A.C. Milan e a fuga do comodismo – EXPECTATIVAS PARA O RETURNO DOS ROSSONEROS NA TEMPORADA 18/19

Por Ítalo Amorim

O Milan terminou o ano de 2018 do mesmo modo que terminou o ano de 2017: sonhando com uma vaga na UCL e beirando o fracasso de não ir para uma competição europeia.

A principal diferença entre as temporadas está na tabela, muito mais homogênea que no final do anoretrasado e com muito mais equipes almejando a chance de ir para a UCL. Na sua frente está a Juventus (líder com sobras), Napoli (vice-líder), Inter de Milão (3° colocada, na cola da Napoli) e a Lazio, encabeçando os “meros mortais” do campeonato italiano.

Na temporada 17/18, a diferença entre o 4° colocado (o último dos que vão para a UCL) e o 8° (o primeiro a não ir para uma competição europeia no antigo formato) era de 13 pontos, sendo que todas as equipes do 5° colocado para cima já tinham mais de 10 vitórias, hoje essa diferença é de 3 pontos e as únicas equipes com mais de 10 vitórias são os três primeiros colocados do torneio.

O Milan da atual temporada tem 3 grandes fatos para se apegar:

  1. O “fator Gattuso”: por mais saturado que esteja na atual temporada (a imprensa italiana já vinculou dois nomes para substituí-lo: o de Arsène Wenger e, mais recentemente, o de Leonardo Jardim), Rino foi o grande motivo da mudança de mudança de postura do rossonero na última temporada. Gattuso encontrou o Milan na 7° posição e com 12 pontos de distância do 4° colocado, além de ter a 3° pior defesa do “top 10” na época. Com a sua chegada, o clube acabou o campeonato em 6°, melhorou a média de gols sofridos (passou a ser um por jogo) e chegou na final da Coppa Italia – passando de clubes como Inter de Milão e Lazio – parandona Juventus.
whatsapp image 2019-01-03 at 12.48.29Uma eliminação precoce na Europa League e uma equipe sem um futebol atrante, Gennaro Gattuso tem balançado bastante no cargo de treinador do Milan (Divulgação/Milan).
  1. Janela de janeiro:por mais que exista a punição quanto ao Fair Play Financeiro (explicada com maior riqueza de detalhe nessa matéria da Esporte – IG, a chegada da janela de inverno europeia “abre portas” para um “novo Milan” no segundo semestre. Esse virada de ano marca também o retorno de alguns lesionados ao plantel principal da equipe, além da possibilidade de saída dos nomes que não funcionaram nessa nova era rossonera.
whatsapp image 2019-01-03 at 12.48.29Lucas Biglia é um dos nomes que retornam de lesão ainda esse mês. Mesmo sem atuar desde Outubro, Biglia é o atleta com melhor aproveitamento em passes e com maior número de desarmes da equipe no Campeonato Italiano (Divulgação/Milan).
whatsapp image 2019-01-03 at 12.48.29Irregular e impopular com a torcida, Fabio Borini deve encabeçar a lista dos atletas de saída do rossonero. Segundo matéria do Calcio Mercato, o ala de 27 anos já tem bases salarias acertadas com o Shenzhen da China e aguarda apenas a conclusão da negociação entre o Milan e o seu novo clube (Divulgação/Milan).
  1. Menos jogos, mais focos: diferente do Milan, os dois principais adversários (Lazio, na 4° posição e Roma, na 6° posição) no momento por uma vaga na UCL passaram de fase nas competições europeias que atuam, por mais que isso aumente a “fome” dentro de um elenco, acaba também desgastando o time. Com um menor número de partidas nesse segundo semestre, os rossoneros precisam focar nas três competições que lhe restam: Série A, Coppa Italia e Supercopa.
  2. A principal mudança tem que partir do campo tático, o Milan hoje sofre com uma grande indefinição de postura em campo, além de ser uma equipe com absurda dificuldade em acertar finalizações (no confronto contra o Bologna, na 16° rodada, os rossoneros finalizaram 18 bolas, sendo apenas 4 no alvo adversário – resultado: um empate e dois pontos que pode fazer falta futuramente -).

O “caminho do sucesso” parece básico mas é comprovadamente eficiente. Quando o Milan “usou e abusou” do jogo pelos flancos, a equipe conseguiu abrir a marcação adversária, criar maior volume de jogo e ter o controle da partida – facilitando assim os caminhos de uma teórica vitória -. O ciclo a seguir sintetiza esse raciocínio:

whatsapp image 2019-01-03 at 12.48.29

Além do fator tático, a chance desse returno realmentre trazer mudanças para o A.C. Milan tem relação direta com a Supercoppa da Itália (contra a Juventus, ainda nesse mês). Voltar a vencer um título de nível nacional contra a principal potência do país atualmente pode ser o combustível que faltava para os comandados de Gattuso, a necessidade de mudar a história de “ex-gigante” e torna um Milan uma potência atual pode começar exatamente por meio desse confronto.

whatsapp image 2019-01-03 at 12.48.29Um gol e um “boom”, a vitória sobre a Inter de Milão na temporada passada marcou uma “virada de chave” do Milan. O gol de Patrick Cutrone (na foto) na prorrogação das oitavas da Coppa não deu apenas a classicação para as quartas, como também deu um novo ânimo para a equipe (Divulgação/Milan).

Por se tratar de um gigante histórico de uma torcida fanática, o Milan necessita voltar a viver sua “era de ouro” e encabeçar a lista de potências. O primeiro passo foi dado quando o clube voltou a jogar competições internacionais e jogou finais de Coppa e Supercoppa, a necessidade no momento é dar um passo além, algo fora desse ciclo, um título de Supercoppa aliado a uma classificação para a UCL pode marcar esse recomeço que o clube merece.

whatsapp image 2019-01-03 at 12.48.29E como canta a Curva Sud Milano: “Rossoneri siamo noi”. Forza, Milan! (Divulgação/Milan).

@italoamorim07

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