Superação japonesa e que venha o Real Madrid! – ANÁLISE TÁTICA KASHIMA ANTLERS 3 x 2 CHIVAS GUADALAJARA

Por Leonardo Hartung e Juliano Rangel

O Kashima Antlers será o adversário do Real Madrid na semifinal do Mundial de Clubes 2018 após derrotar o Chivas Guadalajara, de virada, pelo placar de 3 a 2. O jogo teve dois tempos bem distintos e foi a fiel demonstração do que foram as duas equipes em suas respectivas temporadas.

O primeiro tempo no Hazza Bin Zayed Stadium mostrou todas as debilidades e fraquezas presentes no Kashima Antlers, além de sentir a ausência de Yuma Suzuki no comando do ataque. Já o Chivas, com seu 4-4-2, era bem mais propositivo.

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Desde os primeiros minutos, a equipe japonesa encontrou problemas para criar jogo sem a presença de Yuma Suzuki no comando do ataque, passando pela dificuldade da equipe japonesa ao ser pressionada enquanto tem a posse da bola chegando ao caos que foi gerado pelos defensores abandonando a linha defensiva para caçar o homem que invadia o setor japonês.

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Já o Chivas, que teve mais o domínio da bola, chegava pelos lados, principalmente no setor direito, contra a marcação de Leandro – que estava em seu quarto jogo após voltar de uma lesão que o afastou dos gramados por sete meses – e Shuto Yamamoto.

Foi naquela região, logo aos dois minutos, que o extremo mexicano Isaac Brizuela avançou com a bola, conseguiu vencer a marcação de Shuto Yamamoto, Gen Shoji e Jung Seung-hyeon, e cruzou para Angel Zaldívar, que, no espaço deixado nas costas do lateral-direito Atsuto Uchida, subiu para marcar.

Com o domínio desde a saída de jogo, o Chivas Guadalajara fazia sua saída em três, com Jair Pereira e Hedgardo Marín recendo a companhia de Miguel Ponce, e José Van Rankin atuando mais liberado por dentro. No meio-campo, Michel Perez e Orbelín Pineda se aproximavam nestes momentos e também se apresentavam nas transições ofensivas.

No marcador, a vantagem só não foi maior para o intervalo graças ao brilho do goleiro sul-coreano Kwon Sun-tae (aliás, um dos grandes destaques da partida) e o travessão salvaram o Kashima Antlers, no chute de Orbelín Pineda, já no final da primeira etapa.

Para o segundo tempo, Go Oiwa percebeu a superioridade do Chivas Guadalajara pelo lado direito e substituiu Leandro por Hiroki Abe. Além de acabar com a supremacia mexicana no setor, a alteração ainda deu poder de fogo e acelerou as transições japonesas. O Kashima Antlers voltou mais objetivo nas transições ofensivas e conseguiu conter o ímpeto ofensivo do Chivas Guadalajara.

Se a equipe japonesa aumentou sua velocidade, o Chivas voltou a mostrar um velho problema: a transição defensiva lenta. Após um ataque finalizado por Zaldívar, o goleiro Kwon Sun-tae defendeu a finalização e rapidamente acionou Serginho que passou para Shoma Doi. O camisa 8 segurou a bola até a chegada de Nagaki na área para empatar o jogo.

Com o empate, o Kashima cresceu ainda mais na partida e chegou a virada. O segundo gol foi marcado por Serginho, após uma cobrança de pênalti e o terceiro também nasceu de um contra-golpe tramado por Koki Anzai e Hiroki Abe, que terminou em gol do jovem Abe.

O Chivas ainda tentou ganhar campo no lado esquerdo com as entradas de Javier López por Gael Sandoval e, no ataque, com José Godínez na vaga de Orbelín Pineda. Na pressão e já nos acréscimos, a equipe ainda conseguiu diminuiu no marcador, mas a vitória e vaga do Kashima nas semifinais já estava decretada.

@hartungleo e @Julianords

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