Desastre Monegasco e consolidação dos Les Gones – ANÁLISE TATICA LYON 3 x 0 MONACO

Por Ítalo Amorim e João Victor Cardoso

ismoFoto: Emmanuel Foudrot / Reuters

A partida realizada no Parc Olympique Lyonnais foi um verdadeiro massacre. Os comandados de Bruno Génésio não hesitaram em mostrar toda sua harmonia e qualidade para explorar as debilidades do Monaco, que mal ofereceu resistência. Vamos aos mecanismos que consolidaram essa vitória!

Lyon

O Lyon foi lançado por seu treinador em uma plataforma de 3-4-1-2 que costumeiramente variava para 5-3-2 em etapa defensiva. Génésio com esse esquema buscava potencializar as virtudes de Nabil Fékir, o jogador que articula as jogadas ofensivas e aparece muito para finalizar na área. Um típico enganche/ponta-de-lança.

Outro fator que este esquema busca aproveitar são as progressões dos alas. Ferland Mendy e Kenny Tete sabiam ataca em amplitude e oferecer ótimos cruzamentos, tanto que foi dessa maneira que surgiu um dos gols da equipa. Denayer fez um belo passe de ruptura, encontrando Tete na linha de fundo que cruzou para o capitão, Fékir, finalizar e estufar as redes.

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Outros dois jogadores que merecem destaque especial são Bertrand Traoré e Houssem Aouar. Os africanos foram importantíssimos combinando ações transicionais e velozes, confundindo a defesa monegasca e atacando o espaço com extrema qualidade. Traoré ainda associou muito com Tete pelo lado direito e, com dribles, desorientou muito Badiashile e Henrichs.

Um movimento interessante para se perceber em campo foi a mudança para um 4-3-3 em organização defensiva, em momentos de pressões para ser mais exato. Isso ocorreu pois Mendy demoraa recompor, assim Marçal ocupava aquele espaço, afinal é lateral de origem, e a equipe se organizava em 4-3, com Ferland na segunda linha.

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Génésio montou um ótimo time e com peças que se conhecem bem, podendo variar nomes e esquemas que a ideia de jogo nunca é perdida. Controle, pressões fortes para retomar a bola rapidamente e muita verticalidade com os atacantes.

Mônaco

O Mônaco, com a derrota para o Lyon, confirmou sua 10° derrota no campeonato francês e amargou mais um vexame. O time treinado por T. Henry foi a campo numa 5-4-1 que variava para uma 3-4-1-1. Tendo:

1) Golovin como meia-avançado (e fracassando na função);

2) Raggi (ADD/MD), Pelé (MCD), Tielemans (MC), Chadli (MCE) e Henrichs (ADE/ME) na linha de meio atrás desse meia-ofensivo;

3) Jemerson (ZGD), Glik (ZGC), Badiashile (ZGE) e Benaglio (GOL) na linha de defesa. Desde que assumiu o time em outubro, Henry mudou a formação da equipe pela 3° vez (anteriormente o francês optou por uma 4-2-3-1 e suas variações além de uma 3-4-3). O intuito dessa terceira mudança era de surpreender o Lyon, colocando um meia ofensivo entre Tousart e Aouar (meias que atuam por dentro) e um centroavante (Falcão) pressionando a linha de defesa, além de duplicar o volume nas alas visando pressionar Tete e Mendy.

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O time começou a partida em um molde reativo dando a bola ao Lyon, esperando a definição do adversário. E essa “resposta” do Olympique foi rápida e objetiva, logo aos 5′, em uma jogada produzida por Traoré, o time do Lyon abriu o placar com Aouar e percebeu que ali era o seu “caminho para a felicidade”. O lado esquerdo do Monaco foi maltratado durante todo o primeiro, a ideia de pressionar o Tete se inverteu e o ala, junto do Traoré, engoliu o triângulo Henrichs-Chadli-Badiashile e Falcão pouco conseguiu pressionar a defesa adversário, dando imensa liberdade para Denayer produzir lançamentos sobre a defesa monogasca.

O que já estava ruim, piorou. Aos 2′ do segundo tempo Golovin fez carga faltosa e recebeu vermelho direto. Agora sem o seu meia-ofensivo, Henry foi obrigado a centralizar Pelé e avançar Tielemans (que, assim como Golovin, pouco produziu). Com o time nofensivo, Thierry se viu obrigado a abrir um pouco mais o time, mudou: Badiashil e Chadli deram lugar a Sylla (MD) e Diop (ME), trazendo o time para uma 4-4-1 (com Raggi, Jemerson, Glik e Henrichs fazendo a linha de trás; Sylla, Pelé, Tielemans e Diop fazendo a linha do meio e Falcão na frente). A entrada de dois alas imaturos só escancarou a fragilidade do elenco monegasco. Tete, agora com muito mais espaço, encontrou o Mendy em um belíssimo cruzamento e o ala-esquerdo apenas desviou de cabeça e fechou o placar no Parc OL.

No geral, as baixas de atletas experientes (como Sidibé e Subašić, ambos lesionados) aliada a falta de planejamento no começo dessa temporada traduzem bem o que foi o AS Mônaco nessa partida: sonolento. Uma equipe que não agride, não pressiona, não fecha espaços e não marca gols (6° pior ataque ao lado do Dijon com 16 gols marcados em 17 partidas). A realidade é que os números (26% de posse de bola, 4 finalizações contra 21 do Lyon, 1 chute ao gol contra 11 do Lyon entre outros) traduzem perfeitamente a equipe monogasca: imatura e ineficiente.

@jvcardoso05 e @italoamorim07

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