhas de marcação estão próximas.

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Amplitude: quando se tem dois jogadores abertos nas linhas laterais do campo, com a função de abrir a linha de defesa do adversário.

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Superioridade numérica: mais jogadores do que o adversário onde a bola está.

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Cinco jogadores do Manchester City dentro da área (o goleiro também conta) contra dois do Tottenham.

Cobertura: quando o jogador da posição de origem abandona sua posição, o companheiro de time vem e fica no lugar dele.

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Tira a bola da zona de pressão e inverter para o “portador” livre:

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Saída de 3: quando o volante, cabeça de área, meio campista na maioria das vezes recua, fica entre os zagueiros e libera os laterais.

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Ou então, pode variar o jogador: Walker é lateral, mas ele vira um 3° zagueiro na saída do City (ocasionalmente).

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O “funil”: Funil é o centro da área somente de afunilar a marcação.

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Flutuação (se movimentar de um lado para o outro onde a bola está) entrelinhas (linhas do esquema tático do adversário).

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 Pressing: marcar/apertar o time bem em cima (na saída de bola).

caldiolismo

Compreender estes termos novos, às vezes, é muito chato, porém bastante útil, já que podem simplificar conceitos mais complexos e assim todos saem ganhando.

Precisar de uma explicação ou utilizar termos mais simples não torna ninguém com menos conhecimento, do mesmo jeito que usar os termos bonitos para parecer saber mais não fará você entender mais que o outro.

@Caldas_Icaro

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